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É uma hora. As notícias com Nadine Soares. Boa noite. O diretor nacional da Polícia Judiciária diz que a investigação à morte de Odair Moniz vai estar concluída daqui a dias. Luís Neves rejeitou ainda que haja um clima de guerra aberta entre a Polícia Judiciária e a Polícia de Segurança Pública por causa da investigação. Isto acontece depois de terem sido conhecidas informações contraditórias sobre a madrugada de 21 de outubro, quando Odair Moniz foi baleado por um agente da PSP. Luís Neves garante que a relação entre a PJ e a Polícia de Segurança Pública não foi abalada. Admite que a investigação sobre a morte do cidadão cabo-verdiano está para breve.
Não é um caso, não é uma situação que põe em causa o excelente relacionamento que nós temos. O meu colega e camarada diretor nacional de Polícia de Segurança Pública, o superintendente Luís Carmo, já referiu há poucos dias isto mesmo que eu agora estou aqui a dizer. Portanto, da mesma forma que há violações que não deviam ocorrer, também há incendiários que acabam por querer estragar este tipo de relação, o que não vão conseguir.
E é isso que está a acontecer neste caso?
Não, não é isso que está a acontecer.
Foi algum tipo de incendiários?
É apenas um caso e dentro de dias a investigação estará terminada e tudo estará esclarecido.
Palavras do diretor nacional de Polícia Judiciária em declarações aos jornalistas, um registo captado pela RTP. Na política, mudamos de tema, Nuno Melo escusa comentar sobre candidatos às presidenciais, mas atira que Paulo Portas será bom em tudo o que se queira dedicar. O líder do CDS revela que esta possível candidatura não foi discutida no partido. Declarações de Nuno Melo aos jornalistas no jantar de Natal organizado pela distrital de Lisboa. Já sobre uma possível candidatura de Gouveia e Melo, Nuno Melo não quis comentar, também por defender que as eleições presidenciais são um ciclo que ainda está por abrir. No discurso, aproveitou ainda para deixar críticas. Nuno Melo fez um balanço dos primeiros oito meses de governação da AD e critica o que chama uma aliança entre o PS e o Chega, que derrubou um governo que considera legítimo na Madeira. Falta de vergonha e descaramento, Pedro Nuno Santos deixa duras críticas ao primeiro-ministro depois de Luís Montenegro ter voltado a associar o Partido Socialista ao Chega. Depois do ataque do chefe de governo, Pedro Nuno Santos não poupou nas palavras para responder. Discursou no jantar de Natal do grupo parlamentar do PS, onde acusou Montenegro de ter pouco respeito pela democracia parlamentar. Garantiu que é o PS e não o Executivo, quem tudo faz para combater o Chega.
Onde faltou verdadeiramente, e pesem as palavras, vergonha e descaramento, foi exatamente na associação do Partido Socialista com o Chega. Não há partido político em Portugal mais distante do Chega do que o Partido Socialista. Não existe nenhum partido político em Portugal que combata mais o Chega do que nós. Quais foram as propostas políticas de que o governo se queixa? O Partido Socialista apresentou ou conseguiu que fosse aprovada alguma proposta que fosse a agenda da extrema-direita? Nós aproveitamos, apropriamos, entramos no território da extrema-direita? Não, em nenhuma delas.
Já em relação à queda do regime da Madeira e apesar das críticas do primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos garante que o PS se limitou a ser coerente com a posição que sempre defendeu, a de oposição total a Miguel Albuquerque, encontra uma contradição no discurso de Montenegro.
Onde o ridículo atinge proporções do absurdo, é quando o senhor primeiro-ministro se lembra de falar da Madeira. Porque aquilo que o PS Madeira fez, foi viabilizar uma moção que levou à queda do governo, porque o PS Madeira sempre foi contra a constituição deste governo. Foi no início e foi agora. O Partido Socialista foi coerente. Agora, como é que existe hoje governo na Madeira? Porque é extraordinário como é que o líder do PSD e primeiro-ministro fala no tema, muito preocupado com uma suposta associação entre o PS e o Chega, e esqueceu-se de dizer que Miguel Albuquerque lidera um governo regional, porque fez um acordo com quem? Com o Chega.
Acusações duras de Pedro Nuno Santos no jantar de Natal do grupo parlamentar do PS. O secretário-geral socialista mostra-se surpreendido pela tolerância que tem sido mostrada a um governo que diz ser incompetente e que perdeu toda a credibilidade. Na atualidade internacional, uma parceria estratégica entre a União Europeia e os Balcãs Ocidentais é da maior importância para reforçar a segurança. É o que diz o presidente do Conselho Europeu. Uma posição assumida por António Costa no final da cimeira, que decorreu esta quarta-feira em Bruxelas, um encontro que reuniu os líderes dos 27 e daquela zona do sudeste da Europa. O presidente do Conselho Europeu defende, por isso, mais integração entre o bloco comunitário e os Balcãs Ocidentais. Recorda o investimento que a União Europeia tem feito na região.
Não há outra região no mundo em que a União Europeia tenha investido tantos recursos, recursos financeiros, recursos humanos e conhecimentos especializados. É assim que mais integração constrói uma verdadeira parceria estratégica. Uma parceria estratégica que vê os Balcãs Ocidentais alinharem com a União Europeia na condenação da guerra de agressão da Rússia e do apoio à Ucrânia, incluindo apoio militar, e uma parceria estratégica na qual reforçamos a segurança e a resiliência nos Balcãs Ocidentais, através do mecanismo de paz europeu.
