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Momentos de glória da Rádio Observador, Bruno.

Vamos lá. Momentos de glória, mas momentos de muita tensão. É isso que o mundo vive. Sucedem-se os ataques, as declarações inflamadas, ameaças, insultos, e só estamos a falar do futebol português. Depois do Sporting x Porto para a Taça de Portugal, Frederico Varandas, presidente do Sporting, falou aos jornalistas e começou bem.

Onde se mostrou, desde o dia de ontem, como é que se recebe um rival. Eu quero enaltecer, não houve fogo de artifício, os jogadores do Porto dormiram e dormiram muito bem, espero eu, que é de inteira justiça, e tiveram descanso, e todo o staff e dirigentes do Futebol Clube do Porto foram tratados com toda a dignidade, como deve ser. Eu quero agradecer aos sócios do Sporting, por mais uma vez, independentemente de quem ganha, quem perde, mostrarem que somos Sporting, que somos diferentes, é que somos muito diferentes desta gente.

Pronto, tudo muito bem até aqui.

Somos muito diferentes.

"São muito diferentes desta gente". O Sporting é diferente, mas depois o presidente do Sporting foi questionado sobre arbitragem e, naturalmente, a resposta foi sobre o presidente do Porto.

Para nós, o Sporting é bicampeão, três campeonatos em cinco anos, dobradinha, mas o que eu mais me orgulho... Mas sabe qual é o problema? Eles não querem ouvir. Quer-se construir a narrativa. Sabem por quê?

Por quê? Nós não sabemos por quê, mas vamos já descobrir qual é a narrativa.

E eu vou dizer porquê. Agora vamos fazer de bode expiatório o Luís Soares. Mas sabem por quê? Porque eu vejo o presidente do Futebol Clube do Porto com muito medo, porque ele é treinador. Ele foi treinador. E ele olha para o campo o mesmo que eu vejo. E ele acha que a sua equipa não chega lá para ser campeã. Não chega!

Calma.

Este é o medo dele.

Está com medo. Não chega. Mas há mais.

Pouco. Jogam pouco. E este é o medo dele.

Este é o momento dele. Pronto. Entretanto, a conversa foi para a China.

Um momento do jogo. O Luís Soares tem que apanhar quatro jogos. Eu vim, eu pude ir à China. Eu estive na China, nessa república democrática, um país verdadeiramente democrático. Mas perguntaram-lhe na China se ele punha vídeos a condicionar árbitros. Se calhar levava 40 jogos.

Aqui não foi fácil acompanhar o raciocínio. Quem esteve na China foi André Villas-Boas, ele treinou na China e não deve ter comprado um cão, porque tem medo.

E sabe o que já está a falar? E jogos de suspensão, porque ele tem medo que o Luís Soares continue a jogar. Porque o Luís Soares joga muito e faz muitos gols, e é uma chatice.

"É uma chatice". De facto, é medo e chatice.

O Luís Soares é do Sporting, certo?

O Luís Soares é do Sporting.

Ok. Ainda há alguma coisa a fazer sentido na minha cabeça.

Pronto. E o André Villas-Boas, que é o presidente do Porto, tem medo. Tem medo e é uma chatice. Felizmente, no Parlamento, está tudo mais tranquilo.

Muito obrigada, senhor prime ministro. Tem a palavra o senhor deputado André Ventura.

Para fazer uma interpelação à Mesa, senhora presidente, por favor. Senhora presidente, nós gostávamos de...

Senhor deputado, o senhor deputado tem tempo.

Não interessa.

Para fazer perguntas ao senhor prime ministro.

Não interessa.

Interessa. Precisamos perceber por que é que em vez de usar o tempo que tem disponível, quer fazer uma interpelação à Mesa. Portanto, senhor deputado, se faz favor, explique o sentido da sua interpelação, então.

E vamos lá perceber o sentido da interpelação.

Senhora presidente, era isso que eu estava a tentar fazer quando a senhora presidente, em vez de ser deputado do PSD, devia ser presidente da Mesa. Era isto que devia fazer.

Isto não foi nada, porque continuou.

Não, agora estou a falar. Desculpa, agora estou a falar. Só que não consegue. E agora tem que ouvir, porque eu tenho dois minutos para lhe dizer isto. Ou um minuto. E portanto, se a senhora presidente, deixe-me dizer, se acha que é normal o prime ministro, a senhora presidente em exercício, porque nem devia estar aí hoje, francamente, mas já que está.

"Já que está".

E se eu aqui estou a presidir aos trabalhos, senhor deputado.

É porque o deputado Diogo Pacheco de Amorim hoje não quis presidir. É por isso que está aí a presidir os nossos trabalhos.

Não, antes de estar a perguntar...

Essa é que é a verdade.

"Essa é que é a verdade" e assim sucessivamente. Isto foi há dois dias. Ontem houve já desenvolvimento.

Foi a parte dois.

Em comparação com isto, de facto, o Médio Oriente até parece um sítio sossegado. Parece, e para algumas pessoas até é.

Moça, para mim foi tranquilo, porque é preciso a pessoa estar tranquila e esperar que nada vai acontecer. Claro que, por exemplo, eu estava numa piscina, num hotel cinco estrelas, com praia, com jardins, etc. Não podíamos sair do hotel. Nas primeiras noites tivemos que dormir num bunker do próprio hotel, mas acaba por ser interessante ver os drones e os mísseis passar e haver explosões ao lado.

Pronto, é interessante. No fundo, é interessante, é muito calmo, muito tranquilo, ao contrário do Parlamento.

Eu convido o cara a assistir que não é um festival aéreo.

É, porque não?