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Hoje de manhã, usar o direito de voto por inerência que tenho, precisamente por ter tido essa presidência do partido. Nunca o tinha feito antes, por imparcialidade, mas achei que eram circunstâncias absolutamente excepcionais. E queria dar um sinal com o meu voto, de confiança e admiração pela coragem e determinação que o Nuno Melo revelou, candidatando-se a líder do CDS em circunstâncias tão hostis e adversas. E é, portanto, um gesto, um sinal, tanto para as pessoas do CDS como para as que não são do CDS, mas acham que um partido como o CDS deve existir no nosso sistema partidário e institucional. É apenas um gesto, não significa qualquer regresso à política partidária, tudo na vida tem um tempo, mas tem esse poder simbólico de que eu venho desejar ao Nuno Melo e à sua equipa bom trabalho, eficácia nos resultados e talento que ele tem, também um pouco de sorte, que na política é importante, e ser capaz de recuperar o partido. É isso que eu desejo.
Concorda com o que ouviu ontem aqui do Manuel Monteiro?
Só um segundinho, senão vai-me adaner. Eu acho que o mais importante deste congresso, pareceu-me, ouvindo as intervenções que pude ouvir de fora, em certo sentido, o CDS deitou contas à vida e não fez ajustes de contas. E isso é um primeiro passo bom. Eu acho que todas as ajudas para poder reconstruir o CDS como instituição são bem-vindas e por isso eu acho que o primeiro passo foi bom, com toda a franqueza.
Essa conciliação dos dois a nível pessoal-
Era a última oportunidade do CDS-PP.
Nuno Melo é o único cargo eleito que o CDS tem, por uma circunscrição nacional, que é a circunscrição de Portugal no Parlamento Europeu. Tem, portanto, uma circunstância excepcional, uma oportunidade, e a mim pareceu-me desde o início evidente que, tendo ele essa coragem e essa determinação, haveria quem quisesse que o partido não desaparecesse como instituição. Mas é isto, basicamente, que eu vos queria desejar. Um bom domingo. Eu terei que regressar a Lisboa por compromissos profissionais, que aliás, são públicos.
Escusou a dizer-se que poderia encontrar-se aqui com o Manuel Monteiro, também como um sinal dessa união para o futuro.
Eu já vos disse o que penso sobre isso. Eu acho muito importante que o doutor Nuno Melo tenha um discurso de respeito por todos os passados do CDS. E, meu caro amigo, estamos no século XXI, em 2022. Não estamos no século XX, nos anos 90. Obrigadinha a todos.
O partido sai mais unido?
Nuno.
Nuno Melo vai ter uma tarefa muito difícil: voltar ao Parlamento.
É muito difícil. É com certeza muito difícil.
Você está a empurrar com a minha