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Boa hora. As notícias com Nadine Soares.

Boa noite. Começamos com o caso dos cinco reclusos que escaparam do estabelecimento prisional do Vale de Judeus. A fuga trouxe à tona várias falhas nas prisões portuguesas. As torres de vigilância foram desativadas há pelo menos cinco anos, depois de uma reclamação do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que contou ao Observador que as condições não eram apropriadas para os guardas prisionais. Além de não haver torres de vigilância, os perímetros também não são devidamente controlados. Além disso, a cerca elétrica estava desligada, alegadamente por causa do esforço que colocava no quadro elétrico. De acordo com o diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rui Abrunhosa, disse ao Observador que havia risco da luz ir abaixo. O relatório anual do Mecanismo Nacional da Prevenção da Provedoria da Justiça indica ainda que havia lotação acima do desejado. Essa situação acontecia em cinco dos 18 estabelecimentos prisionais visitados. Há outras falhas presentes neste artigo, que está disponível no site do Observador, entre elas as regras pouco apertadas para os guardas e as revistas apressadas a caminhões. A PJ e a PSP só foram avisadas três horas depois. A demora pode ter permitido uma fuga de centenas de quilômetros. E ainda sobre este caso, a Iniciativa Liberal criticou o atraso da ministra da Justiça em reagir à fuga. Rita Judas marcou uma conferência de imprensa para esta terça-feira. Vai quebrar o silêncio mais de três dias depois da fuga, mas no entendimento da Iniciativa Liberal, é um esclarecimento que chega tarde demais. Na Rádio Observador, Mariana Leitão fala num falhanço do Estado pela falta de investimento no setor. Sublinha que é um problema transversal aos vários governos que têm estado no poder.

É uma situação que mostra bem o falhanço do nosso Estado nesta matéria em concreto, pela falta de investimento que tem sido transversal às últimas governações, nesta questão concreta das prisões e daquilo que são os seus recursos humanos, das infraestruturas.

Mariana Leitão critica ainda o problema da falta de condições dos atuais estabelecimentos prisionais, que provocam as falhas de segurança. E antes da Iniciativa Liberal, quem deixou acusações ao governo, na sequência deste caso, foi André Ventura. O líder do Chega direcionou as críticas à ministra da Justiça por ainda não ter quebrado o silêncio. André Ventura diz que o partido quer ainda ouvir os responsáveis destes serviços prisionais. Já o PCP fala numa fuga que revela falhas graves de segurança. Em comunicado, os comunistas consideram inexplicável o silêncio do governo sobre este caso. E tal como o PCP, Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, critica o silêncio da ministra da Justiça. Viramos a página para olhar para o Orçamento do Estado. São retomadas esta terça-feira as negociações e já foi divulgado o plano de audições do governo. Vai receber os partidos da oposição, um encontro para discutir as novas linhas do Orçamento do Estado. Os partidos vão ser recebidos na Assembleia da República, por ordem de representação parlamentar. As reuniões vão durar cerca de uma hora. A primeira delegação a reunir com o Executivo da AD é do PAN, às 10h. Segue-se o Livre, ao meio-dia, o PCP e depois da pausa para almoço, é a vez do Bloco de Esquerda se encontrar com o governo, às 14h, seguida da Iniciativa Liberal e por fim, o Partido Socialista. O Chega fica de fora deste primeiro dia. O partido de André Ventura tem encontro marcado apenas para quarta-feira. E a Federação Nacional de Educação contesta as novas medidas do Ministério da Educação, que avançou com o alargamento de apoio a professores deslocados. Em declarações à Rádio Observador, fala em propostas que são insuficientes e que podem mesmo aumentar as desigualdades do setor. O Ministério da Educação deu um prazo de 24 horas para que os sindicatos enviem os pareceres sobre as propostas. Pedro Barreiros acredita que o prazo apresentado é curto para que os sindicatos possam estudar as propostas. O secretário-geral da Federação Nacional de Educação diz ainda que esta negociação fica muito aquém das necessidades do país, dos alunos e dos professores.

O tempo é extremamente curto, claro que sim. Numa situação dita normal, jamais e em tempo algum poderia ser aceito, pelo menos o não recurso a uma negociação suplementar, por forma a podermos ainda ter algum tempo para poder melhorar a proposta que nos é apresentada pelo Ministério da Educação.

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação diz, no entanto, que se trata de uma situação extraordinária, até mesmo para o Executivo.

O governo dá pouco tempo, objetivamente, devido à urgência que tem, e assume essa urgência em tentar resolver esta questão ainda antes do início do ano letivo. Há um governo que está em funções há relativamente pouco tempo e que é confrontado com um conjunto de situações anômalas, nomeadamente, e chegamos ao ponto do próprio Ministério da Educação não saber ao certo quais são os recursos humanos que tem disponíveis.

Os sindicatos temem que, apesar da situação ser extraordinária, as questões urgentes de condições de trabalho e de turmas sem professores não fiquem resolvidas antes do arranque do ano letivo. A greve da Carris, que está marcada para 18 de setembro, apenas vai ter serviços mínimos apenas nos transportes de deficientes e no funcionamento de serviços de pronto-socorro e postos médicos. A decisão foi tomada pelo tribunal arbitral. No acórdão que foi divulgado, está previsto que os trabalhadores em greve assegurem apenas estes serviços. O pré-aviso da greve foi apresentado por organizações sindicais, prevê constrangimentos a partir das 22h de dia 17, até à meia-noite de 19 de setembro. À Rádio Observador, o dirigente nacional da FECTRANS, Manuel Leal, explica as principais reivindicações.

