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Eu acho que não se fala de outra coisa senão sobre o que está passar aqui em estúdio, que é o Paulo Ferreira.

O Paulo Ferreira a dar-nos lições sobre o Burger King.

Sobre o Burger King. A dizer como se pronuncia.

Como é que se diz?

Não é Burger King.

De certeza que é.

Burger King.

Eu acho que hoje não se fala de outra coisa senão sobre isto. Mas sabem aquela rivalidade clássica entre McDonald's e Burger King?

Claro, Beatles, Rolling Stones.

Batatas fritas, o hambúrguer.

Coca-Cola, Pepsi.

E Coca-Cola. Desta vez saiu da publicidade tradicional, passou diretamente para as redes sociais, que não são novidade para o CEO da McDonald's, desde 2020 que ele tem acumulado centenas de milhares de seguidores com publicações sobre a gestão da empresa, tendências no mercado de fast food e novidades no menu. Mas há cerca de um mês, Chris Kempczinski fez mais-

Pergunta ao Paulo como é que se diz.

Como é que é? Kempczinski, não é?

Kempczinski. Burger King.

Fez mais um vídeo a partir do seu escritório na sede da empresa em Chicago, onde provava um hambúrguer novo no mercado americano, mas já conhecido dos portugueses, o Big Arch. Já provaram o Big Arch?

É conhecido.

É, está cá há uns meses.

Há uns meses.

Eu não sou fã, mas vi.

Mas anda sempre a acompanhar as novidades das marcas de hambúrgueres.

Por acaso não, não gosto mesmo. Mas é conhecido. Ele aparece a apresentar o hambúrguer, no fim dá uma dentada, e foi essa dentada que acabou por chamar mais a atenção do que o próprio hambúrguer. Muita gente gozou com o momento, que era a dentada mais pequena de sempre. E já se sabe como é a internet, começaram logo a surgir piadas e memes. E é aqui que entra o concorrente, o rival Burger King. Na semana passada, o responsável da marca nos Estados Unidos e no Canadá decidiu aproveitar o momento e publicou também um vídeo nas redes sociais. Neste caso, aparece numa cozinha, de avental, com o Whopper, que é também o hambúrguer mais famoso da cadeia, e quando chega o momento de provar, dá uma dentada bem grande, bem visível. Portanto, numa provocação típica-

A guerra das dentadas

...da rivalidade entre as duas marcas. A comparação entre os dois vídeos espalhou-se rapidamente pela internet. Voltou a mostrar aquilo que acontece há décadas, esta competição entre McDonald's e Burger King, que muitas vezes se transforma também numa batalha de marketing. No fim, ficou a pergunta: afinal, quem deu a maior dentada neste duelo de hambúrgueres?

Quem foi?

Para já, a do Burger King parece levar vantagem, mas é só mesmo na dentada, porque a McDonald's continua a liderar o mercado norte-americano com vendas anuais de cerca de 47 mil milhões de euros e o Burger King, 10 mil milhões de euros.

É uma diferença grande. E só nos Estados Unidos.

Só nos Estados Unidos, exatamente.

É verdade.

Então e as batatas fritas?

Adoro.

McDonald's.

São boas.

Eu gosto. Já fui a McDonald's em Nova York e em Pequim.

Também fui ao de Nova York.

E ao de Pequim, mas o de Pequim tem outro sabor.

Queres que eu saia sem rir?

O de Pequim tem outro sabor.

Sim, Burger King?

De Pequim para Mourísia.

Sim, ficou no mapa.

Ficou no mapa. Vamos ver se vai ficar por muito tempo.

Também deve ter comido batatas fritas ontem. Alguém em Mourísia deve ter comido.

A aldeia proibida.

Mourísia?

Não. Em Pequim há a Cidade Proibida.

Sim, exatamente.

Em Mourísia haverá a aldeia.

