Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Não se fala de outra coisa.
Já foram ver o "Diabo Veste Prada 2"?
Ainda não.
Não.
Já foste?
Já.
Foste logo?
Não.
Este fim de semana? Sim, na estreia. Desculpa nós.
Na estreia não deu.
Não resistes.
Pareceu-me que é um programa mãe e filha, um programa de Dia da Mãe. Foi o que aconteceu. Havia uns grupinhos no cinema. Passou-me ao lado.
Acho que também vai ser pai e filha, no caso.
No caso, tem duas pessoas. Parece tal que tu diz.
Certo.
No entanto, passou-me ao lado a presença de uma marca portuguesa de luxo. Quem não conhece o filme sabe aquele glamour.
Todas aquelas marcas.
Passa-se numa revista, na Runway, uma revista de moda, de luxo. E não é que estava lá uma marca portuguesa. Se bem que nenhuma das personagens a veste, mas há um momento em que a personagem de Anne Hathaway percorre o closet da revista à procura da indumentária certa para determinada ocasião, e aparecem de facto duas peças com assinatura portuguesa, umas malas que pertencem à Alameda Turquesa. Conheces, Joana?
Sim, e tu também conheces.
Eu agora fui ao site.
Eu não conheço.
Não conheces? Até por causa das sandálias que ficaram famosas com aqueles berloques.
Exatamente, é por isso mesmo.
As coisas que vocês sabem.
Não, se fores ao site também.
Porque essas sandálias já apareceram, nomeadamente noutra série, na "Emily in Paris", em que aparecem peludas, com berloques, como tu dizes, e umas pérolas. Agora é uma tote, uma proposta feita à mão, em crochê, com tecido de ráfia natural, com detalhes exclusivos em pérolas e logotipo banhado a ouro, e que poderá ser sua também por €550.
Pela módica quantia.
Pela módica quantia de €550, está online. Esta marca pertence a Ana e Carolina Santos, que não perderam tempo a assinalar este facto nas redes sociais. Dizem elas: "Ainda estamos a assimilar isto. A Alameda Turquesa no grande écran, a nossa pequena marca familiar está em Hollywood. Ir ao cinema e ver as nossas peças, depois dizem..."
Vai ser uma sensação.
Uma sensação. Ela diz: "Não vos consigo explicar o que sinto, os saltinhos que dei no cinema quando vi as peças".
Mas não foram...
Contactados?
Aparentemente, não. Aparentemente, não foram contactados.
Ótimo. Ainda mais.
Pois é, ainda mais.
E repare-se, ninguém usa as peças, elas estão lá, só sabedores saberão o que é aquilo. Uma curta história sobre a Alameda Turquesa. Começou em 2012, como uma espécie de brincadeira. A Carolina Santos estudou arquitetura, sempre gostou do mundo da moda, mas não ia mais além do que aquele interesse normal. Uma tarde, ia de carro quando decidiu criar uma página no Facebook com o tal nome, Alameda Turquesa.
É um nome engraçado.
É um nome engraçado. Andaria por Lisboa, na Alameda, não faço ideia. O objetivo era vender as pulseiras com pompons que a mãe, Ana Domingues, fazia. E como tiveram um feedback tão bom, tão positivo, com muitos clientes interessados, decidiram continuar e levar as coisas um bocadinho mais a sério. Dos colares e das pulseiras avançaram para uma linha de sapatos, isto em 2014, no mesmo estilo dos berloques e dos pompons.
Com muita cor.
Com muita cor, muito verão. A marca chamou a atenção depois, quando a Vogue japonesa publicou algumas destas peças. Uma jornalista quis ser fotografada a usar uns pares de sapatos criados por esta marca e a partir daí foi a explosão. Há muitas celebridades, como por exemplo, a Princesa Carolina do Mónaco, Beyoncé, Dua Lipa, e depois lá está a Emily in Paris também ajudou muito a divulgar esta marca. E aqui está ela agora no topo das marcas de luxo. E que bom para elas. Eu estive a espreitar o site. Sim, algumas coisas eram familiares, têm peças muito interessantes, muito giras, as totes são muito engraçadas. E agora é a explosão.
Agora é crescer. E afinal, o sonho do "Diabo Veste Prada" ainda funciona.
Muito bem. Ainda bem. É bom ver coisas portuguesas com sucesso. Grande sucesso também o novo campeão do mundo de snooker. Jogam snooker de vez em quando, taco, mesa?
Snooker. Gosto muito.
Não sei se é à portuguesa, mas que é mais habitual, que são umas bolas com números, umas com listas, outras cheias, que nós dividimos logo, o primeiro a meter fica com aquelas.
