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E começa agora mais um Momento de Glória da Rádio Observador. Então, Carlo, o que é que descobriste?

Vai, Carla.

Humberto Ribeiro. O que vos diz Humberto Ribeiro?

Não temos tempo agora para dizer tudo aquilo que nos diz.

Eu não posso dizer.

Paulo, não avances também. Não temos tempo.

Humberto Ribeiro é candidato presidencial.

Por que é que não sabe isso?

Está nos boletins de voto, conseguiu as assinaturas necessárias e validadas.

Até alguns que não são candidatos lá estão.

É, mas este é mesmo candidato.

É mesmo candidato. Nasceu em Olhão, é artista plástico e já o deviam conhecer, porque em 2017 ele foi candidato autárquico. E na altura teve uma ideia tão boa, que optou por repeti-la nesta campanha.

Havia uma proposta minha, que era organizar na cidade de Faro uma grande festa medieval. E então, para eu dar o exemplo, comecei a andar vestido de D. Afonso Henriques, para dar esse exemplo. E agora aproveitei essa ideia para percorrer o país assim vestido. Hoje, por exemplo, estive aqui na Avenida da Liberdade, em Lisboa, a fazer isso das 10h ao meio-dia.

Tu viste.

Eu recebi aqui uma mensagem a dizer que o senhor não se chama Humberto Ribeiro, mas é Humberto Correia.

Humberto Ribeiro Correia, será?

Será. É possível, tudo é possível neste momento.

Tudo é possível. Estas declarações que ouvimos foram numa entrevista à RTP. A TV acompanhou depois nesta experiência o candidato.

Que experiência.

É uma experiência, foi mesmo. Ele tem andado mesmo, de facto, vestido como um cruzado medieval, de espada no punho, pelas ruas das principais cidades do país, capitais de distrito. E mesmo que seja o próprio a admitir que nem sempre isto corre bem.

Ontem em Lisboa teve um senhor que me disse: "Você devia ter juízo". De vez em quando aparece um assim, mas é uma pequena percentagem.

Pouca gente.

Aquele conselho que se dá.

Agora, principais ideias da campanha, é importante. Ele esteve ontem num debate na Antena Um e sem dúvida que a habitação está mesmo em primeiro lugar e tem tudo na cabeça.

Eu funciono ao metro quadrado. Eu trabalhei na construção civil durante muitos anos. Funciono ao metro quadrado. E então, exemplo: 30 metros quadrados, 90 euros por mês, mensal de renda. 50 metros quadrados, 150 euros por mês de renda. São rendas que são compatíveis com aquilo que as pessoas ganham.

Olha só para isso.

Eu vou pôr isso numa t-shirt: eu funciono ao metro quadrado.

Mas sobre a saúde, Humberto Correia também tem soluções.

Se as pessoas não consumirem venenos sem necessidade, não precisam de hospitais, ou pouco precisam. Eu vou-lhe dar exemplos. Eu estou na baixa de Faro há 20 anos e vejo passar os professores com as suas crianças, meninos de cinco anos, sete anos, oito anos. No verão, muitos não têm chapéu, faz 40 graus, não têm chapéu. No inverno é o contrário, estão mal vestidos, estão mal agasalhados. Isto são pequenos exemplos.

São pequenos exemplos.

E o sol na cabeça não ajuda mais. Olha, veste uma malhinha.

É isso, tira a malhinha, põe malhinha.

Afinal, a solução para o SNS está na Zara. Basicamente.

Mas há mais na questão de higiene.

Sobretudo na higiene dental, que é uma coisa importantíssima, que infelizmente eu vejo pessoas novas apenas com 25 anos e já não têm dentes.

Pois, isto também é um problema. É claro que podemos perguntar onde é que Humberto Correia foi buscar estas preocupações e estas ideias. Se calhar foi quando teve aquela espécie de epifania.

Eu quando estava em França, pensei muitas vezes: "Eu vou-me embora daqui, eu tenho que me ir embora daqui." Pensava isso. Mas o problema era o que eu vou para Portugal fazer. Era esse o grande problema. O que é que eu vou para lá fazer? E então, essa ideia chegou. Primeiro comecei a trabalhar na rua, em Cannes, em França, na Croisette, perto do Palácio do Festival do Cinema, porque a minha filha trabalhava nesse festival na altura e então ela tinha trazido umas bijutarias da América Latina. E então quando ela ia trabalhar, era eu que vendia as bijutarias. E foi a partir desse momento que eu disse: "É isto que eu vou fazer em Portugal."

Antes bijutarias do que outras coisas trazidas da América Latina.

A verdade é que temos candidato, conseguiu as assinaturas, algo que nem todos conseguiram.

Descobri aqui que ele tem um livro.

Tem um livro também e está a fazer outro.

Chama-se "As Pulgas da Minha Infância".

É verdade.

Nada a ver com o metro quadrado. Não tem, mas pronto. As pulgas ocupam menos espaço.

Mas vai estar no dia 18 no boletim de voto.