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A hora. Boa noite, sou o Guilherme Pires, é uma da manhã, hora de atualizar a informação na Rádio Observador. O primeiro-ministro assegura que o governo não tenciona reprogramar as verbas do PRR para financiar os novos investimentos na defesa. Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião do Conselho Europeu dedicada à área de segurança, Luís Montenegro avisa que a meta de 2% do PIB de investimento em defesa vai ser alcançada com recurso a outras fontes, entre as quais o Orçamento do Estado.

Do ponto de vista do PRR, não é nossa intenção, neste momento, estar a reprogramá-lo com vista a dotar a área da defesa de maneira diferente do que aquilo que está hoje em execução. Nós já temos alguns investimentos na defesa dentro do PRR. Ainda na última reprogramação incluímos, por exemplo, alguns investimentos em termos de infraestruturas das nossas Forças Armadas, mas fazemo-lo numa lógica transversal. Para este programa de reforço do investimento, o instrumento de financiamento que nós queremos utilizar não é o PRR. Este ano vai mesmo ter que ser à custa do nosso orçamento e, portanto, da nossa capacidade de gerir as nossas finanças públicas.

O primeiro-ministro falou ainda sobre a mais recente polémica na saúde. Garante que vai haver escrutínio na Assembleia da República sobre a morte, que, de acordo com a IGAS, poderia ter sido evitada pelo INEM.

Creio que haverá oportunidades de todos os relatórios que têm sido produzidos a esse respeito merecerem o escrutínio político na Assembleia da República, com a presença do governo, e é isso que seguramente acontecerá.

Quanto à atualidade internacional, o primeiro-ministro sublinha que a falta de apoio da Hungria não coloca em causa o apoio político da União Europeia à Ucrânia. E a ministra da Saúde afasta de demitir-se e nega qualquer relação entre a morte do utente de 53 anos e a greve do INEM no ano passado. Em causa está o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que confirmou esta quarta-feira que a morte de um homem esteve relacionada com a falta de socorro durante a greve de 2024. Na altura, o Ministério da Saúde rejeitou por completo a relação com a greve e associou a morte à falta de zelo de dois profissionais que intervieram no socorro. Agora, a ministra da Saúde volta a afastar ligações entre os dois cenários e reforça que não vai fugir a qualquer consequência política sobre o tema.

Nunca fugirei às minhas responsabilidades de natureza política, mas o que hoje aqui está em causa, através de um relatório que é o espaço certo para se fazer esta avaliação, é que não houve, repito, não houve nenhuma relação entre a infeliz ocorrência e a greve do INEM.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na tomada de posse de Carlos Cortes como bastonário da Ordem dos Médicos. A governante garante ainda que Portugal não vai ficar sem helicópteros do INEM. De acordo com o comunicado conjunto dos Ministérios da Defesa Nacional e da Saúde, hoje divulgado, a partir do dia um do mês que vem, o Serviço de Transporte Aéreo de Emergência Médica vai ser assegurado por aeronaves e equipas médicas da Força Aérea Portuguesa. E o PCP acredita que o governo vai cair caso não cumpra as promessas eleitorais. Esta quinta-feira, os comunistas desfilaram pelas principais ruas de Lisboa para reivindicar um aumento dos salários. Antes disso, o partido entregou na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, um abaixo-assinado com 140 mil assinaturas. Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, avisa que o governo vai cair se não mudar de política e não cumprir as promessas.

O governo vai ter que aumentar, vai ter que melhorar a vida das pessoas. Não é por vontade própria, não é pela sua opção política, é pela força das pessoas, pela força dos trabalhadores, pela força da juventude. Vai ter que mudar. Se não mudar, vai cair, como todos caem, aqueles que não cumprem as promessas que fazem e aqueles que não correspondem à vida melhor das pessoas.

As palavras de Paulo Raimundo esta quinta-feira. O PCP exige € 1.000 no salário mínimo já este ano. E António Vitorino está fora da corrida a Belém. Uma revelação feita pelo socialista na noite desta quinta-feira, em entrevista à SIC Notícias. O antigo comissário europeu admite que ponderou avançar, mas revela que a candidatura não reuniu o consenso esperado.

Não me apresentarei a candidato. Eu sempre disse, e nisso fui sempre coerente, de que devia haver apenas um candidato nesta área política e manifestamente, não sei se devo dizer o que quero. Eu não subscrevo o que disse.

Não?

Não, não subscrevo o que disse. Mas manifestamente, a um dado objetivo, a minha candidatura não conseguiu reunir o consenso para poder ser uma candidatura única desta área e, portanto, eu não me apresentarei a isso.

O socialista António Vitorino, esta quinta-feira, na SIC Notícias, já sobre a atualidade política, defende que o PS deve conversar com o governo sobre a pasta de imigração. E Luís Marques Mendes considera que o investimento na defesa deve ser bem explicado para evitar radicalismos. O candidato à Presidência da República considera que é preciso saber aplicar e explicar esta decisão aos portugueses para não criar extremismos. Diz ainda que a decisão da NATO de subir para 5% do PIB o investimento na defesa é muito importante.

