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Sejam bem-vindos ao primeiro "Impacto em Saúde", uma série de quatro podcasts em torno dos Top Health Awards, os prêmios que reconhecem projetos e talentos que contribuem para criar mais valor e resultados em saúde. É sobre os prêmios, a segunda edição, que vamos falar nesta conversa inaugural. A nossa convidada é Cristina Campos, uma das fundadoras desta associação. Bem-vinda, Cristina.

Olá, boa tarde. Obrigada.

Cristina, antes de mais, como é que surgiram os Top Health Awards?

Esta iniciativa surgiu no rescaldo da pandemia, numa altura em que se falava muito de saúde e em que a sociedade, de uma forma geral, estava mais sensibilizada para o tema da saúde, mas ao mesmo tempo também mais preocupada. Por isso, quisemos trazer algo que fosse um projeto que trouxesse otimismo em torno da saúde, acima de tudo. E ao mesmo tempo, que desse palco e visibilidade a projetos, a iniciativas, a pessoas que todos os dias trabalham em prol da saúde dos portugueses e que desenvolvem iniciativas com um propósito claro e que têm depois, efetivamente, impacto na vida das pessoas para uma melhor saúde, para um melhor bem-estar, para uma efetiva prevenção da doença. Portanto, foi um pouco essa a motivação: trazer mais otimismo, mais esperança e dar mais visibilidade àquilo que de bom se faz e que de positivo se faz na saúde em Portugal.

As inscrições para a segunda edição dos Top Health Awards estão abertas até 30 de novembro. Quem é que se pode candidatar e em que categorias?

Ok. As candidaturas estão a decorrer. Todas as pessoas que contribuem para iniciativas na área da saúde, ou seja, com o propósito claro de contribuir para uma melhoria da saúde e do bem-estar da sociedade e têm resultados efetivos demonstrados e, portanto, têm provas, já há evidência de projetos com sucesso e projetos de excelência, podem se candidatar. Dito isto, estamos a falar de projetos da área privada, da área pública, iniciativa social, desde pessoas e equipas que trabalhem nos cuidados de saúde, prestadores de saúde, médicos, profissionais de saúde, indústria farmacêutica, seguradoras, análises clínicas, academia, investigação científica, associações de doentes. Enfim, qualquer equipa e pessoa que desenvolva, que lidere, que crie e que implemente e execute com excelência projetos na área da saúde, com evidência de impacto e, portanto, com evidentes resultados na melhoria da saúde dos portugueses, pode e deve se candidatar.

Quais os prêmios?

Os prêmios. Exato. Antes dos prêmios, talvez reforçar só que há quatro categorias em avaliação. E por que quatro categorias? Encontrámos aqui também com a ajuda da nossa comissão de honra, que nos ajudou, obviamente, a definir quais seriam as quatro categorias mais importantes para premiar. A primeira categoria salienta literacia em saúde. E por que a literacia em saúde? Porque acreditamos que estamos numa época com alguma desinformação ou excesso de informação na área da saúde, e que isso desempodera, de alguma forma, as pessoas a gerirem e a tratarem bem da sua saúde e a prevenirem a doença. Portanto, a literacia em saúde é uma das categorias que temos. A segunda categoria tem a ver com a integração da saúde ou dos cuidados de saúde. Isto por quê? Porque acreditamos que os portugueses, os cidadãos, se tiverem mais facilidade de navegarem num sistema de saúde que é complexo, e que se esta prestação de saúde e se os cuidados de saúde forem colaborativos e estiverem numa harmonia de integração, facilita a navegação no sistema da saúde. Portanto, a segunda categoria tem a ver com integração de cuidados de saúde.

Mas há mais duas.

