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Estes são os Momentos de Glória.
Ora bem, vamos lá. No dia 10 de Junho as tropas desfilam nas comemorações oficiais. No caso dos paraquedistas, eles desfilam e cantam. O cântico não é novo, o cântico que os inspira chama-se "Ó Pátria Mãe". Esqueçam a performance vocal, o ponto não é esse, a ideia não é essa. Vamos só tomar atenção à letra.
Ó Pátria déu-me ao partir, Por essas terras de além, Quem sabe se torno a vir, Só Deus sabe e mais ninguém.
Vamos aqui dar mais uma ajuda.
É melhor.
Claro. Primeiro, eles são certamente muito melhores a combater do que a cantar. E ainda bem, porque é para isso que lá estão. Agora, olhando aqui para a letra, isto não é muito inspirador para quem está ali com um cântico de guerra.
Um bocadinho desanimador.
Desanimador até para quem vai para a guerra, porque diz ali qualquer coisa do: "quem sabe se torno a vir, só Deus sabe e mais ninguém". Mas vamos continuar.
Amigo.
Despedida amargurada, Com mil tristezas sem fim, Daquela que é minha amada, E tanto chora por mim.
Ó Paulo.
Continuamos aqui neste tom. Despedida amargurada, com mil tristezas sem fim.
Daquela que é minha amada.
E tanto chora por mim. Eu já estou aqui com uma lágrima no canto do olho.
E está cheio de vontade, não está? De ir combater.
Claro, é um otimismo para combater, isto nem vos conto. E agora ainda falta o refrão.
Ó Pátria mãe, Por ti dou a vida, Há sempre alguém, Que não te quer perdida.
Pronto, acaba desta forma nobre, pelo menos.
Nós estamos a zanzar.
Dar a vida pela pátria. Ainda bem que não dão a voz. Quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Talvez umas aulas de canto nos paraquedistas e já agora uma revisão da letra.
Ó cante.
Com K.
Mas eles estão lá é para defender a pátria.
Não estou a dizer para o filósofo. E se calhar uma revisão da letra, digo eu.
Uma atualização.
Exato. Agora, por falar em conflitos e em guerra, os paraquedistas deviam era ser chamados de urgência à Assembleia de Freguesia de Vila de Conde, nesta sexta-feira, terminou desta forma entre os eleitos do PS, do CHEGA, do PSD e do CDS. Basicamente todos.
Mas que grande algazarra.
Não se percebe nada. Isto é uma assembleia de freguesia em Vila de Conde. Foi de facto uma algazarra das piores. As imagens também só mostram pessoas a gritar umas coisas a outras dentro de uma sala. Não se percebe quem é quem. Sobre outras guerras, a guerra dos chapéus de sol. Podemos dizer, neste caso, que o povo é sábio na forma como vai olhando para estas coisas.
Que são contra esta decisão, o que me tem a dizer sobre esta medida imposta pela Ministra do Ambiente?
A Ministra do Ambiente não tem nada a ver com as praias. Ela é que não devia provocar coisas que estão bem.
Portanto, a senhora vem há muitos anos para estas praias e a forma como estão organizadas funciona muito bem.
Funciona muito bem. Eles podem pôr as toalhas, podem pôr as cadeiras, porque não podem pôr aí chapéus? Porque de facto uma pessoa vem para ali, paga o seu dinheiro e se põem os chapéus em frente a eles, nem é só por isso. E nós temos aqui uma praia que tem quilómetros e quilómetros, que necessidade há? Mas como agora os portugueses está tudo meio "eh", querem é tudo complicações.
Eu sempre digo isto.
Digo eu a ela: "Querida, complicações já temos que chegue. E se ela, e mais como ela, que nem sei quem foi que lá pôs, olhassem para toda a miséria que há em Portugal, isto é nada, isto não é nada, isto é só eles a complicarem".
Pronto.
É isto.
Não é um bom raciocínio.
Os portugueses de facto andam meio "eh".
Mas andam é "eh".
Neste caso, a praia tem quilómetros, com a noção que elas não têm.
Para cada solução, nós encontramos sempre um problema.
É verdade.
E um bom problema. Ora bem, e muitas organizações há quem trabalhe e também há quem veja trabalhar. Na juventude do CHEGA de Alcochete, esse ambiente não é diferente.
Eu sou o Martim Monteiro, como a Beatriz teve a oportunidade de dizer, sou de Alcochete e eu integro a juventude do CHEGA de Alcochete. Até há pouco tempo era o vice-coordenador desta juventude, mas agora estou a tentar descobrir o que é que sou ainda no CHEGA. Sei que sou o único que faz alguma coisa lá dentro e não estou a exagerar.
Ainda estou a tentar descobrir o que eu sou, sei que faço tudo. Sou o único que faço alguma coisa lá dentro.
E não estou a exagerar. E a plateia aplaudiu. O Martim Monteiro aqui põe tudo em risco.
Eles fazem parte, farão parte da juventude.
Não interessa.
Isto são as eleições internas da juventude CHEGA de Alcochete. Não faças confusão, Bruno.
Não vamos complicar as coisas.
Isto é à séria. E Gustavo Santos, que é obviamente um dos nossos-
Também é da juventude CHEGA de Alcochete.
Não, não tem nada a ver, mas é dos nossos gurús preferidos, Bruno. Sem dúvida. Ele apresenta aqui uma nova teoria para a vida, se quisermos. Não é a teoria evolucionista de Darwin, nem a teoria criacionista pela entidade divina, é a teoria voluntarista de Santos, de Gustavo Santos, claro.
Eu acredito profundamente que nós somos almas, que viemos todos do mesmo lugar e que nos voluntariámos para estar aqui. Ninguém está aqui por acaso. "O meu pai e a minha mãe deram uma e aí vim eu." Isso não é real. Nós todos nos voluntariámos para estar aqui. Todos.
Todos.
Todos.
Lembro-me bem de ter falado com o meu pai. Lembro-me bem de ter falado com o meu pai e disse: "Eu estou aqui à espera, voluntário".
E o teu pai disse: "Ainda bem que te voluntariaste".
"És tu mesmo, anda. Anda daí."