A exigência do aumento real dos salários, a evolução e também a atualização

Também do subsídio de refeição, a evolução para as 35 horas com integração dos tempos de deslocação no horário de trabalho. Esta greve também terá uma componente de greve dos trabalhadores oficiais pelos mesmos objetivos.

Declarações de Manuel Leal, dirigente da FECTRANS e do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal. Está prevista uma larga adesão a esta greve. Ainda assim, os sindicatos admitem desconvocar a greve caso haja um consenso esta terça-feira, o dia em que vão reunir com o Conselho de Administração da Carris. Caso contrário, a greve mantém-se e há a possibilidade de acontecer novamente no futuro. Uma garantia deixada pelos sindicatos à Rádio Observador. Olhamos para a atualidade internacional. Kamala Harris e Donald Trump vão estar frente a frente. A candidata democrata vai estrear-se em debates presidenciais esta terça-feira, um duelo que está a ser apontado como o debate mais importante dos últimos 50 anos. Se para Kamala Harris é uma estreia, para Donald Trump vai ser o segundo debate desta campanha, uma vez que já debateu com Joe Biden. Os dois candidatos vão debater na Filadélfia, um duelo com várias regras, como nos conta a jornalista Ana Cláudia Silva.

O debate de uma hora e meia conta com dois intervalos. Trump ganhou um cara ou coroa virtual feito no início da semana para determinar a ordem das declarações finais e escolheu fazer a última declaração. Os candidatos vão ser apresentados pelos moderadores de lados opostos do palco e depois entram em cena. O partido no poder é apresentado primeiro, neste caso é Kamala Harris. A ambos os candidatos vai ser dada uma caneta, um bloco de papel e uma garrafa de água. Os dois moderadores vão ser os únicos a fazer perguntas e por isso Kamala Harris e Donald Trump não podem fazer questões um ao outro. Nenhuma das perguntas vai ser partilhada antes do debate. Não há discurso de abertura. Já no fim, cada candidato pode fazer uma última declaração de dois minutos. Os microfones vão ser silenciados sempre que um dos adversários estiver a falar. Quer Kamala Harris, quer Donald Trump têm de estar no púlpito durante todo o tempo do debate. A sala não vai ter público.

Ficam aqui as regras que estão definidas para o debate entre Donald Trump e Kamala Harris, que está marcado para esta terça-feira. Olhamos ainda para o desporto. Regressaram a casa os atletas portugueses que participaram nos Jogos Paralímpicos de Paris. A missão portuguesa trouxe para casa sete medalhas, duas de ouro, uma de prata e quatro de bronze. No voo que aterrou esta tarde de segunda-feira no aeroporto de Lisboa, vieram quatro dos sete medalhados. O jornalista António José Soares acompanhou a chegada dos atletas paralímpicos, que foram recebidos em festa por dezenas de pessoas.

Os sorrisos dos atletas paralímpicos são a imagem da felicidade que sentiram pela forma como foram recebidos no aeroporto de Lisboa. Entre os medalhados está Sandro Baeça, prata nos 1500 metros de atletismo, e que já sonha em subir de novo ao pódio nos próximos Paralímpicos de Los Angeles.

Ainda está muito cedo para pensar nisso. Ainda tenho mundiais, europeus para competir, mas eu espero estar preparado para ir ao pódio mais uma vez em Los Angeles.

Já Carolina Duarte, bronze nos 400 metros de atletismo, deixa uma palavra especial a todas as atletas que são mulheres e são mães.

Obviamente que eu dedico esta medalha a todas as mulheres, todas as mães. Não desistam dos sonhos. É possível, sim, senhora. Não permitam que ninguém vos impeça de sonhar e de alcançar isso.

Quem também subiu ao terceiro lugar do pódio foi Djibrilo Yafa, em menos 73 quilos judo. O atleta lembra que a missão paralímpica portuguesa também trouxe para casa muitos diplomas paralímpicos.

Houve colegas que não conseguiram medalhas, mas conseguiram trazer diploma olímpica e desporto paralímpico. O português está de parabéns. Isso não é só querer, mas requer muito esforço, muita dedicação, dia e noite. A nossa vida não é fácil.

Já o nadador Diogo Cancela afirma que concretizou um sonho quando colocou ao peito a medalha de bronze dos 200 metros estilo.

Nós sabíamos que era possível, lutamos para isso, treinamos muito, fizemos tudo o que era possível. Apesar das lesões que tive esta época, eu, o Gonçalo e o Vítor, os meus treinadores, conseguimos dar a volta a elas e ganhar a medalha.

Mas a melhor de todas as medalhas são as dezenas de vozes que gritam o seu nome.

Diogo Cancela. Diogo Cancela. Diogo Cancela. Um trabalho do jornalista António José Soares. Seguindo uma tradição vinda do passado, o Presidente da República vai condecorar os atletas medalhados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Ainda não há uma data para esta cerimônia. A marcar a atualidade, uma noite triste para os fãs da saga Guerra das Estrelas.

If you only knew the power of the dark side. Obi-Wan never told you what happened to your father.

He told me enough. He told me you killed him.

No, I am your father.

No, no.

Morreu James Earl Jones, a voz de Darth Vader, um dos pontos altos da carreira do ator norte-americano. Tinha 93 anos. O anúncio foi feito pelos agentes de James Earl Jones. Além do papel de dobragem, onde foi a voz de Darth Vader, mas também Mufasa em O Rei Leão, o ator deixa ainda um legado no teatro, uma longa carreira que começou em 1958. Notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de volta à 01h30 da manhã.