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Não se fala de outra coisa e há uma nova moda, e esta talvez seja das mais perigosas e estúpidas de que alguma vez aqui falamos. Quando pensávamos que os desafios das redes sociais já tinham atingido o pico do absurdo, surge a joyriding. É a nova tendência do TikTok. Consiste em roubar carros, conduzi-los a altas velocidades e depois entrar em plena contramão nas autoestradas. Sabes disso, autoestradas? Leste sobre isto? Porque estás a dizer que sim com a cabeça.

Sim, porque eu creio que aquele caso na Irlanda-

Exatamente, é sobre isso que eu vou falar. E tudo isto é gravado em direto ou em vídeo para depois somarem gostos, likes, visualizações e comentários nas redes sociais. E o caso que está a chocar a Irlanda é precisamente a prova viva de como esta obsessão virtual se transforma numa tragédia real. Na madrugada de domingo, por volta das três da manhã, numa autoestrada perto de Dublin, um grupo de cinco adolescentes com idades entre os 15 e os 18 anos tinha acabado de assaltar casas e carros numa localidade próxima. Qual era a ideia? Atrair as autoridades para uma perseguição policial, filmar tudo, isto era tudo feito de propósito, filmar tudo e transmitir o momento na internet, online. Os cinco rapazes seguiam num BMW roubado, em contramão, a alta velocidade, quando chocaram contra um Hyundai, onde seguia uma família, três irmãs, na casa dos 20 e 30 anos, e um menino de apenas sete anos. Iam a caminho do aeroporto para apanhar um voo para um casamento de família no Reino Unido. O embate foi fatal. Os cinco adolescentes morreram no local. A família no outro carro sobreviveu, mas ficou internada em estado grave. Isto não foi um caso isolado. No fim de semana anterior, também em Dublin, outro choque em contramão associado a esta nova moda já tinha deixado nove pessoas feridas. Antigos agentes da polícia e criminologistas explicam que estes jovens sofrem de uma espécie de comportamento híbrido, porque enquanto conduzem a 200 km/h no sentido inverso, não estão a pensar no perigo de morte, estão, sim, a pensar nos likes, na aceitação, na validação dos seguidores, no reconhecimento daquilo que é a bolha da internet. E claro que a revolta no país é total. Quando começaram a surgir vídeos de homenagem a estes cinco adolescentes que morreram, a resposta do público foi dura e implacável, com milhares de internautas a relembrar que a única compaixão devia estar com a família inocente que acabou no hospital. O caso escalou até ao topo do Estado irlandês. A Comissão de Comunicações e o Parlamento já intimaram formalmente os responsáveis do TikTok para explicarem por que razão os algoritmos da plataforma continuam a recomendar e a viralizar vídeos que glorificam, de alguma forma, esta condução ilegal. O próprio ministro da Justiça da Irlanda anunciou que vai criar uma lei específica para punir quem conduz intencionalmente em contramão. Ou acabam na cadeia ou acabam mortos. Mas fica a reflexão para esta manhã: até que ponto vale a pena colocar a própria vida em risco por likes, em troca de likes? Já temos visto-

Parece que neste caso havia também outros comportamentos anteriores de alguns destes jovens que estiveram envolvidos neste acidente. Claro, gerou muita indignação por parte do público em geral, da opinião pública, mas também gerou reações das famílias a defenderem-nos e de certa forma a culparem a polícia, porque houve uma perseguição policial, como era a intenção deles, era o que queriam. E a tentar, no fundo, desculpabilizar os autores deste incidente, os responsáveis por este incidente e tirar as culpas para a polícia por ter embarcado nesta perseguição com os resultados depois conhecidos. É bom lembrar-

O que a polícia devia ter feito, não é? Ficar parada.

Ficar à espera.

E pensar: "Espera aí, se eu não os seguir, talvez eles não ponham isto na internet, ou não há um acidente".

Claro, tem que ser feita uma ponderação. A polícia faz essa ponderação quando persegue criminosos que estão em fuga. Tem de ser feita essa avaliação.

O problema mesmo é que é a viralização destes vídeos.

Claro, e qual é que é a intenção? Não estamos aqui a falar nem de um erro, estamos a falar de uma ação propositada. E caiu muito mal, depois também na opinião pública, a reação das famílias, com todas as atenuantes que possa haver para alguns dos jovens que também estavam neste carro, não era o condutor, caiu muito mal na opinião pública esta tentativa de defesa deste comportamento.

