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Sejam bem-vindos. Este é o segundo episódio de um conjunto de quatro dedicados aos Top Health Awards, prêmios que reconhecem a excelência, o propósito e o impacto em saúde. Neste episódio, vamos focar a nossa atenção na mecânica do prêmio. Estão comigo Paula Costa, cofundadora da Associação Top Health, e também o Mário Martins, general manager da IQVIA e membro do júri dos Top Health Awards. Viva, Paula. Viva, Mário. Paula, começava por você. Paula Costa, quem é que pode concorrer aos prêmios Top Health Awards?

Olá, viva. Podem candidatar-se profissionais individuais, equipes ou organizações. Enfim, todos os que trabalham para causar impacto positivo e real na saúde e no bem-estar da população. Procurando ser um pouquinho mais detalhada, falamos de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, gestores, equipes multidisciplinares, mas também de hospitais, ULSs, farmácias, empresas farmacêuticas, tecnológicas, consultoras, associações de doentes, associações de cuidadores. A verdade é que o importante aqui é o impacto, ou seja, todos os projetos que façam diferença, independentemente da sua dimensão. Não existem custos associados à candidatura e o nosso objetivo é claro: é reconhecer e promover o impacto positivo em saúde, incentivando e participando todos os que estão efetivamente a gerar impacto e valor em saúde.

Paula Costa, quais as categorias às quais se pode concorrer? E já agora, haverá um premiado por categoria, é isso?

Sim, verdade. Os Top Health Awards distinguem o que de melhor se faz na saúde em Portugal em quatro grandes categorias. A primeira é a literacia em saúde, que reconhece projetos que ajudam as pessoas a compreender melhor os temas em saúde, fazer escolhas mais informadas. É algo que nos perguntam sempre, por muitos exemplos. Por exemplo, campanhas que possam ensinar a prevenir a diabetes ou risco cardiovascular, a hipertensão, ou programas que promovem, pura e simplesmente, a literacia digital em saúde. Em segundo lugar, temos a integração de cuidados de saúde, que valoriza iniciativas que ligam diferentes profissionais de saúde, sempre dirigidos a um mesmo objetivo, como projetos que articulam hospitais, centros de saúde, cuidadores, ou seja, garantindo sempre um acompanhamento mais contínuo dos doentes. O terceiro é a tecnologia e dados ao serviço da saúde, dedicado a soluções digitais ou tecnológicas com impacto real, como aplicações para a gestão da doença, para a gestão da saúde, plataformas de telemedicina, sistemas de inteligência artificial que apoiem o diagnóstico. E por fim, diversidade, equidade e inclusão, que distingue projetos que promovem o acesso à saúde, como por exemplo, iniciativas que combatam desigualdades, melhoram o atendimento a todos, mas também lideranças integradoras dos serviços de saúde. No fundo, os Top Health Awards celebram quem está a transformar positivamente a saúde em Portugal, seja através da educação, da tecnologia, da colaboração ou do compromisso com a inclusão. Em cada categoria haverá, como disse, três finalistas e haverá um vencedor, mas todos a partilhar sempre o mesmo propósito: transformar positivamente a saúde em Portugal.

Muito bem. Mário Martins é membro do júri. O que é que vai ter em conta no momento de avaliar os candidatos a concurso? Vai dar valor a quê?

De uma forma muito geral, dois fatores ou dois vetores importantes. Um tem a ver com os resultados e o outro que tem a ver com o modelo em si da iniciativa. Relativamente aos resultados, é fundamental que os projetos tragam impacto real na vida das pessoas. E depois, no modelo. Se o modelo for um modelo mais colaborativo, associativo, de todos aqueles "stakeholders" que a Paula falou há pouco, damos maior relevância.

Relevância. É um belo trava-línguas essa palavra.

Isto é um trava-línguas complicado. Obviamente, existem outros critérios também subjacentes, como a criatividade das iniciativas, a eficiência, a inovação. E há um que para mim toca muito também, que é o alcance, ou seja, esse tipo de projetos que depois, com capacidade, possam ser escaláveis. E isso é um debate que temos falado muito nas últimas duas edições. Vemos projetos muito interessantes e inovadores e achamos que um próximo passo seria a parte da escalabilidade desses próprios projetos e que iremos ver efetivamente algo de novidade na terceira edição.

Muito interessante. Está à espera da apresentação de que tipo de projetos, Mário?

Sinceramente, projetos na mesma ordem das duas últimas edições, muito variados, desde a prevenção à inovação tecnológica, proximidade de cuidados e altamente especializados. O importante é que os projetos, como a Paula disse há pouco, sejam projetos que tenham impacto real na vida das pessoas. E por isso, valorizamos todos os projetos, independentemente do tamanho. Desde que tragam impacto para a vida das pessoas, serão esse tipo de projetos que nós estaremos à espera de ver apresentados.

Que tragam impacto ou que tragam potencial de impacto?

Não, porque a gente já espera que traga resultados. Ou seja, nós não estamos à espera de projetos que vão ser implementados. Já estamos à espera de projetos que já tenham sido implementados e que realmente trouxeram esse impacto real à saúde e à vida das pessoas no seu dia a dia, seja de acesso, seja de cuidados especializados, seja de condições de colaboração entre as equipes, mas realmente coisas que já tivessem impacto e já tenham sido implementadas.

