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Jornal das seis, com edição de Miguel Viterbo Dias. Miguel, o Ministro da Administração Interna garante que vai responder a todas as questões sobre as polémicas com o empreiteiro e amigo João Carvalho.

Mas não foi para já, porque Luís Neves reagiu hoje em Viana do Castelo à abertura de um inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República, mas não deu azo a perguntas dos jornalistas. A Polícia Judiciária encontrou indícios de abuso de poder e descaminho que envolvem Luís Neves no caso do atrelado que foi interceptado nas instalações da empresa do empreiteiro, amigo do ministro da Administração Interna. A informação foi avançada pelo Expresso, confirmada, entretanto, pelo Observador junto de fonte judicial. E hoje, no aniversário do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo, Luís Neves respondeu, mas sem se permitir a ser questionado por parte dos jornalistas. Ricardo Loureiro.

O atual ministro da Administração Interna explicou, numa declaração sem direito a perguntas, que ainda não é o tempo de falar.

Estou habituado ao escrutínio e, por isso, respeito muito a comunicação social. Há mais de 30 anos que assim é, numa relação de total transparência. Nos últimos dias, tenho vindo a ser alvo de ataques que colocam em causa a minha honra e a minha dignidade, valores mais sagrados que qualquer pessoa tem. Estou a reunir todos os documentos, tudo aquilo que eu entendo que é relevante, para, ponto por ponto, vos esclarecer a todos.

Luís Neves disse ainda estar focadíssimo.

Estou focadíssimo, muito motivado em fazer um bom trabalho, sobretudo neste momento do ano, que falámos dos incêndios rurais, dos incêndios florestais, e que, como sabem, alguns de vós já estiveram comigo em vários cenários, tenho de estar próximo de todos aqueles que são os agentes de proteção civil, a quem deixo, sobretudo aos bombeiros, à UFS, GNR, ao SNS e à área da Proteção Civil, uma nota de profundo agradecimento e de reconhecimento pelo trabalho que têm vindo a fazer ao nosso país.

Notas em destaque da presença do ministro da Administração Interna no último dia das celebrações dos 150 anos do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo.

Ricardo Loureiro a acompanhar as declarações de Luís Neves, as primeiras nos últimos dias, depois de conhecidas mais polémicas, neste caso, com o tal atrelado que foi encontrado nas instalações da Constro Barcelos.

E na Educação, o ex-presidente do Júri Nacional de Exames diz que o ministro nunca pediu um relatório sobre a digitalização das provas nacionais.

Durante a manhã, numa audição na Assembleia da República, o ministro da Educação pediu justificações ao ex-presidente do Júri Nacional de Exames sobre os riscos da digitalização e disse que nunca viu nenhum relatório sobre o assunto.

Quais foram os erros graves na prova de Filosofia? É que o governo não tem relatório nenhum. O senhor ex-presidente do Júri Nacional de Exames veio falar, mas a verdade, ele não deixou relatório nenhum. Ou seja, se ele tem informação ou tinha informação que não partilhou, se ele tinha informação e que não partilhou, nem sequer com a Direção-Geral de Educação, nem com o Educa, se ele tinha essa informação e não a transmitiu, ele vai ter que explicar isso.

Aviso deixado ao antigo presidente do Júri Nacional de Exames. Mais tarde, o secretário de Estado da Educação, Alexandre Homem Cristo, disse que não havia um relatório, mas existiu uma troca de informações. Entretanto, à Rádio Observador, o ex-presidente do júri garante que o Ministério da Educação não solicitou qualquer relatório sobre o teste piloto dos exames de Filosofia do ano passado.

Não houve nenhum pedido por parte da tutela. Aliás, o que normalmente os decisores políticos, os gestores e os grandes decisores políticos, normalmente quando tomam determinado tipo de decisões, fazem-no na posse da maior informação possível. Ao Júri Nacional de Exames não foi pedido qualquer relatório sobre o piloto de Filosofia. A tutela, se não tinha na posse alguma informação do júri, poderia tê-la pedido e exigido relatórios, como o fez, por exemplo, relativamente às provas do nono ano, no ano passado.

Luís Duque de Almeida sinaliza ainda a disponibilidade para enviar o tal relatório, apesar de considerar que já vem tarde e diz que o ministro está a tentar passar culpas.