Era quase, mas ficou ontem no mapa, de facto, e ontem não se falou quase outra coisa, porque foi esta aldeia com apenas 10 habitantes no concelho de Arganil, bem no centro do país, que foi o destino da primeira visita oficial do presidente António José Seguro, a 290 km do Palácio de Belém. E aqui sigo quase um roteiro turístico que o Expresso fez sobre a aldeia. Ontem à entrada estava uma faixa orgulhosa a dizer: "Bem-vindo, senhor Presidente da República." E a ida a esta aldeia de Seguro partiu de uma promessa que ele próprio fez durante a campanha. Ele visitou algumas zonas afetadas pelos incêndios. Foi o caso de Mourísia e toda aquela região. E ele ficou impressionado, de facto, com o que viu ali, porque a placa queimada, aquelas plaquinhas brancas de estrada que anunciam o início das povoações, estava completamente queimada no meio do fogo. Aliás, ainda está queimada hoje.

Faz muita impressão isso, não ser reparado rapidamente. É tão simbólico.

É muito simbólico e é a prova do desleixo, de facto, como aquilo está longe. Eu não sei se a responsabilidade é da Infraestruturas de Portugal, se é do município, enfim, quem é que tem que zelar pelas placas à beira da estrada, mas faz muita confusão que sete, oito meses depois.

Parece menor, mas não é.

Não, é a identidade deles. E continua completamente sem buscar. E cada vez que se passa ali, a memória dos incêndios, obviamente, vem à cabeça de toda a gente. Mas isto foi um aparte. Mas de facto, Seguro ficou impressionado. Na altura, fez uma publicação no seu Instagram, ainda de candidato, no final de agosto, a dizer: "Não vos esquecerei". E lá está, não esqueceu. Escolheu Mourísia como símbolo da atenção ao interior do país. Ora bem, o que é que se pode fazer na aldeia e nos arredores de Mourísia? Há um evento recente que foi criado, a Festa da Castanha, foi estreado precisamente o ano passado. Gostas de castanhas?

Adoro.

Eu também adoro. E muitas coisas que se fazem com castanha.

Com castanhas. Tudo é bom com castanha.

Teve grande adesão, portanto, é natural que regresse este ano a Festa da Castanha. Depois o Encontro Origens também, que junta várias aldeias da serra, já vamos saber quais são, algumas sabemos certamente dos cartazes turísticos, que no fundo são momentos de homenagem e partilha de memórias, sobretudo relacionados com os incêndios de 2017 e agora 2025. A aldeia, já dissemos, tem apenas uma dezena de habitantes permanentes, mas é uma população que se pode multiplicar por 10 durante o verão, porque vêm os imigrantes, muitas vezes, vêm imigrantes que estão fora do país, mas outros migrados também, filhos da terra, filhos e netos.

E que vão à terra.

E que vão à terra, exatamente. O Natal também é outro dos motivos para regressar à aldeia. A partir dali, pode-se visitar o Miradouro da Moura Serra, ali perto há a Piódão, a cerca de 12 km. A Piódão é, de facto, cartaz turístico. Há a Foz D'Égua, menos conhecida, mas que é um lugar absolutamente idílico, com pontezinhas pequenas de pedra a passar entre ribeiros, casas de xisto. É uma viagem no tempo, Foz D'Égua. Depois há a cascata da Fraga da Pena, que é um dos tesouros naturais mais bonitos da região de Arganil, com quedas de água. E depois, a pouca distância, há também a Mata da Maragaça, que é uma das florestas mais bem conservadas do país, onde se podem fazer boas caminhadas. E logo a seguir, quem seguir, sempre em frente.

Chega à rotunda.

Chega à rotunda.

Controla.

Por acaso, à entrada de Coja há uma rotunda. Coja, precisamente, cerca de 10 minutos de carro.

Eu não sei isso, ó Paulo.

Ali com o Rio Alva a passar.

Ali à direita?

Terras que eu conheço mais ou menos bem, quando o Rally de Portugal passava por Arganil. As noites de Arganil. E se andava por aquelas terras-

Para os fãs da rallys é o santuário.

Continua a ser, apesar de já não passar por lá há algum tempo. Entretanto, houve lá uma visita, mas deixou novamente o itinerário. Mas cá está Mourísia, colocada no mapa. Vamos ver se este verão, agora primavera, verão, se visitantes e turistas conseguem animar a aldeia.