Ora, e Portugal continua a ser um destino de férias para atores famosos, não é verdade?

Pois, é verdade.

O mais recente é Tom Holland, o Homem-Aranha. Na passada segunda-feira, dia 17 de agosto, na semana passada, o ator britânico foi fotografado por uma fã enquanto estava com a mulher, a também atriz Zendaya, numa cafetaria em Santos, em Lisboa. E pronto, como quem não quer a coisa-

Vi isso, eu estava de férias e fui ver as notícias.

Não pedi um autógrafo ao Spider-Man.

Caramba, não estava lá.

Não lancei a minha teia.

É verdade. O que é certo é que os fãs acreditam mesmo que a capital portuguesa foi a escolha para uma lua de mel, até porque os dois casaram recentemente e de forma muito discreta. Ora, na tarde dessa segunda-feira, eles foram fotografados num café, onde, de resto, também Rosalía esteve em abril. Este café tende a ser um chamariz de famosos. O certo é que uma cliente que estava no local publicou um texto numa story do Instagram a esclarecer que ninguém pediu autógrafos nem fotografias ao casal, ninguém os chateou, estiveram lá sossegadinhos no espaço, onde pediram um flatbread margarita, seja lá isso o que for, não faço ideia do que seja.

Flatbread?

Flatbread margarita, uma bebida fria de cacau e cereja, matcha com morango, limonada tropical com pepino e dois bolos folhados com tomáticas de cabra. Um almoço, praticamente.

Onde é que se come isso?

Isso agora vende-se em Portugal?

Parece que sim. Um verdadeiro almoço.

Eram brunches.

Ou uma sandes mista e um galão.

Um sumo de ananás.

Olha, por que não? Ou o pão com chouriço.

O pão com chouriço quentinho. Eu tiro o chouriço todo do pão, sabia? Eu gosto só do que fica sem.

Fica só o sabor. Só com o aroma.

Eu quero um pão com aroma a chouriço.

Eu percebo que gozem contigo por causa disso.

É percetível. Bom, o certo é que a presença de Tom Holland por cá não é novidade Em dezembro de 2022, os fãs tinham registado a passagem do ator pelo Aeroporto Humberto Delgado. Muito simpático, era o que diziam. Em maio deste ano, foi visto novamente no terminal aéreo, desta feita já acompanhado por Zendaya. Em junho, o ator britânico elegeu mesmo Portugal como destino para comemorar a chegada dos 30 anos.

Ele anda a fazer uma casinha.

Não, não está a fazer. Já tem.

Já tem?

Já tem. Ou pelo menos-

Qual é a morada? Diz, Luís. Revela a morada.

Ou pelo menos ele tem estado no condomínio Costa Terra, onde possui uma casa, no condomínio luxuoso em Melides, onde tem também um campo de golfe, onde ele gosta muito de ir e onde esteve já várias vezes. De resto, onde esteve com o pai, os irmãos, também alguns dos melhores amigos, também a jogar golfe quando fez 30 anos. Foi onde esteve. O desporto não é a única atividade. Também gosta de jantares, pratos tradicionais, peixe grelhado. O forno de churrasco também, pelos vistos, gosta muito. E da viagem mais recente, ao que parece, levou como souvenir uma sardinha de cerâmica. Revela também que Portugal já era o destino de férias dos pais quando ele era miúdo, quando ele e os irmãos eram mais jovens. Diz que passavam a vida em Portugal quando eram miúdos e diz que pelo menos uma vez por ano vêm a Portugal jogar golfe. Quanto ao casamento, antes da viagem para Lisboa, dizem que o Tom e Zendaya festejaram a troca de alianças a 4 de agosto, no Reino Unido. O copo de água terá sido num hotel rural luxuoso a cerca de 50 km de Londres. Nos perfis de ambos, nas redes sociais, não há grande confirmação.

Não há foto das mãos.

Não, pelos vistos que não. Mas foram fotografados no dia a seguir, alguns dias depois dessa suposta festa, a passear os cães e já a usar alianças douradas. Foi essa a confirmação de que houve casamento. Depois disso, então, vieram para Portugal para a suposta lua de mel, onde comeram no Camara Sá Nogueira, em Santos.

Viste? Portugal está ótimo para os estrangeiros.

E para os atores, sobretudo.

Para as celebridades.