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Uma hora. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite. Jornal da Uma na Rádio Observador. Vem aí mau tempo. Viseu, Aveiro e Coimbra vão estar sob aviso vermelho devido à chuva. Uma informação adiantada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O aviso é válido entre as 06:00 e o meio-dia desta sexta-feira. Também Bragança, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria e Braga vão estar sob aviso laranja esta sexta-feira, devido à precipitação persistente e por vezes forte. Os 10 distritos ficam no sábado sob aviso amarelo, devido à previsão de chuva. As condições meteorológicas adversas devem começar a fazer-se sentir a partir desta madrugada, como explica Carlos Pereira, adjunto de Operações Nacionais da Proteção Civil.
Poderá ocorrer entre as 03:00 e as 07:00 desta madrugada, que se poderá estender até sábado, cerca das 12h00. Mas aquilo que nós estamos à espera será na madrugada desta sexta-feira, que nos causa também alguma preocupação. Por quê? Porque há menos circulação, mas temos muitos bens que podem estar guardados em garagens ou em leitos de cheia. E chamamos em especial a atenção à população para que se possa prevenir.
A Proteção Civil emitiu esta quinta-feira um aviso à população para que tenha comportamentos preventivos, devido à previsão de chuva forte, vento e possibilidade de cheias ou inundações nos próximos dias. Carlos Pereira deixa algumas recomendações.
Poderão ocorrer inundações em zonas urbanas, cheias pelo transbordo do leito de alguns cursos d'água, rios ou ribeiras. Recomendamos a limpeza de sarjetas, sumidouros e valetas, a retirada dos equipamentos, viaturas ou outros bens de zonas historicamente inundáveis. Recomendamos também que sejam retirados das zonas confinantes de linhas d'água, normalmente inundáveis, animais, equipamentos agrícolas e industriais.
As recomendações de Carlos Pereira, adjunto de Operações Nacionais da Proteção Civil. As temperaturas mínimas vão registrar uma descida significativa. Prevêem-se valores na ordem dos 10 a 15 graus nas regiões Norte e Centro, descendo para valores inferiores a cinco graus em alguns locais do interior Norte e Centro, na noite de sábado para domingo. No desporto, quinta-feira marcada pelo debate entre Rui Costa e Noronha Lopes, com vista à segunda volta das eleições no Benfica. Os candidatos trocaram vários argumentos e acusações. Falou-se de redes sociais, Luís Filipe Vieira, Bernardo Silva, Mourinho, a falta de vitórias, mas não só. João Lourenço.
Ataques pessoais, polêmica sobre mensagens no dia da primeira volta, troca constante de treinadores, centralização de direitos televisivos e até claques organizadas. João Noronha Lopes e Rui Costa tiveram esta noite o primeiro debate rumo à segunda volta das eleições do Sport Lisboa e Benfica. Segundo os candidatos, a campanha tem sido suja e os ataques pessoais eram dispensáveis.
O que eu não consigo perceber que tenha existido alguém da sua campanha, um vice-presidente, que me fez ataques pessoais lamentáveis. Chegou a dizer: "Estou farto das burrices do João Noronha Lopes".
Rui Costa lamenta que a campanha tenha sido má nas redes sociais e acusa a candidatura de Noronha Lopes de descer baixo nas assembleias do clube.
Pois olha, então ontem o seu diretor de campanha me ofendeu de alto a baixo, uma vez mais. Já não bastou aquilo que me disse, chamar a minha mãe numa assembleia. O seu diretor de campanha.
Acusações à parte, Rui Costa recusa insucesso desportivo nos últimos quatro anos.
Contendo com isso? Não. Mas enquanto benfiquista, quando o Benfica não ganhar, que perca como perdeu o ano passado.
João Noronha Lopes acredita que o rodopio de treinadores não faz bem a nenhuma equipa.
Quando nós temos cinco treinadores em quatro anos, como é que podemos ganhar, Rui? Quando nós temos dois treinadores que começam a época com plantel que não foram escolhidos por ele, como é que nós podemos ganhar?
José Mourinho deve ter o futuro garantido no Benfica, pelo menos até o final do contrato.
Que a exigência de Mourinho, também para ele próprio, é conseguir obter o máximo de resultados possível no Benfica, e o máximo de resultados possível no Benfica são títulos.
Já Noronha Lopes mantém Mourinho, pois o Special One não escolheu o plantel.
É que um treinador que entra como o José Mourinho entrou quando o José Mourinho entrou, não é exigível que seja campeão. Obviamente que, quer eu, quer o Rui, vamos criar todas as condições para que ele o seja.
A centralização dos direitos televisivos também foi a debate. Rui Costa diz que votou no projeto de Pedro Proença e não na pessoa. Já Noronha Lopes acusa o atual líder encarnado de passar um cheque em branco ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
O jornalista João Lourenço, com o resumo do primeiro debate dos candidatos à segunda volta das eleições do Benfica. Os sócios encarnados voltam às urnas no próximo dia 8 de novembro. Na saúde, o PS considera que o Presidente da República tornou evidente que o governo falhou no setor. Em causa, as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que aponta o dedo às últimas gestões do SNS, que considera marcadas por decisões casuísticas. Numa referência implícita ao plano de emergência apresentado pela ministra da Saúde no ano passado, o chefe de Estado refere que nos últimos anos o SNS tem apresentado sobretudo medidas de curto prazo.