António Costa no final da primeira cimeira que presidiu enquanto novo líder do Conselho Europeu, um encontro que decorreu numa altura em que os países dos Balcãs Ocidentais se encontram à espera, há vários anos, para entrarem na União Europeia. Na Venezuela, Maria Corina Machado garante que a oposição está a trabalhar para que Edmundo González tome posse como presidente a 10 de janeiro. São declarações da líder da oposição venezuelana, depois de ter vencido o Prémio Sakharov com Edmundo González no Parlamento Europeu. Em entrevista à RTP, Corina Machado diz que o regime de Nicolás Maduro nunca esteve tão fragilizado e que este é o momento de mudar.
"Estamos num cenário tremendamente complexo, no qual o regime de Maduro pretende ficar no poder pela força, mas a sociedade venezuelana está unida com o apoio da comunidade internacional democrática para fazer respeitar a verdade e a soberania popular que se expressou a 28 de julho. Faltam três semanas. Está a acontecer muita coisa na Venezuela. Muita. O regime está mais fraco do que nunca, com profundas divisões internas".
A líder da oposição da Venezuela, em entrevista à RTP esta quarta-feira. Tempo ainda para olhar para o desporto. Custou, mas foi. O Sporting bateu o Santa Clara por duas bolas a uma esta noite em Alvalade. O jogo só ficou resolvido no prolongamento. Foi a primeira partida dos oitavos de final da Taça de Portugal, que começou com muita emoção. Arder adiantou os leões no marcador, mas um golo de Ferreira na última jogada do tempo regulamentar obrigou o jogo a ir a prolongamento. Já na segunda parte, Gyökeres marcou o golo que deu a tranquilidade aos Leões. No final da partida, o treinador-adjunto do Sporting, Tiago Teixeira, mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa.
Os jogadores, mais uma vez, deram uma resposta excelente, porque queriam muito passar esta eliminatória, num jogo que sabíamos que tínhamos de gerir também o cansaço, tínhamos de ser mais cautelosos, porque era um jogo a eliminar e eles estão de parabéns, porque fizeram um excelente trabalho.
Tiago Teixeira, em declarações à Sport TV. Já do lado do Santa Clara, o treinador Vasco Matos deixou uma palavra de ânimo aos jogadores depois da derrota.
É duro perder o jogo desta forma. Acho que os meus jogadores fizeram um excelente jogo, foram muito bravos, cumpriram à regra aquilo que era o nosso planeamento, a nossa organização. Uma palavra para eles de muita força, porque foram, sem dúvida, os verdadeiros bravos açorianos. Estamos muito orgulhosos daquilo que fizeram aqui. Não é fácil jogar contra esta equipa, uma excelente equipa, e nós fomos muito guerreiros. Com menos um dia de descanso, estou muito orgulhosos. Foi pena a forma como perdemos. Obviamente que o Sporting teve a superioridade do jogo, domínio territorial.
Declarações do treinador do Santa Clara à RTP 3, depois da derrota frente ao Sporting, esta noite em Alvalade. Esta quinta-feira há mais futebol. O Benfica entra em campo na Madeira frente ao Nacional, um jogo em atraso da oitava jornada da Primeira Liga Portuguesa de Futebol. A partida tem apito marcado para as 17h. Vai contar com análise e relato em direto aqui na Rádio Observador. A fechar este noticiário, morreu aos 83 anos Carlos Almada Contereiras, oficial da Marinha que indicou uma das senhas para o 25 de abril. É o que adianta fonte da família. Almada Contereiras morreu de doença súbita, foi conselheiro do Estado e conselheiro da Revolução, mas fica para a história como o homem que escolheu "Grândola Vila Morena" como sinal de avanço para as operações militares. Uma vida que é aqui recordada pela jornalista Ana Cláudia Silva. Foi com este código que Carlos de Almada Contereiras deu sinal para o início das operações militares no 25 de abril. Foi o oficial de Marinha que transmitiu a Carlos Albino a escolha do tema "Grândola Vila Morena" como segunda senha para a revolução. Ao longo da vida, Contereiras foi conselheiro de Estado, conselheiro da Revolução e diretor do Serviço de Coordenação de Informações. Participou de forma ativa na redação do programa do Movimento das Forças Armadas. É mesmo considerado o mais importante membro do MFA dentro da Marinha. O oficial nasceu em Aljustrel, no distrito de Beja, em 1941, entrou na Escola Naval em 1960 e nessa década esteve de serviço na Guiné, em Moçambique, em Angola e São Tomé e Príncipe. Já neste século, foi assessor do presidente na Câmara Municipal de Cascais e diretor do Departamento da Polícia Municipal. Almada Contereiras foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, uma distinção que premeia uma vida ao serviço da Marinha e do país. A vida de Carlos de Almada Contereiras, aqui recordada pela jornalista Ana Cláudia Silva, o oficial da Marinha morreu aos 83 anos. E ainda sobre abril, a Câmara de Lisboa deu luz verde à atribuição da chave de honra da cidade a Salgueiro Maia, homenagem ao Capitão de Abril, a título póstumo, resulta de uma proposta do LIVRE, aprovada por unanimidade. Surge no âmbito das celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, que se comemoraram este ano. A cerimônia deve acontecer em abril do próximo ano. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso à 13h30. Até já.