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Não se fala de outra coisa. Lembram-se disto?
Já tem uns aninhos.
Este ficou.
Mundial 2010.
Exatamente. África do Sul, Shakira.
Só me lembro das vuvuzelas.
Ai, as vuvuzelas.
Estava a confundir com outra coisa.
Estavas?
Estava, não sei o quê.
Não associavas isto a campeonato do mundo de futebol?
Não dizes que tu não dançavas isto quando estás na discoteca à noite?
Não, a música que tu pões.
Nos anos 90, houve uma série de músicas com inspiração claramente de ritmo africano. Estava a confundir com uma dessas. Depois eu pesquisei e percebi.
Se calhar estavas a pensar no "Mambo Number Five" do Lou Bega.
Não. Isso é América Latina.
Está bem.
Depois disto, ainda houve o-- este por acaso não me lembro muito bem, não fui buscar. O "La La La". Em 2014, no Campeonato do Mundo do Brasil, também foi ela. E 12 anos depois, Shakira está de volta. Com vai ser?
Sabemos que é do campeonato?
Deste ano.
É a voz oficial.
É o hino oficial.
O hino oficial. Ainda se lembram de 1990? Era a Gianna Nannini que cantava.
Não me lembro.
"One State Italiana".
Este é o refrão.
E do Ricky Martin?
É capaz de pegar este.
Não sei. Do Ricky Martin em 98, o "La Copa de la Vida".
Sim, muito giro também. O lançamento está marcado para esta quinta-feira. É, assim, portanto, a terceira vez que a artista colombiana vai dar voz ao tema oficial daquilo que é um dos maiores eventos desportivos do mundo, que começa precisamente de hoje a um mês, dia 11 de junho. Vai até dia 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Paulo, um mês. Só falta um mês.
Um mês para estares no paralímpico.
Um mês porreiro para hibernar.
Para estares no cubo. Tu não vais hibernar, vais para o cubo. Em Times Square. Não te esqueças.
Hibernar lá.
Ainda aqui falando de música, viram a tomada de posse do novo primeiro-ministro na Hungria e do seu staff a dançar?
Não vi. Perdi. Vi a dança.
Viste a dança. Em frente ao Parlamento, milhares de pessoas. À frente, claro, de telemóvel na mão, a vê-lo dançar, saltar, muito exuberante, a fazer o air guitar. Havia uma grande animação. Os outros elementos do governo juntaram-se, mas não conseguiram acompanhar aquele ritmo. Este senhor há de ser, em princípio, tudo indica, o próximo ministro da Saúde da Hungria.
Parece ser saúde.
Nós sabemos como é importante movimentar, o exercício.
Ele explica isso tudo. E dá um enorme apelo à saúde mental, ao cuidado à saúde mental e como a dança pode ser uma forma de ajudar a resolver esses problemas. É claro que a partir do momento em que vimos este homem, a curiosidade saltou e todas as perguntas eram em torno dele. Ele é um cirurgião ortopédico de renome internacional, tem 56 anos, trabalhou mais de 10 anos no serviço de saúde húngaro e se calhar passou um pouco mais despercebido, mas na noite das eleições, talvez porque os factos eram tão importantes-
Ninguém deu pela dança.
Fora da Hungria, ninguém deu pelo facto de ele ter andado, ter dançado e ter celebrado da mesma forma como no último sábado, mas para os húngaros aquele momento já tinha sido muito marcante. Para este sábado, ele tinha decidido: "Não, não vou voltar a fazer o mesmo tipo de dança". A verdade é que ele conta que assim que começou a ouvir a música, foi mais forte do que ele. Percebeu que as pessoas esperavam dele qualquer coisa semelhante e não as quis desiludir. Agora diz que se sente uma estrela rock, porque as imagens tornaram-se virais. Estamos aqui neste canto da Europa.
Popularidade já tem.
Deve-se mexer muito mais do que algumas das estrelas rock que ainda dão concertos por aí.
E algumas que se preparam até para vir cá nos próximos tempos. Vai ter uma tarefa muito difícil e ele diz isso: "Eu não vou começar a dançar no Parlamento, mas eu quero utilizar esta minha popularidade agora para encorajar as pessoas a ter mais consciência do que são comportamentos saudáveis, um estilo de vida muito mais focado no bem-estar e na saúde mental", e fez este enorme elogio aos poderes e aos benefícios da dança. "Saiam lá para fora, dancem juntos, parem de estar agarrados ao telemóvel e aproveitem o momento". Ele vai ter uma tarefa complicada, difícil, provavelmente nos próximos tempos.
Quem a viu, quem a viu. E quem a vê a Hungria.
A Hungria, isso também é muito relatado. Ele próprio diz que até a paisagem húngara vai passar a ser diferente agora com esta mudança de ciclo político. E aqui temos o ministro da Saúde.
O Paulo agora queria. É esta a música.
Mory Kanté, "Yeke Yeke". Foi um sucesso em meados de 80? Não conhecem?
Claro que sim!
Paulo, nós somos todos antigos.
Isto é anos 80?
Sim, acho que é anos 80.
87.
Não? Claro que sim.
Bem melhor do que a Shakira lá dessa cena do mundial que vocês contaram.
"Waka waka, yeke yeke".
Estou contigo, Paulo.
Então estamos juntos.