Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Não se fala de outra coisa do Padre Guilherme.
Meu Deus!
Esta a começar o dia. Toca a sair da cama. Depois do concerto que juntou milhares na praia de Carcavelos e de ter atuado há dias numa prisão na Argentina, agora é notícia porque entrou pela primeira vez no top 100 DJ da revista britânica DJ Mag. É o único português presente na lista de 2026.
E se calhar, o único padre.
Provavelmente. O sacerdote, 52 anos, ocupa o lugar 79, à frente de nomes como The Chainsmokers, que aparecem 10 lugares abaixo. Claro que esta entrada no ranking representa mais um passo neste percurso pouco habitual, que começou há já mais de 20 anos, depois de Guilherme Peixoto, como era conhecido na altura, ter sido ordenado sacerdote. Mas se todos lembrarmos, a popularidade aumentou, sobretudo durante a pandemia, quando ele começou a transmitir os seus sets de música através da internet. Mais tarde, atuou na Jornada Mundial da Juventude.
Na Jornada Mundial da Juventude, exatamente.
Em Lisboa.
Naquele palco enorme.
Incrível. Passou por países como Brasil, Argentina, Espanha, França, Áustria, Polónia. De todo este percurso fazem parte os auscultadores que ele utiliza e que têm um simbolismo único: foram abençoados pelo Papa Francisco.
Já é por isso.
Foi na JMJ?
Creio que sim. Não tenho a informação.
Assim também eu com os auscultadores.
Assim entra-se no top.
Claro. Cunhas.
Depois desta entrada na lista da DJ Mag, agradeceu nas redes sociais a todos os que participaram na votação, às pessoas que o têm acompanhado e revelou planos para o futuro. O padre quer transformar o projeto numa fundação e utilizar eventuais lucros para levar a música eletrónica a comunidades e a locais que não tenham capacidade financeira para organizar grandes eventos. A ideia passa por criar uma comunidade ligada à música, mas também à celebração da fé. Acredita que o pode começar a fazer já no próximo ano. No topo do ranking 2026 estão novamente nomes como David Guetta, em primeiro, Martin Garrix surge na segunda posição e Anyma fecha o top três. Este top 100 DJ da revista britânica tornou-se um dos rankings de maior projeção internacional na música eletrónica e continua a representar uma importante montra para os artistas, do qual agora também faz parte o nosso DJ, Padre Guilherme.
E não perdem pela demora, porque ele para o ano que vem vai já estar nos 10 primeiros.
Eu tive pena de não ir ali à praia de Carcavelos. Acho que foi um espetáculo.
Foi muito espiritual.
Sim.
Muito bem.
Queres que continue com a música, Paulo?
Podes continuar.
Vai acabar já.
Tu já conheces isso de cor e salteado. Tu andas a ouvir isso. Estavas a olhar para o countdown. Muito bem, a minha história é mais fofinha.
É? Esta não é fofinha.
Mete gatinhos, que quero ver.
Claro, fofinha e gatinhos. Vocês talvez tenham reparado que a porta-voz e deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, não esteve no debate quinzenal na semana passada, sexta-feira, com o primeiro-ministro no Parlamento. Uma ausência rara. Ela, aliás, é a única representante do PAN e faz questão de estar presente, claro. E o silêncio naquela bancada até fez com que a sessão terminasse mais cedo do que o habitual, porque o tempo utilizado por ela.
Aqueles dois minutos dedicados ao PAN.
Não foram utilizados. E trata-se, de facto, da primeira vez que a líder do PAN falha um debate deste género. Qual foi o motivo desta ausência? Isso só foi revelado mais tarde pela própria deputada, através das suas redes sociais. Inês de Sousa Real explicou que o seu gato de estimação, o Mikas, com K, sofreu um problema grave de saúde naquele dia. Houve uma suspeita de ter tido um AVC. O animal tem 17 anos e precisou, por isso, de assistência médica veterinária urgente, precisamente na altura em que estava a decorrer a sessão na Assembleia da República. E é essa a justificação de facto de Inês de Sousa Real. Ela diz que a sua decisão tem por base, obviamente, o facto de o felino fazer parte da família. Ela acompanha-o desde os dois meses. E nesta mensagem que partilhou publicamente, a deputada afirmou que esteve onde ninguém a poderia substituir e onde o seu coração precisava de estar, precisamente ao lado do Mikas. Acrescentou ainda que, apesar de a política exigir um elevado sentido de responsabilidade, também necessita de empatia e humanidade. Apesar da gravidade da situação, o gato Mikas já apresenta, entretanto, sinais de recuperação.
Já está em casa?
Já pode regressar a casa, exatamente, após receber cuidados hospitalares. E Inês de Sousa Real descansou os seguidores ao partilhar que o animal se encontra consciente, a comer, bem disposto, apresentando apenas algumas limitações motoras, claro, decorrentes do episódio de saúde. E esta publicação da líder do PAN gerou automaticamente milhares de reações, como é evidente.
Ainda é uma das notícias mais lidas no Observador.
Também, claro.
A caixa de comentários não está
Menos tóxica.
Não é fofinha.
Está, sobretudo, muito crítica.
Como é normal, sobretudo pessoas com apelidos, que muitas vezes não revelam a identidade. Mas ela teve milhares de reações e mensagens de apoio. Enfim, de quem enviou uma mensagem, apoio nas suas redes sociais. E de facto, de acordo com o regimento do Parlamento, cabe agora ao presidente da Assembleia da República, agora falando coisas mais formais, José Pedro Aguiar-Branco vai avaliar a justificação da falta, sendo que a lei estabelece que a palavra dada pelos deputados faz fé e não exige comprovativos adicionais.
Certo, faz fé?
Faz fé.
Tudo a ver. Está tudo ligado.
Eu estava a ler, nem de propósito, um artigo na Atlantic sobre a forma como nós reagimos à perda dos animais domésticos, sobretudo dos cães e dos gatos.
E dos coelhos.
E também, pronto, não nos vamos esquecer dos coelhos, entre outros. Mas por que reagimos, às vezes, de forma até mais emotiva à perda dos animais do que de alguns familiares? Não é porque gostamos mais dos animais. É porque exteriorizamos mais, às vezes, os sentimentos de perda em relação aos animais. É um artigo muito interessante.
E por que é, genericamente?
Isso tem a ver com a relação desenvolvida com os animais, que é quase de sentido único. Ou seja, quando perdemos alguém, houve memórias partilhadas e com os animais nós não sabemos exatamente o que ficou neles, aquilo que viveram com a pessoa. E também há outro aspecto que é aqui referido, é que eles, de facto, por exemplo, ao contrário dos pais, a partir de certa altura, os animais acompanham-nos todos os dias da nossa vida. São também sinalizadores, por exemplo, do desenvolvimento dos nossos filhos, do crescimento dos nossos filhos.
Fazem parte da história.
E estão lá diariamente. E isso também influencia depois a forma como reagimos.
Sim, são domésticos, estão connosco há muito tempo, fazem parte da rotina da casa.
Claro, são da família.
São mesmo da família e isso levanta depois essa questão de saber, afinal, se aquilo pode ou não ser equivalente ao luto por um familiar.