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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. Uma da manhã, tempo de atualizar a informação e começamos pela atualidade internacional. Donald Trump vai receber na próxima semana o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, para fechar o cessar-fogo em Gaza. De acordo com a imprensa internacional, o encontro acontece já na próxima segunda-feira, dia 7 de julho. Uma visita marcada numa altura em que o presidente norte-americano tem intensificado a pressão sobre o governo israelita para negociar com o Hamas um cessar-fogo e também um acordo sobre a libertação de reféns. A porta-voz da Casa Branca, Caroline Leavitt, disse que Donald Trump e o Executivo estão em comunicação constante com a liderança israelita e que o fim do conflito em Gaza é uma prioridade para a administração norte-americana. A porta-voz diz ainda que Donald Trump quer salvar vidas. Embaixada dos Estados Unidos em Israel atenuou as restrições de viagem para oficiais do governo. O órgão anunciou esta segunda-feira, na rede social X, que ainda assim, qualquer viagem oficial dentro de áreas restritas vai necessitar da aprovação do gabinete de segurança da embaixada. E na Ucrânia, Zelenskyy diz que a Rússia está a preparar-se para novas operações em países europeus. O presidente ucraniano sublinha que o líder russo não está a mudar de planos, nem a procurar uma forma de acabar com a guerra. Numa publicação na rede social X, Zelenskyy afirma que os russos procuram oportunidades onde quer que as encontrem, e precisam de ver que haverá algo para os impedir em todo lado. Volodymyr Zelenskyy diz ainda que, de uma forma ou outra, todos terão de garantir a segurança na Europa com uma arquitetura de segurança forte e verdadeiramente eficaz. Passamos à atualidade nacional e falamos de eleições autárquicas. No mesmo dia em que Manuel Pizarro se comprometeu a construir cinco mil novas casas, Filipe Araújo traça também uma meta: duas mil novas habitações acessíveis para a cidade do Porto. Este valor, ainda assim, salvaguarda as 1400 casas já previstas durante o mandato de Rui Moreira. Filipe Araújo fez o anúncio durante a apresentação da campanha "Fazer à Porto", nos Jardins do Palácio de Cristal, compromete-se com uma meta que acredita ser realista e sublinha que não há soluções mágicas.

Precisamos de continuar a reabilitação e promover mais habitação acessível para a classe média e para os mais jovens. Não há soluções mágicas, como alguns andam a prometer. Não há soluções e a solução não pode ser apenas acometida ao setor público. Nós, sem amarras ideológicas ou diretrizes partidárias limitantes, propomos aumentar o parque público de renda acessível. Estamos a falar de 1400 novas casas que já estão preparadas para avançar, que os projetos já estão efetuados, e que acreditamos que poderá ser possível aumentar até às duas mil no médio prazo.

Para além da habitação, Filipe Araújo comprometeu-se com quatro outros pontos-chave: qualidade de vida, cultura, mobilidade e segurança. Neste último, o candidato independente pede um reforço dos polícias municipais, bem como mais guardas noturnos nas ruas do Porto.

Do governo, é imperativo que trate da formação de mais polícias de segurança pública, que possam posteriormente também integrar a nossa Polícia Municipal. Na minha visão, e partilhada com todos que tenho falado, o ideal é duplicar aquele que é o número de agentes que hoje temos na Polícia Municipal, que temos cerca de 200, para 400. Um polícia municipal, apesar de não ter competências na área de segurança, é um agente de autoridade e a sua presença não deixa de transmitir um sentimento de segurança às pessoas.

São declarações de Filipe Araújo, que pede que seja resolvido o problema de trânsito na VCI e tira culpas ao PS e PSD, que a seu ver, negligenciaram este problema. Emanuel Pizarro, o candidato socialista, promete a construção de cinco mil casas a preços acessíveis nos próximos quatro anos, se for eleito. Deixa críticas ao PS e ao PSD sobre a forma como tem gerido o tema do acesso à habitação e promete não declarar guerra ao alojamento local.

Mas eu não vou conduzir nenhuma guerra contra o alojamento local, porque o alojamento local também faz parte do ecossistema que permite a vida económica da cidade do Porto. E repito, é também o alojamento local que atrai turistas que vão ajudar a financiar a habitação a custos moderados.

Foi um erro do governo do Partido Socialista, de que fez parte, a forma como lidou com o alojamento local?

Sem nenhuma dúvida, não apenas o Partido Socialista, porque quem segue o Partido Socialista no governo está na mesma linha, que é a linha de olhar para o problema da habitação do lado do tema da procura. Só que o que há na habitação é um déficit marcado de oferta. E não serve para nada dizer que há muitos fogos devolutos em mau estado de conservação. Constatar esse facto não os coloca no mercado e não há nenhuma forma de os colocar no mercado de arrendamento num prazo curto.

