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É uma hora. Boa noite, eu sou Teresa Freitas, é uma da manhã, hora de atualizar toda a informação. Luís Montenegro quer marcar eleições no PSD para maio e desafia Pedro Passos Coelho a ir a jogo. O primeiro-ministro e presidente do partido vai antecipar as eleições diretas no Conselho Nacional do PSD, que decorreu esta noite no Centro de Congressos de Lisboa. Luís Montenegro deixou o repto a quem tiver dúvidas sobre o caminho que está a ser seguido no partido para que se apresente a eleições. Miguel Vítor Dias.
Depois de uma semana intensa de recados do Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro desafia o antigo líder a ir a jogo.
Gosto de ser claro e direto. Se houver um caminho alternativo e diferente, que seja apresentado.
O primeiro-ministro e presidente do PSD vai antecipar as eleições diretas no partido para maio e desafia os que tiverem dúvidas a avançar numa jogada construída para condicionar Passos e retirar legitimidade ao antigo primeiro-ministro para criticar este governo. Numa intervenção carregada de recados, Luís Montenegro acha estranho que dentro do PSD existam dúvidas.
Nós podemos compreender que os nossos adversários tentem desvalorizar ou diminuir o impacto e até a profundidade daquilo que estamos a fazer. Será mais estranho, será mesmo um equívoco gigante, que sejamos nós a ter dúvidas sobre isto.
E afasta-se também da colagem a António Costa, feita por Passos Coelho.
Aqueles que no PSD se conformarem às narrativas dos partidos da oposição e às considerações daqueles que acham que este governo e este primeiro-ministro são uma segunda versão dos governos e do primeiro-ministro que os antecedeu, aqueles que tiverem dúvidas no PSD, de fato, não estão a compreender aquilo que nós estamos a fazer.
Luís Montenegro diz aceitar com humildade reparos ao caminho feito, que sejam contributos para melhorar, mas avisa que isso é diferente de ter dúvidas sobre o percurso do governo.
Podemos ter a intenção de ajudar ou incentivar a irmos ainda mais longe, mas não podemos ter dúvidas sobre o caminho que estamos a trilhar, porque se nós tivermos dúvidas, não vamos ser capazes de garantir a estabilidade.
O presidente do PSD a responder à semana intensa de Passos Coelho, desafiando o antigo líder a clarificar a estratégia para o futuro.
Miguel Vítor Dias com os destaques do Conselho Nacional do PSD em Lisboa, que acontece depois de uma semana em que Pedro Passos Coelho apareceu por diversas vezes no espaço público com recados à liderança do Luís Montenegro no governo. Durão Barroso admite que os Estados Unidos e Israel violaram o direito internacional ao atacar o Irão, mas alega que não foram os primeiros, uma ideia que remonta a 1979. É o que explica o antigo presidente da Comissão Europeia.
Obviamente que esta ação não respeitou o direito internacional, está fora do direito internacional.
Mas é aceitável ou não é aceitável?
Bom, isso é uma questão agora de valores. Se formos falar de internacional, quem começou por violar o direito internacional foi o Irão, quando já em 79, invadiu a embaixada americana, que pelo direito internacional é território norte-americano, e manteve aqueles reféns. O Irão viola sistematicamente o direito internacional.
Durão Barroso, na grande entrevista da RTP esta noite, mais cedo na Culturgest, em declarações aos jornalistas, Durão Barroso disse estar orgulhoso da posição assumida pelo governo português no que toca à agressão dos Estados Unidos, afirma que não há qualquer incumprimento no uso da Base das Lajes.
Perante este conflito, que nós não decidimos, não foi Portugal que decidiu fazer a guerra, Portugal não violou de maneira nenhuma o direito internacional, não há nenhuma norma do direito internacional que Portugal tenha violado, que eu saiba, nada.
Consegue garantir que Portugal não está envolvido na guerra, apesar dos aviões norte-americanos estarem nas Lajes?
Não, não há, mas os aviões norte-americanos podem estar nas Lajes. Não há nenhuma norma internacional, nenhuma, que proíba Portugal de deixar aterrar aviões ou levantar voo americano.
