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O Bruno adora.
Momentos de glória. Adora.
É mesmo contente.
E como é que vocês avaliam o estado do discurso político em Portugal?
Já estamos a ver o futuro.
É estratosférico. Há quem diga que não, há quem diga que é muito superficial, que está muito agarrado à espuma dos dias. Mas Henrique Coveia e Melo está contigo, Bruno, está aqui para provar que com ele o discurso é sempre a sério.
Descreva-me uma coisa. Física quântica.
Física quântica.
Física quântica. É o que a política está a precisar.
Henrique Coveia e Melo está aqui numa visita à Universidade de Évora, encontra-se com um cientista. Ele podia ter perguntado a hora, o futebol, o Benfica. Não. A conversa ganha logo imediatamente densidade.
Estamos a atuar este laser.
Portanto, vocês mexem na polarização da transmissão.
Neste caso, é isso que nós utilizamos.
É isso, é a polarização da transmissão. Perceberam?
Sim, claro, como não?
Qualquer candidato, se calhar, agora perguntava: "Então, o Cristiano Ronaldo foi expulso ontem, como é que vamos fazer?" Mas não é assim que Henrique Coveia e Melo responde, não é o caso.
Sabe que aquela chave quântica é verdadeiramente original, porque se eu interferir, também me chega uma chave quântica.
Se interferires, chega uma chave, mas é partilhada uma amostra que não é utilizada para a chave.
Eu queria ver outros políticos a falar sobre isto, chave quântica.
Chaves quânticas nunca perdi, das outras, já.
É, pois, mas aqui é assim: para alguns, isto pode ser difícil, ou como se diz, até parece que estão a falar chinês. Não é que assim que Coveia e Melo sai da Universidade de Évora, cruza-se nas ruas com um grupo de turistas chinesas? Já ganhou.
Já ganhou mais votos. Os chineses interferirem nas eleições.
Vêm, vão vir charras.
Estas eleitoras chinesas estão rendidíssimas a Coveia e Melo.
Claro, quem não?
Já quanto a Pedro Santana Lopes, ganhou a cadeira de comentador no CMTV "Now" e também de divulgador musical. Podíamos dizer até que Santana Lopes é um autarca que descobre talentos.
Vamos à sua escolha musical desta semana. Escolheu isto.
É recente.
É muito recente e isto é a prova de que você acompanha as tendências musicais.
Você obriga-me a isso. Se eu não acompanhar, chumbo.
Isto é muito recente.
Mas é muito bonita a música.
Saiu na sexta-feira, bateu recordes de visualizações assim que foi divulgada.
É a Rosalía, em língua espanhola.
Uma cantora catalã.
É, mas com a Carminho já fez 1 milhão e 700 mil de reproduções.
Aqui está a música que escolheu, "Memória".
Ainda ontem falámos no podcast.
Rosalía canta com a portuguesa Carminho.
Pois, muito bonita. Esta dupla chama-se "Memória". Pronto, é assim calminha, sossegada.
Calminha.
Não é muito mexida.
Rosália, Rosalina.
Não é muito dançável isso, pois não?
Não é o ponto.
É para o slow, para fechar a noite.
É isso mesmo, Pedro Santana Lopes sempre na crista da onda.
Sempre. Já sabe que também pode fazer parte, envie-nos as suas sugestões para ouvinte@observador.pt ou então por WhatsApp 910024185.