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Não se fala de outra coisa ainda da tragédia de sexta-feira que marcou a oitava etapa da Volta a Portugal em bicicleta. O ciclista britânico Finley Tarling, de apenas 19 anos, morreu em Arcuzelo, no Conselho de Ponte de Lima. No momento do acidente, o pelotão estava partido em três, portanto havia a fuga, os com a frente do pelotão e depois três ciclistas para trás. Um deles era Tarling, que estava junto à viatura de apoio da sua equipa. Quando o ciclista começou a descer, ganhou velocidade e, de acordo com a GNR, nesse momento, não foi possível acompanhá-lo. A GNR diz também que a viatura chocou contra o ciclista. Não vinha em contramão, como se disse nas primeiras horas. Vinha na via da direita, na sua mão, vinha em sentido contrário ao sentido da prova. E o ciclista cortou, como é natural, como os ciclistas fazem na curva.

Eles se aproveitam para dar as malas à praia.

E foi isso que fez com que o ciclista e a viatura chocassem. Tarling era o irmão mais novo de Joshua Tarling, também um ciclista e campeão europeu de contrarrelógio. Depois do acidente, a equipa NSN abandonou em definitivo a Volta a Portugal. E esta morte volta a colocar em destaque a lista de atletas que perderam a vida em competições no nosso país. No ciclismo, o caso mais emblemático foi em 1984, na Volta ao Algarve, Joaquim Agostinho, na altura com 41 anos, liderava a corrida em Quarteira quando embateu num cão que se atravessou na estrada, sofreu um traumatismo craniano grave, acabou por morrer 10 dias depois, em Lisboa. Mais recentemente, Portugal disse adeus a Bruno Neves, durante o Grande Prêmio de Amarante, em 2008, o ciclista nacional sofreu uma paragem cardiorrespiratória. Também José Severino morreu com 19 anos durante a Volta ao Alentejo. No futebol, o registro mais marcante aconteceu há 22 anos já, a 25 de janeiro de 2004, no Estádio Adolfo Henriques, em Guimarães, quando Miklos Fehér, de 24, caiu inanimado no relvado em direto na televisão, vítima de paragem cardiorrespiratória. Trinta e um anos antes, em dezembro de 73, o capitão do Futebol Clube do Porto, Fernando Pascual Neves, conhecido por Pavão, teve o mesmo fim ao colapsar aos 26 anos, ao minuto 13 de um jogo no Estádio das Antas. A isso somam-se ainda casos como os de Bruno Baião, Hugo Cunha e Alex Apolinário. Mas o caso da passada sexta-feira, a morte deste jovem britânico, Finley Tarling, de apenas 19 anos, na Volta a Portugal, abriu aqui uma discussão urgente sobre as falhas no corte de estradas, no controle de acessos secundários em provas de estrada. O carro não ia em contramão, mas entrou numa estrada em que corria a prova. Onde é que estava o controle a este acesso? Portanto, questões que continuamos sem resposta.

Olha, deixem-me trazer aqui um tema um bocadinho mais leve, se quiserem, até porque continuaram a não se falar de outra coisa do casamento do Cristiano Ronaldo e de Georgina.

Agora há mais imagens.

Exatamente. Ficamos a saber de tudo com o exclusivo da revista Vogue, em que são partilhadas também as fotografias inéditas do momento de felicidade do casal. Nas imagens, é possível, por exemplo, ver os momentos a dois na manhã do grande dia, de fotografias tiradas pelo conceituado fotógrafo Jurgen Teller. Por exemplo, fotografou o casal no ginásio de casa, em Cascais, fotografou Georgina glamorosa na piscina. Também aquele momento emotivo dos dois rodeados pelos cinco filhos e, claro, os visuais dos noivos, desde logo da noiva, Georgina, juntamente com as joias a condizer. Noiva que confiou no tradicional branco, nada que saber. E Ronaldo com os filhos.

Eles estavam todos de cores claras.