Durão Barroso, que considera ainda que a Europa não pode ficar numa posição neutra em relação à intervenção militar no Irão, que classifica como um Estado. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis diz que o desconto no ISP, anunciado pelo governo hoje, é insuficiente. Com o previsível aumento nos combustíveis, que surge como resultado do conflito no Médio Oriente, o primeiro-ministro disse hoje no debate quinzenal que o desconto vai ser aplicado de forma temporária caso a subida de preço ultrapasse os R$0,10 por litro. De acordo com as contas da vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, apenas vai ser sentida uma diferença de cerca de R$0,02 com a medida do governo. Mafalda Trigo apela a que o executivo vá mais longe.
É manifestamente insuficiente. O governo estar preocupado neste momento em falar sobre esse assunto já é positivo. De qualquer maneira, na AREQ sugeria para os membros do governo repensarem um apoio suplementar, tendo em conta que uma subida abrupta do preço do combustível vai levar a um aumento da taxa de inflação, o que é prejudicial para todos nós.
A vice-presidente da ANARE, que em declarações à Rádio Observador, Mafalda Trigue defende uma baixa generalizada dos impostos dos combustíveis em Portugal para que os preços sejam equiparados aos que são praticados em Espanha. Regressaram hoje mais de 120 portugueses que estavam no Dubai, falam numa sensação de alívio na chegada à capital. Dubai, que já foi atacado pelo Irão na sequência do conflito com os Estados Unidos e Israel. Ao todo, foram 122 cidadãos provenientes do primeiro voo daquela zona do Médio Oriente, que chegaram hoje a Lisboa. O jornalista João Lourenço acompanhou o momento da chegada.
Os passageiros mostram tranquilidade no reencontro com os familiares. Revelam que as defesas antiaéreas dos Emirados Árabes Unidos estão a ser eficazes, mas realçam o sentido de segurança enganador. Pedro Lourenço é um desses passageiros.
Há uma sensação, talvez errada, de alguma segurança. Mas a verdade é que as coisas aparecem no ar, há muitas antiaéreas a funcionar. Acho que o país está bem preparado, mas a verdade é que as coisas estão a acontecer.
Muitos portugueses já tinham o respectivo nome na lista do Estado português para voos de repatriamento. No entanto, vários passageiros conseguiram a passagem através da agência de viagens ou pela companhia aérea.
Os meus pais, no sábado passado, estavam no aeroporto para embarcar de volta para Lisboa, quando os voos foram cancelados e chegaram a fazer o check-in e tudo, estavam na porta do embarque e estiveram, entretanto, até hoje, à espera. Este foi o primeiro voo que vai para Lisboa e eles, felizmente, conseguiram, através da agência de viagens, garantir um lugar.
Os bunkers e abrigos de unidades hoteleiras foram utilizados nas últimas horas, como explica Pedro Barrassa.
Não podíamos sair do hotel. Nas primeiras noites tivemos que dormir num bunker do próprio hotel, mas acaba por ser interessante ver os drones e os mísseis passar e haver explosões no ar. O ponto principal é que a cúpula antiaérea de Dubai está a funcionar muito bem.
Ao todo, já há cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente. O secretário de Estado das Comunidades reforça que 63 destes pedidos são de Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte, por via terrestre.
João Lourenço, jornalista do Observador, que esteve a acompanhar o regresso dos cidadãos portugueses vindos do Dubai. O governo diz que estão a ser preparadas outras operações de repatriamento. As Forças de Defesa de Israel anunciaram o início de uma nova vaga de ataques aéreos contra a capital iraniana. Anúncio das IDF, que dizem que o objetivo é atingir a infraestrutura militar do regime de Teerão. As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e drones. As Forças de Defesa Israelitas emitiram também um alerta de evacuação para um edifício em Beirute, no Líbano, identificado como local do Hezbollah. A Al Jazeera está a relatar três grandes explosões na capital libanesa, visando os subúrbios do sul da cidade. Entretanto, a Arábia Saudita interceptou três mísseis. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que três mísseis de cruzeiro foram interceptados e destruídos nos arredores da cidade de Al Kharj, é o que avança a Al Jazeera. Nos Estados Unidos, o Senado rejeitou a resolução liderada pelos democratas sobre os poderes de guerra do país. Pedia que fosse o Congresso a aprovar uma ação militar contra o Irão. É o que avança a ABC. A votação processual, que determinava a retirada das Forças Armadas dos Estados Unidos das hostilidades dentro ou contra o Irão, que não foram autorizadas pelo Congresso, foi rejeitada por 47 votos a 53. Apenas um senador republicano votou a favor e só um senador democrata votou contra. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa pela 13h30.