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Agora, efetivamente, é meia-noite em ponto. Jornal da Meia-Noite com a Diana Rosa. Diana, a começar com o debate, e foi intenso, entre João Noronha Lopes e Rui Costa na preparação da segunda volta das eleições do Benfica.

Modalidades, associativismo, infraestruturas e direitos televisivos foram alguns dos temas discutidos num debate de mais de duas horas. A discussão aqueceu quando o assunto foram as contas do clube. Noronha Lopes acusa Rui Costa de viver numa realidade paralela.

Rui Costa vive numa realidade paralela também na questão das contas. E a questão das contas, o problema começa também com o facto de Rui Costa não conseguir reter pessoas a trabalhar no departamento financeiro do Benfica. Rui Costa teve quatro pessoas a tratar das finanças desde que foi presidente. Miguel Soares de Oliveira, Luís Mendes, que era seu amigo e que saiu, Jaime Antunes, que ficou com esse pelouro, e agora Nuno Caterino, quatro pessoas. E, portanto, quando temos quatro pessoas, quando se muda de diretores financeiros ou de responsáveis financeiros, como se muda de caminho, como se muda de treinador, obviamente que os resultados não aparecem.

São as críticas de Noronha Lopes a Rui Costa. Já o atual presidente do Benfica rejeita que o clube esteja numa má situação financeira.

Quando ouve Noronha Lopes, o Benfica está bem.

Não está a dizer a verdade.

Só que não está e continua a ser o clube português com melhores condições financeiras, incomparavelmente com todos os outros. E, portanto, o Benfica fez os investimentos que tinha a fazer. E os números são os números. Aqui não há retórica, eu nunca tive problemas nenhuns a assumir as minhas responsabilidades naquilo que são erros ou naquilo que são medidas que não foram corretas ou que não foram as melhores para o Benfica, mas aqui não há erros. Há uma subida, sim, da dívida líquida, dos tais 95 milhões de euros, mas há uma redução naquilo que é a dívida total do clube. E os números são números, não enganam.

Rui Costa e João Noronha Lopes no último debate da BTV antes das eleições do Benfica, no próximo sábado. As mesas de voto abrem às oito da manhã e fecham às 10 da noite. Entretanto, o Benfica promete 30 minutos de tempo máximo de espera para as urnas. E atenção que na primeira volta houve quem esperasse cerca de uma hora e meia para votar. Garante ainda o clube a informação permanente sobre os locais de voto, de forma mais célere do que na primeira volta. Numa mensagem enviada aos sócios dos encarnados, o Benfica volta ainda a apelar à chegada a um novo recorde mundial de votantes.

Ainda no desporto futebol, até porque houve uma noite europeia, a Liga Europa decorreu sem vitórias das equipas portuguesas, a começar no Porto. Porto foi até aos Países Baixos, empata a uma bola com o Utrecht.

Os holandeses marcaram primeiro, mas foi igualado este resultado na segunda parte. Os Dragões ficam com sete pontos. Na Liga Europa ainda faltam quatro jogos. No final da partida, o treinador do Porto disse que o empate deixa um gosto amargo.

No primeiro tempo, acho que tivemos três ou quatro chances claras de marcar gols. O jogo estava totalmente sob o nosso controle. Já os minutos finais foram um pouco caóticos demais. Não tivemos paciência para atacar da maneira correta. Então sim, o gosto amargo é definitivamente o comentário certo sobre este jogo.

Francesco Farioli em declarações à Sport TV. Também o Sporting Clube Braga entrou em campo para a Liga Europa. Quarta jornada, perdeu por 4x3 contra o Genk da Bélgica, na Pedreira.

Vamos agora à política. António José Seguro assegura que é um homem de esquerda depois de ter dito que não se quer ter metido numa gaveta.

Esquerda, mas moderada e moderna. Numa entrevista ao jornal Público, o antigo secretário-geral do PS tinha se recusado a assumir um posicionamento político no âmbito das eleições presidenciais. Hoje, à RTP, António José Seguro diz que esse foi um momento infeliz.

Em relação a essa entrevista, nem sempre nós estamos nos nossos melhores momentos. E às vezes há infelicidade nas respostas. E, portanto, eu pertenço àquela esquerda moderada, àquela esquerda moderna, que se afirma com soluções concretas para os problemas das pessoas. Mas mais importante, de onde eu venho, é para onde quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses.

O candidato à presidência, que conta com o apoio do PS, diz que não guarda mágoas de membros do partido que escolheram apoiar outros candidatos, como é o caso, por exemplo, de Manuel Pizarro, que decidiu manifestar apoio oficial a Henrique Gouveia e Melo.

Já Luís Marques Mendes recusa fazer um debate com André Ventura exclusivamente para discutir o tema da saúde.

É a resposta ao candidato do Chega à presidência, que queria sentar-se à mesa, para além de Marques Mendes, também com António José Seguro e Gouveia e Melo. O candidato apoiado pelo PSD diz que não vale a pena estar a debater temas que devem ser resolvidos em sede própria.