Eu estou disposto a enviar-lhe esse relatório, obviamente, daquilo que aconteceu no ano passado. Penso que já é extemporâneo. Agora, se calhar, a culpa já foi dos professores, já foi das escolas, dos diretores, agora, se calhar, é minha. Mas não fui eu, nem poderia nunca ter eu tomado nenhuma decisão. O senhor ministro tomou-a. Também nunca disse que o senhor ministro tomou a decisão sem informações, isso nunca diria, até que nem poderia dizer. O que eu posso dizer é que informações do JNE ele não tinha.

O antigo presidente do Júri Nacional de Exames, a responder ao ministro da Educação, que esta manhã no Parlamento reafirmou confiança nesse sistema de correção e garante que na segunda fase há condições para que tudo corra bem.

E o presidente da República quer que se tirem ilações do processo de digitalização dos exames.

E avisa que as dificuldades não se podem repetir na segunda fase. António José Seguro publicou uma mensagem no site da Presidência, depois da reunião semanal com Luís Montenegro. O chefe de Estado pede sentido de exigência e a salvaguarda do princípio da igualdade entre todos os alunos e exige que o governo tenha mecanismos de prevenção já para a segunda fase, pedindo que se evitem repetir os mesmos erros. Nesta missiva publicada, António José Seguro diz que tem mantido várias reuniões e contactos e regista a preocupação dos alunos, famílias e professores. O chefe de Estado termina com uma mensagem de confiança na qualidade das escolas, no empenho dos professores e deixa também uma mensagem de solidariedade para com os alunos.

O PS não ficou convencido com as explicações do ministro da Educação e acusa-o de negligência.

Eurico Brilhante Dias pede mais esclarecimentos e enquanto deixa perguntas, faz também uma acusação.

Como é que não tendo recebido um relatório que diz

Que desconhece, que não existe. Como é que tomou uma decisão quando hoje se sabe que o teste piloto no exame de Filosofia em 2025 tinha redundado num conjunto alargado de erros? É uma negligência grosseira que colocou em causa os exames do ano 2026 e a vida de milhares de alunos e de milhares de famílias que muito investem na formação dos seus filhos e netos.

Questionado sobre se o Ministro da Educação deve demitir-se, o líder da bancada socialista não responde diretamente. Na Iniciativa Liberal, Mariana Leitão pede provas de que existiam condições para avançar com esta digitalização.

É muito importante que o senhor ministro clarificasse esta situação, que dissesse expressamente quais foram as vias que utilizou para receber essa informação, quem é que lhe deu essa confirmação e que apresente os documentos, não havendo um relatório, onde há efetivamente a passagem dessa informação de que os eventuais problemas estariam corrigidos.

Mariana Leitão da Iniciativa Liberal, enquanto o PCP, através da deputada Paula Santos, pede ao ministro que assuma mais responsabilidades no processo.

A ministra do Trabalho deixa em aberto uma revisão em alta do salário mínimo para 2027.

Na apresentação do relatório do emprego e formação, apresentada pela ministra esta tarde, Maria do Rosário Palma Ramalho diz aos jornalistas que o governo não fecha nem abre a porta a um aumento acima do previsto no salário mínimo nacional de 2027, que está agora fixado nos €970. Questionada sobre a necessidade de um eventual ajustamento, tendo em conta que a legislatura vai até 2029, a ministra insiste que a perspectiva neste momento é de cumprir o acordo que está em vigor. No entanto, diz que qualquer alteração tem que decorrer de um novo acordo com as várias partes que se sentam à mesa na concertação social. Na apresentação deste relatório, onde estava também o secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, disse, na fase ainda de apresentação, que já se deveria estar a negociar em alta o salário mínimo de 2027 e que o governo vai fazer tudo para que haja acordo entre os parceiros sociais para a revisão do salário mínimo nacional.

As seguradoras pagaram mais de um milhão de euros em indenizações na sequência dos estragos provocados pelas tempestades.