Ronaldo e os filhos estavam de creme. Pronto, a noiva de branco, claro, tem que ser. E Ronaldo e os filhos de creme. O casal garante que a festa mais alargada vai ficar para mais tarde. No futuro, haverá um grande casamento com a família e com os amigos.

Com tudo isso, claro. Uma casinha grande.

Exatamente, fica essa promessa. E Ronaldo também garante por seu lado que já tem tudo planeado pro futuro e que esta deve ser a última época em que joga. Este casamento aconteceu depois de semanas e semanas de especulação.

Eu pergunto é: e a dona Dolores, como é que ela terá ficado de não ter estado lá no momento do sim?

Ora bem, isso ainda não sabemos bem.

É por outro, não se fala de outra coisa.

Exatamente, mas já não sabemos muito bem. Mas o certo é que durante semanas houve muita especulação circular pela imprensa e pelas redes sociais, com foco, sobretudo, no Funchal, com aquele casamento que estava a acontecer e que se pensava ser de Ronaldo, mas que afinal era apenas, salvo seja, de um casal madeirense que se casava na Sé do Funchal e depois com copo d'água num hotel onde se pensava que ia ser esse grande casamento e com muita gente no hotel, muita gente na catedral e, portanto, muita gente a achar que o casamento estava a acontecer ali.

E eles em Cascais.

E este casamento destes madeirenses acabou por ter muita gente a ver, que sequer não estavam convidados, mas acabaram por ter muita gente a assistir. Outro rumor que deu força a tudo isto foi o da eventual presença do príncipe herdeiro saudita também no Funchal. Ora bem.

Muito se falou sobre isso.

É verdade, até porque um avião com bandeira saudita teria mesmo aterrado no aeroporto com a comitiva que iria depois vir a preparar.

Só quiseram ir ao Mercado do Bolhão.

Do Bolhão? No Funchal, não.

Agora estou a pensar no Porto, desculpa.

O Mercado dos Lavradores?

O que é que ia ser no Porto, desculpa, desculpa.

O certo é que Mohammed bin Salman devia ter aterrado na quinta-feira na Madeira, por onde iria ficar por alguns dias e, dada a proximidade com o Cristiano Ronaldo, especulou-se que poderia ser um dos convidados para uma grande festa realizada na ilha após o casamento civil. O certo é que na quarta-feira à noite, o Diário de Notícias da Madeira adiantou que a viagem à Madeira do príncipe saudita teria sido cancelada, uma vez que a família real teria ficado muito insatisfeita com a publicação de várias notícias sobre esta visita e, portanto, decidiu: "Afinal, não vamos à Madeira".

Mas essas pessoas já tinham comprado os seus fatos, para ir ao casamento do Ronaldo e da Georgina.

Ora bem, o que é que acontece? Acontece que, segundo fontes consultadas pelo Diário de Notícias da Madeira e também pela Sábado, várias empresas já teriam sido contratadas pela Coroa Saudita, viram os serviços serem cancelados, nomeadamente os quartos do hotel, impactos econômicos muito grandes nas instalações hoteleiras, é o que dizem algumas fontes também à revista Sábado. Não sabemos bem se é assim, mas à partida será. Mas o certo é que, ao Observador, a diplomacia portuguesa assegurou que não tinha conhecimento de qualquer visita de Mohammed bin Salman. No mesmo sentido, também uma fonte do Governo Regional Madeirense assegurou ao Observador que nunca houve qualquer informação de que a Coroa Saudita fosse visitar a ilha. O certo é que no meio de todo este soruru, de todas estas especulações, de todas estas enchentes de gente no Funchal, Cristiano Ronaldo acabaria por casar mesmo no continente, em casa, e parece que a festa vai ficar mesmo é só para mais tarde. E podem ler todas estas informações também em vários artigos que temos no Sétimo Observador. Foi lá que eu me baseei também para trazer aqui esta fala. Exatamente.