Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Oito. E começa agora o fact-check das manhãs 360, hoje com a jornalista Teresa Borges. Teresa, bom dia.

Olá, bom dia.

Ainda no rescaldo das eleições, continuamos a olhar para algumas das afirmações que marcaram a campanha eleitoral.

Uma campanha muito extensa. Olhamos hoje para uma declaração feita por André Ventura no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, dia em que o líder do Chega afirmou que PS e PSD deixaram um dos piores legados da Europa em relação à igualdade de género.

E essa foi uma das poucas referências que André Ventura fez a esse tema durante a campanha, não foi?

É verdade, está longe de ser uma bandeira do Chega. Aliás, no programa do partido, a única referência à igualdade de género prevê a criação de uma Secretaria de Estado da Família. Ainda assim, André Ventura já defendeu outras medidas em relação a este tema. Por exemplo, o corte de todas as verbas destinadas a promover a igualdade de género, uma medida que, de resto, foi recebida com alguma polémica.

Mas, Teresa, neste caso, o líder do Chega aproveitou para criticar as políticas adotadas pelos dois maiores partidos.

PS e PSD, os dois maiores partidos. Diz André Ventura que estes dois partidos gostam, e passo a citar, "de encher a boca com direitos e igualdades, de distribuir cravos às mulheres, mas quando chega ao que importa", diz também André Ventura, falando de salários ou, por exemplo, da progressão da carreira, "deixam, o PS e o PSD, um legado que deve ser um dos piores da Europa".

E então, o que é que nos dizem os números?

Dizem-nos que não é bem assim. O Instituto Europeu para a Igualdade de Género, no índice da igualdade de género, revela que todos os anos, este índice, que mede a progressão dos países-membro em relação à igualdade de género, propriamente o índice são tidos em conta indicadores como a violência, o trabalho, a saúde, o dinheiro também, o conhecimento, o tempo e o poder. E Portugal aparece com 67,4 pontos em 100, ocupa o 15º lugar na União Europeia no índice de igualdade de género. A pontuação é de 2,8 pontos inferior à pontuação da União Europeia no seu conjunto.

Bom, importa então saber como é que esses valores se comparam com aqueles que tínhamos nos anos de governação PSD e PSD.

Bem, nos últimos anos, desde 2010, a pontuação de Portugal aumentou 13,7 pontos, principalmente devido a melhorias nos domínios do tempo e do poder. Outra nota de destaque neste relatório vai para a evolução recente do indicador, que desde 2020 viu a pontuação de Portugal aumentar 4,6 pontos, o que constitui uma das maiores melhorias entre os Estados membros para este período. Este facto pode ser atribuído, diz também o relatório, a melhorias nos domínios do tempo e do trabalho.

Teresa, vamos então ao carimbo.

Carimbo laranja, uma informação enganadora. Em suma, a ideia que André Ventura transmite não é baseada nas estatísticas europeias, que demonstram uma clara evolução de Portugal num sentido favorável no que respeita à melhoria dos indicadores que medem a igualdade de género ao nível europeu.

Carimbo laranja no fact-check da Rádio Observador, hoje com a jornalista Teresa Borges.

Legislativas mais incertas da história da democracia portuguesa.

Se não se importa, agora deixe-me matar a curiosidade para saber como é que se desempata este empate.

Começa aqui a tarde política especial de eleições.

Garantiram-nos que não, que nesta altura ninguém vai falar, nem para os jornalistas, nem para nada.

E atenção, parece que está aqui agora a haver um... Atenção, que agora estão a atirar com tinta vermelha aqui ao Hotel Sana Marquês, onde está a comitiva da Aliança Democrática.

Umas eleições que deixam ainda muita coisa em aberto.

O CDS voltou à Assembleia da República, de onde nunca deveria ter saído.

Chega liderava a votação no círculo eleitoral de Faro e agora é oficial, venceu mesmo.

Estamos a entrar numa nova fase e essa nova fase é sobretudo determinada pelo Chega.

Há um dado desta noite que nós já temos a certeza e que o podemos anunciar aqui. Esta é a noite em que acabou o bipartidarismo em Portugal.

O Partido Socialista nunca deixará a liderança da oposição para o Chega ou para André Ventura. A liderança da oposição é do PS.

Não será pela iniciativa liberal que não haverá uma solução estável de governação. Portanto, cabe aos outros racionarem.

Não me eximo à principal responsabilidade que será minha, mas é preciso também exigir aos outros que cumpram aquilo que foi a palavra do povo português.

Rádio Observador. Aconteça o que acontecer.

Um quarto para as oito