Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
É uma hora. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. A ministra da Administração Interna justifica a decisão, neste caso, a demissão do cargo. Maria Luísa Amaral considera que os incêndios no verão e a tempestade que atingiu o país no início do ano passado lhe escaparam. Numa entrevista no podcast da Antena Um "Ponto de Interrogação", Maria Luísa Amaral reitera que já tinha advertido Luís Montenegro sobre as condições em que iria continuar no cargo. Vamos ouvir as explicações da antiga ministra da Administração Interna.
Que na altura em que sentisse que não dispunha de meios, e nestes casos os meios são a autoridade própria para poder conduzir a política do Ministério da Administração Interna, que me iria embora. E foi nessa altura que entendi que tal ocorria.
Maria Luísa Amaral a explicar que durante o tempo dos incêndios no verão e mais concretamente no mês de janeiro, onde o país foi assolado pelas tempestades, concretamente a região Centro, Maria Luísa Amaral afirma que não tinha meios para continuar no cargo no Ministério da Administração Interna.
Quando aconteceu o que aconteceu, quer no verão, quer depois no inverno, eu tive a noção de que não tinha meios, em toda a dimensão da palavra meios, os conhecimentos técnicos, o domínio do terreno, o conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requeria ao contingente, ao imprevisível, e por isso entendi que nessa dimensão não dispunha de meios.
Palavras da antiga ministra da Administração Interna, que saiu do cargo do ministério a 10 de fevereiro. Apresentou a demissão cerca de oito meses após ter assumido o cargo e numa altura em que se verificava uma onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristen, que assolou o país no final de janeiro. O presidente do Chega adia uma decisão sobre a reforma laboral e a prestação social única para depois do encontro com o primeiro-ministro. André Ventura diz que está para breve uma reunião final com Luís Montenegro sobre a proposta de revisão à Lei do Trabalho. Numa conferência de imprensa nesta tarde de segunda-feira, o presidente do Chega apontou algumas exigências para que o partido possa viabilizar a proposta da AD.
O fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo. No âmbito desta conversa, desta reunião, transmitirei, por isso, aquilo que entendo ser, caso o PSD decida manter a proposta tal como está ou o governo dê sinais de inflexibilidade.
André Ventura, que também sobre a prestação social única, volta a dizer que o partido só vai viabilizar a criação deste mecanismo se a AD fizer alterações. E o PSD acusa o Chega de irresponsabilidade política por apresentar propostas que colocam em causa a sustentabilidade da Segurança Social, com esta proposta de descida da idade da reforma ou o teto máximo para pensões. Carla Barros, assim é que é a deputada do PSD, diz que o partido de André Ventura não faz contas e que o plano do partido é insustentável financeiramente.
O Chega não pode vir propor uma descida da idade legal da reforma das pensões, quando não apresenta um plano prévio, digamos, ou um estudo prévio, que é isso que o governo está a fazer, para estudar a sustentabilidade do sistema e o financiamento do sistema. E é normal que uma proposta de descida da idade da reforma caia muito bem na opinião pública. E, portanto, são estes populismos do Chega que depois não se casam adequadamente com a realidade que vivemos.
As considerações de Carla Barros no explicador desta tarde na Rádio Observador. Opinião contrária tem Eduardo Teixeira, deputado do Chega, que diz que as contas estão feitas e que a proposta da idade de reforma nos 65 anos custa perto de € 2000 milhões.
Os portugueses que trabalharam 40 anos têm direito a optar entre continuar a trabalhar ou já trabalharam e fizeram descontos mais do que suficientes para o modelo que está implementado. Isso custa um vírgula pouco mil milhões. E vai-se apegar no desperdício da saúde de Portugal. Isso está contabilizado, está escrutinado. E o governo pouco faz ou nada faz para combater este desperdício de dois mil milhões na saúde, em área tão sensível.
O deputado Eduardo Teixeira, em mais um episódio do Explicador da Rádio Observador, acusa ainda o PSD de estar alinhado nesta matéria com o modelo atual imposto pelo Partido Socialista. E a presidente da Iniciativa Liberal diz que o governo está a pedir um cheque em branco na proposta da prestação social única. Mariana Leitão acusa o governo de não esclarecer aspectos essenciais da medida questionada sobre a eventual obrigatoriedade de trabalho social para ter acesso à prestação. A líder dos Liberais diz que não é possível ter uma posição sobre o assunto por falta de clarificação.