Exatamente.
Este snooker é diferente.
É aquele que não tem...
Não tem buracos, não é bilhares. Portanto, aqui o objetivo é embolsar as bolas também. Não têm listas, são sobretudo bolas vermelhas, 15, se não me engano, depois outras de outras cores, e depois há uma sequência primeiro alternada. Bom, esse snooker, há agora um novo campeão do mundo chinês, 22 anos, Wu Yizhen. Tornou-se o segundo mais jovem de sempre a ser campeão do mundo. Só em 1990 é que o vencedor, na altura Stephen Hendry, tinha 21 anos, e portanto ainda detém esse recorde. E a vitória chegou após uma final épica que durou 10 horas. Isto era a melhor de 35 jogos.
10 horas!
Isso mesmo, 36 idas à mesa. Não 36, não, 35, a melhor de 35 jogos, é sempre ímpar, o que significa que quem ganhasse 18 jogosVenceria, mas foi preciso chegar à negra, isto é, 17-17, e foi preciso disputar o 35º jogo para saber quem ganhava. E ganhou o Wu Yizhe, ao britânico e mais experiente Shaun Murphy. E a história de Wu não é apenas a de um talento precoce, como tantos outros que vão saindo da imensa academia de bilhar que é a China atual. É uma história também de pragmatismo, de uma grande fome e vontade de vencer, que roça quase o obsessivo e a perfeição. Enquanto outros jogadores da sua idade falam do prazer de jogo e da elegância de atacar, o Wu Yizhe basicamente vai falando de resultados. Ele nasceu em Lanzhou, em 2003, no norte da China. Jogou pela primeira vez para o monte pai, tinha apenas sete anos, já aqui mostrava logo uma aptidão muito acima da média para a idade e sobretudo para quem desconhecia totalmente a modalidade. O pai foi seguindo esse talento e aos 11 anos, novamente impulsionado pelo pai, foram até Yushan International Billiard Academy e de lá já saiu com um conhecido treinador australiano, que percebeu o jeito, o potencial do miúdo. E aos 16, numa altura em que a China estava a investir muito mesmo no desenvolvimento de jovens jogadores de snooker, ele aproveitou a boleia e mudou-se com o pai para Sheffield, na Inglaterra, para perseguir a carreira. Nessa altura estava longe ainda de ser um prodígio e tinha problemas muito grandes com a consistência, falhava demasiadas bolas fáceis, era o que diziam os especialistas, mas foi crescendo rapidamente. Chegou a campeão mundial sub-21 com apenas 14 anos, tornou-se profissional aos 17, estreou-se no Campeonato do Mundo aos 19 e, ao mesmo tempo, era o motivo pelo qual toda a família passava por verdadeiras provações. A mãe ficou na China a tomar conta da loja de antiguidades da família, a lutar também contra problemas graves de saúde, que chegaram a motivar internamentos prolongados no hospital. Isto numa altura em que o pai e o filho foram viver para Sheffield. Alugaram e partilharam um apartamento minúsculo, sem janelas, dividiam a única cama, dormiam juntos na única cama que havia lá no espaço e por isso ele, de forma natural, agora depois de todo o percurso e desses sacrifícios, o campeão do mundo atribuiu a vitória aos pais, que estavam ali ao seu lado. Diz que são eles os verdadeiros campeões, são a sua fonte de força. Contou que a mãe, de facto, passou por muito ao longo dos últimos anos. Ela esteve doente durante muito tempo. Esteve muito tempo no hospital enquanto ele o pai estavam em Sheffield. Diz que está melhor agora, mas que aquela que estava lá ao lado tinha sido apenas a segunda vez que a mãe tinha vindo da China visitá-los à Inglaterra, a segunda vez logo para a final do Campeonato do Mundo. Diz que sacrificaram tudo por ele e a primeira coisa que ele vai fazer agora com os €570 mil do prize money do campeonato é comprar uma casa para os pais. Isso já tem destino. Ele tem agora 22 anos, tem uma longa carreira à sua frente, ainda por cima numa modalidade em que a longevidade dos campeões é grande. E temos aqui um novo campeão do mundo, que ainda por cima tem o nome Wu, W-U, que dito pela assistência muitas vezes parece que está a ser apupado. E isso aconteceu "uuuh", aconteceu novamente agora durante esta final, e ele já se foi habituando a isso nesta sua caminhada. Portanto, Wu Yizhe é um nome a ter em conta no snooker.
Podia ser o Três Toques, mas não, para isso está cá o Carlos Pedro.
Não, vi que o Carlos está aqui já. O Carlos não ia pegar nesta história e eu decidi aproveitar.