O anúncio foi feito hoje no Parlamento pelo presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. No total, depois do comboio de tempestades no início do ano, foram registados 218 mil sinistros. Numa audição na Comissão de Orçamento, Gabriel Bernardino apresentou os dados mais recentes. 99,6% dos sinistros reportados até 10 de julho já tinham as peritagens feitas, 84,5% estavam encerrados e 88% dos danos notificados estavam já regularizados. O presidente da Autoridade Reguladora dos Seguros estima perdas totais a rondar os cinco milhões de euros.

O ministro Miguel Pinto Luz nega ter cometido ilegalidades no processo do Hotel Hilton, em Cascais.

Um hotel que está praticamente concluído, mas que agora é alvo do Ministério Público, que quer suspender de imediato a construção desta unidade hoteleira. Também a Procuradoria-Geral da República quer que sejam demolidos, pelo menos, os últimos três pisos. Em causa estão alegadas ilegalidades no licenciamento, medidas que foram assinadas por Miguel Pinto Luz, na altura vice-presidente da Câmara de Cascais. Hoje, em Coimbra, já no fato de ministro das Infraestruturas, diz que tomou todas as decisões dentro da lei.

O que eu posso dizer é: todos os despachos, todas as decisões cumpriram estritamente aquilo que é exigido pela lei. Aliás, na minha vida nunca fiz de outra forma e com total transparência. Aliás, como estou aqui a fazer perante vós. Deixe-me concluir. O Ministério Público tem sua opinião, a Câmara defenderá a sua posição e é assim que a justiça funciona. E não vamos fazer justiça aqui na entrega destas casas. A justiça far-se-á nos tribunais e até lá eu não vou fazer mais comentários.

Miguel Pinto Luz, em declarações aos jornalistas, aqui captadas pelo "Now", em Coimbra, depois de conhecidas as primeiras conclusões do Ministério Público.

O tempo está bom, o calor aperta, convida para uma ida à praia, mas o primeiro-ministro não vai de férias.

Vai ficar a coordenar a atividade do governo e irá também manter a agenda enquanto presidente do PSD. De acordo com fonte do gabinete de Luís Montenegro, citado pela Agência Lusa, o primeiro-ministro pretende gozar apenas alguns fins de semana, um ou outro dia esporádico, isto se a agenda o permitir e sem se ausentar do país, garante o gabinete do chefe do governo. Como é habitual, o PSD vai manter a rentrée política na Festa do Pontal, dia 14 de agosto, também a Universidade de Verão, em Castelo de Vide. Luís Montenegro conta estar presente nesses dois eventos.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 21 de julho.

Donald Trump vai permitir que os irmãos Tate sejam extraditados para o Reino Unido, uma informação avançada pelo jornal britânico Telegraph. Os irmãos Tate foram presos em Miami por suspeita de 59 crimes praticados no Reino Unido entre 2010 e 2017. Entre os crimes estão a violação, agressão, tráfico humano, lucínio e posse de pornografia infantil. Os irmãos Tate são influenciadores digitais, foram agora detidos nos Estados Unidos da América. A fechar, uma associação de empresas cervejeiras da Europa fez um estudo sobre hábitos de consumo. Dizem respeito ao ano de 2024. Em todos os países da União Europeia beberam-se mais de 30 mil milhões de litros de cerveja. Não sei se querem arriscar em Portugal quantos foram.

30 mil milhões de litros.

30 mil milhões na Europa. Em Portugal, dão para encher 252 piscinas olímpicas de cerveja.

Olá!

É mais do que o desperdício de água em Almada. Foram, em 2024, 630 milhões de litros que foram bebidos em Portugal, segundo este estudo. O top três é liderado pela Alemanha com 7,3 mil milhões, seguido pela Espanha com 4,4. É um número que deve aumentar agora com a conquista do Campeonato do Mundo de Futebol. A Polónia fecha o pódio com 3,2 mil milhões. Em sentido inverso, e portanto, como líderes de hábitos de vida mais saudável, está Malta, onde se consumiu 28 mil milhões de litros de cerveja.

Quantos é que foram os nossos?

Os nossos, 630.

630.

Não estamos nem no topo, nem na cauda da Europa.

630 milhões.

630 milhões.

Ok, obrigado, Miguel.

Informação útil. Regressem, às 18h30.

Tu também traz a tua quarta parte. Às 18h30 voltamos