Exatamente. Estas duas categorias têm mais a ver talvez com o empoderamento da sociedade. As outras duas categorias, a terceira tem a ver com tecnologia e dados. Sabemos hoje que estamos numa era tecnológica avançadíssima, com imensas ferramentas e soluções. Já não vou falar da inteligência artificial, mas tecnologia, às vezes, tecnologia tão simples que já está disponível há tantos anos e que pode ser realmente uma facilitadora de eficiência e libertar os nossos recursos para se focarem naquilo que realmente importa. Portanto, utilização da tecnologia e dos dados em saúde, que de facto são uma fonte de riqueza para tomada de decisão, para melhoria da gestão da saúde e, portanto, de que forma é que a tecnologia e os dados são uma alavanca para mais impacto em saúde das iniciativas de saúde. Essa é a terceira categoria. Por fim, temos uma quarta categoria, que é uma categoria nova nesta edição, que é uma categoria de diversidade, equidade e inclusão. E o que queremos premiar nesta categoria? Duas coisas. A primeira tem a ver com a importância que sabemos que cada vez mais é vital de darmos acesso e incluirmos as populações desfavorecidas e as populações que têm mais difícil acesso aos cuidados de saúde. Portanto, queremos premiar e dar visibilidade a iniciativas que têm em conta as populações mais desfavorecidas ou com mais dificuldade de acesso A projetos de saúde e a cuidados de saúde. A outra vertente da diversidade, equidade e inclusão tem a ver com a gestão da saúde, a própria liderança e, portanto, também queremos premiar projetos e iniciativas que valorizam a representatividade de diversidade na gestão e na liderança. Os prémios, queria que eu fosse aos prémios ainda. Eu destacaria dentro dos prémios, talvez aquilo que é mais importante, que é a formação executiva. Isto porque nós temos uma parceria com quatro universidades: a Católica, a Nova, a Business School, e também este ano juntaram-se a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e o ISEG, e que vão apoiar os premiados, os vencedores, com formação para executivos, formação esta que será escolhida pelos próprios vencedores. Portanto, estamos a falar de um prémio bastante significativo, na ordem dos €40 mil para as quatro categorias e que penso que é um prémio que vai valorizar e que vai capacitar também os gestores, os líderes, as pessoas que estão por detrás destas iniciativas e que queiram apostar no seu desenvolvimento e na sua formação nestas áreas.

E o júri é constituído por stakeholders do setor da saúde, Cristina?

Sim, temos um júri, de facto, bastante diverso, que abrange representantes desde as áreas dos cuidados de saúde primários, as farmácias, a Ordem dos Médicos, para representar efetivamente duas ordens profissionais. Temos também representantes dos hospitais, a hospitalização privada também. Temos representantes de associações de doentes, a plataforma Saúde em Diálogo. Temos as próprias universidades. Temos também representantes de associações privadas e empresariais, nomeadamente a Associação da Indústria Farmacêutica, dos médicos e dos profissionais de saúde da indústria farmacêutica. E temos também empresas na área da consultoria e da tecnologia. Todos estes representantes do júri nos vão ajudar a avaliar e trazem, de facto, valências e competências que vão ajudar na avaliação das candidaturas.

Muito bem. Quem foram os premiados na primeira edição dos Top Health Awards, Cristina?

Tivemos premiados. Foi muito difícil rever. Sim, foi muito difícil o processo de seleção e de escolha dos vencedores.

Pela qualidade de todos.

Exatamente, pela qualidade, para além da quantidade, que foi além daquilo que estávamos à espera. Nós tivemos praticamente 160 candidaturas de todos os setores. Portanto, foi um processo muito longo e difícil, porque a qualidade, de facto, era muito elevada. E os vencedores foram muito diversos. Tivemos uma sociedade médica, Sociedade Portuguesa de Cardiologia, tivemos uma unidade local de saúde, uma startup, a Gluma, também interessante. E tivemos também um projeto em parceria com o IPO, a IQVIA, a Indústria Farmacêutica e a Associação de Administradores Hospitalares, o projeto Farol na área da sustentabilidade social. Foram estes os quatro premiados.

Da primeira edição do ano passado?

Da primeira edição.

Cristina Campos, muito obrigado, agradeço-lhe imenso.

Eu é que agradeço a oportunidade de estar aqui a divulgar esta iniciativa.

Os Top Health Awards. Foi o Primeiro Impacto em Saúde dedicado precisamente aos Top Health Awards, cujas candidaturas decorrem até 30 de novembro. Basta ir a tophealthawards.com para encontrar todas as informações sobre este prémio. Regressamos na próxima semana. Até lá.