Portanto, quem se apresentar a concurso já tem que trazer esse lastro de efetividade.

Exatamente. E não algo para o futuro. E claramente, se alguém estiver, nos estiver a ouvir e que estiver no meio ou no início desse projeto, que se apresente à quarta edição, à quinta ou à sexta, que com certeza irão continuar a ver nos Top Health Awards.

Muito bem, já está a fazer publicidade para as próximas edições. Paula Costa, este ano parece haver uma novidade, não é? Há uma novidade. Qual é?

É verdade. Este ano temos uma grande novidade.

Sim.

Que é o prêmio Top Revelação. Os Top Health Awards foram criados com base nos projetos, mas também, e acima de tudo, para reconhecer talentos. E esta é uma nova categoria que reconhece talentos emergentes na área da saúde, pessoas que já se destacam pelo que fazem e que mostram um enorme potencial de liderança transformadora. Procuramos profissionais com propósito, que fazem acontecer, que inspiram quem está à sua volta e que já estão a gerar impacto real. Portanto, como é que isto vai funcionar? O Top Revelação. Qualquer pessoa pode nomear alguém com estas características através da plataforma.

Não se podem autonomear, é isso?

Não, não pode.

Tem que nomear um terceiro, não é?

Exatamente.

Muito bem.

Mas pode candidatar o seu projeto.

Boa.

Sim. Agora, a nomeação para o Top Revelação tem de ser de outras pessoas. Portanto, qualquer pessoa pode nomear dentro da plataforma dos Top Health Awards até 30 de novembro. Depois os nomeados vão ser indicados, têm que apresentar um pequeno vídeo de apresentação, passam por uma curadoria e são selecionados três finalistas que vão participar num pitch para que o júri possa escolher o vencedor. O Top Revelação vai ser anunciado, como todos os vencedores, na cerimónia de entrega de prêmios dos Top Health Awards e vai receber também mentoria para apoiar o desenvolvimento profissional e o desenvolvimento da sua carreira. E isto é muito importante para os talentos emergentes. No fundo, este prêmio do Top Revelação vai celebrar o futuro da saúde. Portanto, não premiamos apenas o que já é presente e com impacto, mas queremos premiar e reconhecer o futuro da saúde com pessoas com propósito, com competência e com coragem para transformar o setor.

Muito bem. Como é que se vai desenrolar o processo de escolha dos vencedores nas outras categorias, Paula Costa?

As candidaturas estão abertas até 30 de novembro. É muito importante que as pessoas não deixem para o fim apresentar a sua candidatura.

Nós, portugueses, temos essa tendência, não é?

Mas devo dizer que isto é uma coisa muito rápida, demora 10 minutos a preencher. Portanto, é muito simples, muito fácil, mas, por favor, não deixem para o fim. Normalmente, há a tendência para escapar o deadline. Depois de 30 de novembro, começa o processo de avaliação de todos os projetos. Até o final de janeiro, o júri analisa as candidaturas, escolhe 12 finalistas, três em cada uma das quatro categorias, e em fevereiro, esses finalistas vão apresentar os seus projetos num pitch presencial perante o júri, todos os membros do júri. É sempre um momento muito especial, porque dá para sentir a energia, a convicção e o impacto real de cada iniciativa e a paixão com que cada um dos candidatos defende o seu projeto. Com base nestas apresentações, depois o júri escolhe um vencedor por categoria, que será revelado na cerimónia oficial dos Top Health Awards, a 25 de março de 2026. É um processo exigente, rigoroso, mas é também muito inspirador, porque nos permite conhecer de perto o que de melhor se faz na saúde em Portugal, e muito se faz.

E muito se faz. A Paula dizia há instantes que era um concurso exigente. Quais são as condições exigidas para se participar?

De uma forma geral, as candidaturas estão abertas a todos, profissionais, equipes ou organizações. E como o Mário dizia há pouco, o que é fundamental é que tenham desenvolvido projetos que mostrem já impacto real na saúde e no bem-estar das pessoas. Não basta ter só ideias, é preciso ter um projeto que já tenha mostrado resultados. Participar é muito simples, é gratuito. Nós recebemos muitas questões sobre o preço da candidatura. Este é um processo completamente gratuito. O nosso objetivo é reconhecer e dar visibilidade a quem está todos os dias a transformar a saúde em Portugal. No fundo, as condições são muito claras: ter um projeto com resultados concretos e vontade de partilhar esse projeto. E o mais importante: depois todos são convidados, naturalmente, a fazer parte deste movimento que celebra o talento, as equipes e as ideias que estão a mudar a saúde em Portugal para melhor, através de candidatura ou através da nomeação de projetos e talentos em saúde.

Empanhem-se, não é?

Exatamente.

Muito bem. Paula Costa e Mário Martins, muito obrigado aos dois. Se têm um projeto ou uma iniciativa que faz a diferença na saúde em Portugal, este é o momento de o dar a conhecer. As candidaturas aos Top Health Awards decorrem até 30 de novembro. Não deixem para o fim. Encontram todas as informações em tophealthawards.com. Depois, se quiser candidatar, basta clicar no sítio que diz "candidaturas". Certo, Paula?

Nada mais simples.

Estamos de regresso na próxima semana. Até lá.

Obrigada.