Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Não se fala de outra coisa e se ainda não se fala muito, vai passar a falar-se.

Vai passar a falar. Vocês nunca tiveram curiosidade ou nunca fizeram a vossa árvore genealógica?

Nunca fiz.

Não, nunca fiz também.

Eu também não.

Pronto, são estas pessoas que começaram sem saber. De onde vens, para onde vamos.

Curiosidade não falta. Mas aquilo é uma ciência trabalhosa, dá trabalho. E é preciso saber.

Mas depois é muito giro.

Mas deve ser muito giro. No fundo, é ir construindo um puzzle.

O Bruno não está cá, mas o Bruno é que andava a fazer.

Sim, andava a fazer.

A dele e da família. Muito bem. Não conhecemos a nossa, mas vamos conhecendo a de outros protagonistas. E esta história recua até meados do século XVIII, quando Nicola Andrea Passalacqua, isto é italiano, se instalou na ilha da Madeira com a mulher, Cecília, e com o filho, Paolo. É uma família italiana que veio da então República de Génova. Foram viver para o Funchal, onde Paolo, o filho, arranjou um emprego como tesoureiro na Alfândega do Funchal. Lá casou-se com uma madeirense, com Rosa Maria Telo de Menezes, e na geração seguinte, o apelido italiano entrou em Portugal numa versão adaptada, Passalacqua. Começa aqui a nossa história, que está hoje no Observador. O Observador estreia hoje.

É a primeira de muitas.

Exatamente, o novo formato. E este apelido, Passalacqua, cerca de 250 anos depois, a julgar por aquilo que são as sondagens, é o apelido de um tetraneto de Paolo e Rosa, que poderá tornar-se o próximo presidente da República, precisamente-

Queres dizer o nome?

Henrique Eduardo Passalacqua de Gouveia e Melo.

Que giro.

Vem daí. De facto, este projeto Observador.

No século XVIII.

Século XVIII. A genealogia de Gouveia e Melo identificável vai até a um século antes, mas aqui é que se vai buscar, de facto, a raiz deste apelido, que é o mais invulgar de Gouveia e Melo, Passalacqua. Este é um projeto estreado no Observador, hoje com a colaboração e parceria com a Associação Portuguesa de Genealogia, que é precisamente ir à procura dos antepassados dos principais candidatos à presidência. É um formato interativo, que pode ser visto e pode-se navegar depois na árvore genealógica de cada candidato no Observador. Estreia precisamente com Gouveia e Melo. No caso dele, foi possível recuar até ao século XVII, documentar cerca de uma centena de ascendentes diretos, para reconstituir o percurso de uma família que tem também uma grande expressão geográfica, passa pelas Beiras, passa pelas Ilhas, e além deste apelido vindo diretamente de Itália, há todo um ramo em Angola e há presença familiar em vários pontos de Portugal também. Foram encontrados vários cruzamentos entre pessoas de diferentes estratos sociais, desde o mais humilde camponês até nobres com brasão de armas e até referências de relevo para a vida profissional de Gouveia e Melo, militar, como se sabe. Há um oficial da marinha mercante e um general de sucesso nos seus antepassados. Depois, também se vão buscar figuras de destaque, como um antigo diretor da Casa da Moeda, o grande impulsionador do espiritismo em Portugal, no país, músicos célebres e até ligações familiares a alguns dos seus mais famosos primos, que incluem dois dos adversários nas presidenciais, um deles é precisamente André Ventura, e até lá mais acima, por via do ramo madeirense, há cruzamentos com Cristiano Ronaldo.

Agora o Henrique Ronaldo a dizer: "Eu não tenho nada a ver com o André Ventura."

Exatamente.

Há um oceano a separar.

Mas dá uns toques na bola.

É para consultar, para navegar. Lá está, é o primeiro.

Era o que tu dizias. Este é o primeiro de muitos das próximas candidaturas presidenciais.

Talvez oito, não tenho a certeza, mas vai ao Observador ver. Está em marcha agora.