A decisão desta semana da Cimeira da NATO celebrou um acordo importante e encerra um desafio igualmente relevante. Um acordo importante porque este acordo era vital para evitar a implosão da NATO. Se não tivesse havido um acordo na Cimeira da NATO, podia estar em causa o futuro e a existência da NATO.

Declarações de Luís Marques Mendes num discurso no âmbito da apresentação da Comissão de Honra da Candidatura na cidade do Porto. E Pedro Frazão é o candidato do Chega à Câmara Municipal de Oeiras Uma revelação feita pelo próprio em entrevista na CNN Portugal, no dia em que a Polícia Judiciária voltou a fazer buscas na autarquia, desta vez a envolver a Câmara Municipal e a casa de um diretor municipal. O deputado do Chega deixa críticas a Isaltino Morais e escolhe a corrupção como bandeira da candidatura autárquica.

Um dia em que a Câmara de Oeiras está a ter buscas por suspeitas de corrupção. Eu já tinha essa intenção há vários meses e hoje posso anunciar, com toda a propriedade, que serei candidato à Câmara Municipal de Oeiras para limpar a corrupção de Oeiras. De facto, a Câmara de Oeiras é presidida por um presidente que tem uma história muito triste na área da corrupção. Foi, aliás, condenado e cumpriu pena. E sabemos que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Pedro Frazão, em entrevista na CNN Portugal, falou ainda sobre o eventual apoio do Chega à possível candidatura presidencial do major-general Isidro Morais Pereira. O deputado remete a decisão para a direção do Chega, mas deixa elogios ao major-general. E o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado alerta que as alterações anunciadas à Lei de Nacionalidade estão a provocar uma corrida às conservatórias para submissão de novos pedidos, que se juntam aos 700 mil já pendentes. Em entrevista ao Observador, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado nota que a acumulação de pedidos não é de agora, mas Arménio Maximino confirma que com a alteração da lei, a situação pode agravar-se. De acordo com os dados sindicais, a procura está a exercer uma pressão insustentável sobre serviços que já se encontravam em situação de rutura, agravada por uma carência crítica de recursos humanos, estimada em cerca de 40% abaixo das necessidades reais. Para o período de verão, o sindicato prevê que as férias dos funcionários sejam um fator de agravamento das pendências. E o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado diz que espera um contacto do governo.

Nós já solicitamos uma reunião ao governo, no caso concreto, ao Ministério da Justiça. Basta que nos queiram ouvir, porque não adianta proclamar que precisam de quem saiba o que é certo e depois não ouvirem aqueles que de facto estão no terreno e cujas soluções e sugestões não são ouvidas. Portanto, o que nós esperamos, e o governo já nos remeteu uma missiva dizendo que iria agendar brevemente uma reunião, mas que ainda não está agendada, é que aguardamos com muita expectativa, porque o nosso sindicato, sendo o mais representativo do setor, fará sempre parte das soluções. Nós temos soluções para cada um dos problemas.

Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, em declarações à Rádio Observador. Mudamos de tema. Um abalroamento na passagem de nível de Adarce, no Conselho de Vila Franca de Xira, em Alverca, provocou uma morte. Um homem de 83 anos morreu esta quinta-feira depois de uma colisão entre o automóvel ligeiro e um comboio intercidades. À Rádio Observador, o Comando Sub-regional da Grande Lisboa confirma que não há feridos e que todos os passageiros foram transportados para a estação de comboios de Alverca. Em declarações à Agência Lusa, uma fonte oficial do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP confirmou que as cancelas da passagem de nível estavam embaixo e que o homem tentou passar, mas foi atingido pelo comboio que circulava no sentido sul-norte. Entretanto, a circulação na linha do norte já foi restabelecida por volta das 22h20, depois da retirada do veículo abalroado. E morreu Lalo Schifrin, o compositor do tema da série "Missão Impossível." O argentino, vencedor de quatro Grammys e nomeado para seis Oscars, morreu esta quinta-feira aos 93 anos. Lalo Schifrin também foi pianista de jazz e maestro clássico e é o responsável por mais de 100 arranjos para cinema e televisão, alguns deles inesquecíveis, tal como este. A contribuição do compositor para a série televisiva "Missão Impossível" é o legado mais marcante de uma longa carreira. Conquistou Grammys de melhor tema instrumental e melhor banda sonora original. O percurso de Lalo Schifrin teve outros destaques. Escreveu também o espetáculo musical da final do Campeonato do Mundo de Futebol em Itália de 1990, em que os três tenores Plácido Domingo, Luciano Pavarotti e José Carreras cantaram juntos pela primeira vez. E é o ponto final neste jornal da 1:00 a.m. A informação está de regresso à 1h30.