Manuel Pizarro revela que a taxa turística e o IMT vão contribuir para o financiamento dessa medida, que vai implementar, diz, com ou sem o apoio do governo. Ainda no tema da habitação, na autarquia do Porto, o Livre quer criar 30% de habitação pública nos próximos 10 anos na cidade, uma posição defendida pelo candidato autárquico pelo partido. O tema da habitação continua a marcar a pré-campanha para as próximas eleições autárquicas no Porto. E depois das promessas de Manuel Pizarro e Filipe Araújo, agora é Helder Sousa, do Livre, que propõe mais habitação pública para os portuenses.

Uma das nossas prioridades é a prioridade óbvia, é a prioridade da cidade e do país, que é a habitação Na habitação, vamos propor 30% de habitação pública para os próximos 10 anos. É uma meta ambiciosa, mas temos que fazer esse esforço. Temos que ser capazes de fazer parcerias público-cooperativas, de construir mais, não só habitação social, mas também casas para toda a gente, para todas as famílias, para a classe média, casas acessíveis. Há também um problema da habitação de emergência, que vamos tentar enfrentar. No Porto, há mais de 600 pessoas em situação de sem-abrigo e queremos criar um programa que dê casa, apoio psicológico e apoio médico a estas pessoas.

O candidato do LIVRE à Câmara Municipal do Porto, Hélder Sousa, defende que o partido tem um projeto ambicioso, mas que chega a todas as partes da sociedade civil portuguesa. Falamos agora do caso que opõe os Anjos a Joana Marques. Ricardo Araújo Pereira considera que se a humorista for condenada, sofrem todos os que tiverem a mesma profissão e qualquer cidadão. Em entrevista à Sic Notícias, Ricardo Araújo Pereira, que testemunhou esta segunda-feira em tribunal, realça que sentir-se ofendido não pode servir para definir se as coisas podem ou não ser ditas. O humorista nota que está habituado a falar sobre os limites do humor, mas que o foco agora mudou.

As pessoas ofendem-se com várias coisas. Um silêncio pode ofender, uma rejeição pode ofender, uma crítica pode ofender. Às vezes, um facto, a verdade pode ofender. Isso não significa que a gente vá proibir silêncios, rejeições, factos, verdades. A pergunta a que estamos a responder, a dos limites do humor, eu estava habituado a respondermos a essa pergunta a propósito de Maomé, Jesus Cristo, coisas desse tipo, coisas de algum modo sagradas. Nós agora estamos a discuti-lo sobre a interpretação de dois cantores numa pista de motas.

Ricardo Araújo Pereira afirma ainda que tem visto exagero na reação ao humor, dando como exemplo a condenação de oito anos do humorista brasileiro Léo Lins. Está em fase de conclusão o incêndio que deflagrou na tarde desta segunda-feira em Aljustrel, há danos confirmados em explorações agrícolas. O alerta para as chamas foi dado pouco depois da 13h, começou com três frentes ativas. A situação chegou a ser grave, mas acalmou nas últimas horas com a descida das temperaturas. Algumas áreas agrícolas foram consumidas pelas chamas. Mais de 1000 hectares de terreno foram atingidos. A CNN Portugal diz que há também danos em viaturas e equipamentos. A situação ficou mais controlada no local. Ainda assim, estiveram 250 operacionais apoiados por cerca de 90 viaturas. À CNN, o comandante sub-regional do Baixo Alentejo sublinha a importância dos trabalhos noturnos para manter o incêndio vigiado.

O incêndio, o facto de estar dominado, não está extinto. E o facto de estar dominado, pelo varrimento que temos feito com a equipa de reconhecimento e avaliação de situação, com visão aérea e com uma visão específica, conseguimos verificar que em todos os setores há muitos pontos quentes, em que agora todas as equipas que estão nos diferentes setores têm que chegar ao local e ir consolidando, rescaldando e extinguindo aqueles pontos quentes, que é o que nos preocupa.

Carlos Pica revela ainda que sete pessoas ficaram feridas, mas explica o comandante que já estão bem e voltaram às funções. O combate às chamas chegou mesmo a ter o apoio de seis meios aéreos. O sul da Europa registou esta segunda-feira uma onda de calor persistente que atingiu uma extensão geográfica sem precedentes. Além da queda de granizo em alguns locais, em Portugal, o calor deste domingo levou à formação de um raro fenômeno de nuvens-rolo, que se acumulou em certos troços do litoral. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no interior, o termômetro terá mesmo atingido os 46,6 °C em Mora, no distrito de Évora, um valor próximo do máximo absoluto já registado no país a 1 de agosto de 2003. Devido à onda de calor, o IPMA colocou sete distritos do continente em aviso vermelho entre domingo e esta terça-feira. São os distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Castelo Branco e Portalegre. Os restantes ficam com aviso laranja e amarelo, variando nos dias. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, à 13h30, com a síntese.