Sem definir isto com alguma clareza, é muito difícil ter um quadro de atuação política. A atuação política passa a ser casuística. Há um buraco aqui, há um ramal de afazera acolá, há aqui uma emergência. Começa a haver cada vez mais planos de urgência ou de emergência, imediatamente no início dos vários executivos.
Marcelo Rebelo de Sousa apela ainda a que seja feito um acordo político sobre o papel do SNS para que haja um quadro de médio prazo.
Para quem quer que esteja no poder em cada momento, leia-se o governo em cada momento em Portugal. Entende que lhe basta definir uma política para aquele governo e aquela maioria ou minoria mais ou menos qualificada, ou não. Ganhar-se-ia em fazer convergências mais amplas para tornar mais duradoura a decisão sobre questões fundamentais no domínio da saúde.
O presidente da República, que criticou ainda a indefinição de competências da direção executiva do SNS. Marcelo conclui que esta indefinição provoca alguma confusão sobre se as decisões são do governo ou da direção do Serviço Nacional de Saúde. Agora sim, a reação de José Luís Carneiro. O líder do PS considera que as palavras do presidente da República tornam mais evidente que o governo falhou na política de saúde. À saída de uma sessão de boas-vindas aos novos militantes do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, o secretário-geral socialista afirma que o chefe de Estado acabou por certificar as palavras da oposição. Carneiro conclui que o governo falhou e mostrou incapacidade de responder às necessidades da saúde.
O senhor presidente da República acabou por tornar mais evidente que o governo falhou na sua política de saúde. Ou seja, o governo prometeu soluções no prazo de 100 dias para resolver as questões da emergência médica, não foi capaz de as resolver.
O secretário-geral do PS acusa ainda o governo de fazer tábua rasa sobre uma reforma que estava em curso. Ao mesmo tempo que o presidente da República falava sobre o setor da saúde, o governo emitia um comunicado onde o Ministério da Saúde admite que o orçamento de Estado para o próximo ano é exigente. Ainda assim, garante que isso não corresponde a menos assistência aos utentes. Um comunicado emitido um dia depois de o jornal "Público" ter noticiado que a direção executiva do SNS deu instrução aos hospitais para cortarem na despesa no próximo ano, mesmo que isso implique abrandar o ritmo crescente de cirurgias, consultas e outros cuidados de saúde. Numa nota enviada às redações sobre a proposta de orçamento do Estado para a área da saúde, o ministério sublinha que em causa está apenas uma otimização dos recursos existentes. Falamos agora da corrida à Belém. Rui Moreira admite que não avançou porque podia dividir o espaço político à direita e, com isso, beneficiar nomes como André Ventura ou Henrique Gouveia e Melo. Na apresentação como mandatário de Marques Mendes, Rui Moreira revela que o fato de ter ponderado uma candidatura não foi problema para aceitar este convite, num assunto que, para Marques Mendes, não é uma questão. Miguel Vítor Dias.
Rui Moreira apresentou-se como mandatário de Marques Mendes, mas o candidato, em definitivo, não fugiu ao passado recente.
Ele que tinha condições, se o quisesse, para ser muito mais, até candidato presidencial.
Moreira chegou a ponderar uma candidatura presidencial, mas isso não foi problema na hora do convite.
A ideia de me candidatar à Presidência da República, diga-se, não gerou nenhuma acrimônia junto de Luís Marques Mendes.
E nesse processo de reflexão política, tirou também uma conclusão matemática.
Tornou-se evidente, quer para mim, quer para os que me apoiavam, que as nossas candidaturas eram redundantes. Por serem estribadas nos mesmos princípios, havia o risco de as duas candidaturas se canibalizarem e gerarem uma dispersão de votos. Sabemos bem quem beneficiaria com essa dispersão de votos.
Rui Moreira, que apoiando Marques Mendes, atirou sobretudo a Henrique Gouveia e Melo e André Ventura.
Um chefe de Estado que não caia na tentação de governamentalizar a presidência ou mesmo de reencarnar uma espécie de sidonismo fora de época.
Acrescentando que a presidência não é ponto de passagem.
De candidatos com uma visão messiânica da política e até de si próprios. De candidatos dispostos a usar a Presidência da República como trampolim para a governação do país.
Mas pelo meio, também um pedido de diferenciação face ao mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.
O presidente da República tem de ser popular sem ser populista, tem de ser afetivo sem perder a gravitas.
E quando ao lado de Gouveia e Melo está o antecessor Rui Rio, Moreira faz questão de vincar.
Não aceitei este desafio para ajustar contas ou animado por qualquer revanchismo. Pessoalmente, nada me move contra os outros candidatos.
Rui Moreira na apresentação enquanto mandatário nacional da candidatura de Marques Mendes, num discurso que encaixaria num candidato à presidência.
Miguel Vítor Dias, com as ideias centrais da intervenção de Rui Moreira na apresentação como mandatário de Luís Marques Mendes, numa sessão em que marcaram presença Leonor Beleza, Manuela Ferreira Leite ou Sebastião Bugalho. Na atualidade internacional, o Senado norte-americano revogou as tarifas alvandegárias de Donald Trump aos países aliados. De acordo com o jornal "The Hill", a proposta aprovada tem como objetivo eliminar as tarifas aplicadas às importações de países aliados, como o Japão, a Coreia do Sul e a União Europeia. O Senado dos Estados Unidos já tinha votado a redução das taxas para países como Brasil e Canadá. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese da Um e Meia. Até já.