Nós vamos ter dezenas de debates, portanto, não vale a pena acrescentar mais debates. Neste momento, temos é que resolver as questões. Não contam comigo para politiquice. Eu acho que neste momento temos um problema sério. Nós temos um problema de um ambiente crispado com os tarefeiros no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Isso pode criar um problema muito mais sério ainda, a acrescentar aos problemas que já existem no Serviço Nacional de Saúde. Não devemos desviar as atenções disto para a politiquice. E por isso, renovo o apelo, sim, a que o governo aceite negociar e que os tarefeiros aceitem sentar-se à mesa das negociações.

É o desejo de Luís Marques Mendes, que espera que governo e médicos tarefeiros cheguem a um consenso e que não seja levada por diante esta ameaça de greve.

É um tema de que vamos falar dentro de instantes. Dizer apenas que Henrique Gouveia e Melo também recusou o desafio de André Ventura.

O almirante recusa qualquer tipo de aproveitamento político da situação grave que o Serviço Nacional de Saúde enfrenta, dizendo ainda criticar André Ventura, que não quer cavalgar um problema.

Agora sim, falemos de médicos tarefeiros que consideram que a situação atual da carreira destes profissionais está envolta num pânico infundado.

Querem, por isso, reunir com a ministra da Saúde. Só que Ana Paula Martins diz que não, não negoceia com movimentos, negoceia com associações profissionais. O movimento criticou que o jornal Público tenha divulgado uma ata em que se apontava para uma paralisação das urgências de pelo menos três dias. Agora volta atrás, diz que quer falar com a tutela. A greve passa a ser uma solução hipotética, é o que indica a direção dos médicos prestadores de serviços portugueses. A FNAM e a Ordem dos Médicos são de acordo com este encontro. O Sindicato Independente dos Médicos diz que é abrir um mau precedente esta negociação direta entre os profissionais de saúde e a ministra Ana Paula Martins.

Agora, meia-noite e seis. Para fechar, Diana, falta ainda atualizar toda a informação de atualidade.

António Costa garante que a União Europeia vai fazer tudo o que tiver ao alcance para limitar o aquecimento global a um grau e meio acima dos níveis pré-industriais. Declaração na cimeira de líderes que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, a COP 30. Ainda assim, o presidente do Conselho Europeu deixa um aviso: a janela de oportunidade para agir e evitar impactos irreversíveis sobre a humanidade e a natureza está a fechar-se rapidamente. A União Europeia, perante esta ameaça real, sustenta o compromisso inabalável com o Acordo de Paris. Nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal deu luz verde à política da administração do Donald Trump e restringiu os passaportes para pessoas transgênero e não binárias. É uma notícia avançada pela Associated Press. As pessoas ficam impossibilitadas de escolher os marcadores de sexo no passaporte que correspondam à identidade de gênero com a qual se identificam. Em comunicado, o tribunal nega que a política seja discriminatória. O Conselho de Segurança da ONU levantou as sanções contra o presidente da Síria, Ahmed al-Shara. A resolução foi proposta pelos Estados Unidos. Foram também suspensas as sanções contra o ministro do Interior da Síria e recebeu 14 votos a favor, enquanto a China absteve-se. Na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria já agradeceu aos Estados Unidos por este apoio. Os líderes dos dois países vão encontrar-se na segunda-feira na Casa Branca, nos Estados Unidos. Nuno, a fechar, gostas de animais?

Bastante.

Então aproveito para te contar que o primeiro grande santuário de elefantes vai chegar ao Alentejo.

Ao Alentejo? Então diz-me o conceito que tudo isso tem.

Trata-se de um projeto que tem como finalidade cuidar de elefantes que estavam em zoológicos ou em circos. Não é para resgatar os animais, é para dar uma alternativa aos donos que já não podem cuidar deles, que, lembro, são animais selvagens. Esta estrutura vai ser acolhida em Vila Viçosa e no Alandroal, no distrito de Évora. Portugal foi escolhido por causa das condições climatéricas. A Pangeia, organização sem fins lucrativos, explica que o local já está em construção. Os animais chegam nos primeiros meses do próximo ano, esperam-se entre 20 a 30 elefantes.

Diz-me uma coisa, e dá para visitar?

Não, não dá para visitar. Não sei qual era o teu plano, mas não vai estar aberto ao público, pelo menos com regularidade. É possível a existência de open days, dias em que é possível visitar, dias escolhidos ali a dedo, mas apenas para pessoas previamente selecionadas e acreditadas.

Mas é uma ótima notícia.

Achas?

Acho, antes assim do que tê-los num circo.

Sim, é verdade.

É nesta perspectiva.

Cuidar deles de outra forma.

Sim, pelo menos ao ar livre, mais livres.

Sim.

É uma boa notícia.

Deviam ser enviados para os locais de origem, mas pronto. Já é menos mau.

É menos mau. Olha, então até amanhã.

Estamos cá amanhã.

Até amanhã.

Até amanhã. Bom descanso.

Exatamente. Bom descanso para nós, porque à meia-noite e meia voltamos a ter notícias.