É difícil perceber exatamente qual é que é o objetivo concreto do governo. E, por isso, lá está, para lhe poder responder com total clareza, preciso eu própria ter isso bastante claro e só vamos conseguir provavelmente fazê-lo na sexta-feira, quando tivermos todas as informações por parte do governo, porque o governo também apresentou esta proposta, mas não entrou em grandes detalhes, nem tampouco foi ao Parlamento explicar o que quer que seja ainda. E por isso, nessa altura, com essas informações mais detalhadas, será possível dar-lhe uma resposta mais concreta.
A presidente da Iniciativa Liberal, à margem de uma visita à Feira da Agricultura em Santarém, acrescenta ainda que este processo está a ser conduzido com pressa excessiva. O julgamento do processo Tente Estado Perfeito, relacionado com suspeitas de corrupção em obras na defesa, começa já esta terça-feira. Entre os 73 arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional, como o antigo diretor-geral, Alberto Coelho, o ex-diretor financeiro, Paulo Morais Branco, e o antigo diretor dos Serviços de Infraestruturas, Francisco Marques. Segundo a acusação do Ministério Público, em causa estão procedimentos de contratação pública de serviços e empreitadas em que a Direção-Geral dos Recursos de Defesa surge como adjudicante e que terão sido decididos em benefício de determinadas empresas a troco de contrapartidas financeiras e patrimoniais. Nos Estados Unidos, Donald Trump deixa um novo aviso a Netanyahu: vai perder o apoio dos Estados Unidos caso continue a lançar ataques contra o Irão. Citado pela agência de notícias Axios, o presidente norte-americano revela que recebeu chamadas de cinco países da região a pedir que convencesse o primeiro-ministro israelita a parar. Terá sido nesta chamada telefónica que Donald Trump avisou Netanyahu para terminar com os ataques. Caso contrário, poderá vir perder o apoio dos norte-americanos e assim ficar por conta própria na guerra contra o Irão. Com nova subida de tensão no Médio Oriente, sobe também o preço do petróleo. O preço do barril de Brent para agosto subiu hoje, segunda-feira, 1,25% para $94. A sessão foi marcada com o crude do Mar Negro a chegar perto dos $98 ao início do dia, antes de recuar após alguns sinais de um possível cessar-fogo entre o Irão e Israel. Vamos ao desporto. O presidente da República pede à seleção portuguesa o título de campeão do mundo. Numa cerimónia na Cidade do Futebol, em Oeiras, António José Seguro garantiu que a equipa portuguesa vai ter o apoio de todo o país no próximo mundial e, por isso, deixa um pedido aos comandados de Roberto Martinez.
O que eu vos peço? Eu peço-vos que a equipa saiba encontrar o talento e a inteligência, que seja mais do que o somatório da inteligência, da qualidade e do talento que individualmente cada um de vós tem. O país acredita em vós. Façam-nos sonhar. Tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vós. E eu acredito, com o vosso entusiasmo, com a vossa força, com a vossa fibra, com o vosso talento e com o vosso trabalho, que isso é possível.
Já o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, avisa que é com sentido de missão e responsabilidade que a equipa das Quinas vai rumar aos Estados Unidos para participar no Mundial.
Tal como no exercício das mais altas funções de Estado, também no futebol se exige rigor, compromisso e sentido de missão. A cada atleta aqui presente, recordo que representam Portugal perante o mundo. Mas hoje, senhor presidente, esse compromisso ganha ainda maior significado com a sua presença. Cada um de nós, cada um destes atletas leva para o relvado o orgulho de ser português e a consciência de que carregam consigo a confiança de um país inteiro.
No final desta cerimónia, o presidente da República entregou ao capitão da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, uma bandeira simbólica que a equipa vai levar e terá de trazer de volta para Portugal em caso de triunfo na competição da FIFA. Tudo dito neste noticiário da 1 da manhã. O meu nome é João Lourenço. Regresso dentro de 20 minutos para a cinta informativa.