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Boa noite, vamos às notícias. Jornal da meia-noite com a Diana Rosa, na Rádio Observador e começamos com uma garantia de Donald Trump no âmbito do caso Epstein. O presidente dos Estados Unidos afirma que não é nem violador nem pedófilo.

Foi numa entrevista à CBS News, divulgada na íntegra esta noite, Trump foi confrontado com o manifesto do atirador Cole Thomas Hall, que o tentou alvejar no jantar dos correspondentes da Casa Branca e que o acusava de ser pedófilo e violador. Trump critica os jornalistas e recusa acusações.

Eu estava à espera que lessem isto, porque eu sabia que o fariam, porque vocês são pessoas terríveis, pessoas realmente terríveis. Sim, ele escreveu isto mesmo. Eu não sou um criminoso, não assaltei ninguém. Eu não sou pedófilo, lamento, lamento imenso. Eu não sou esse tipo de pessoa. Vocês dão ouvidos a essas falsidades de gente perturbada. Fui associado a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente ilibado, completamente exonerado. Os vossos amigos do outro lado da barricada, esses sim, são os que estavam envolvidos com, digamos, o Epstein ou outras coisas do gênero.

Nesta entrevista à CBS, Donald Trump voltou também a reafirmar que o suspeito de ataque é uma pessoa perturbada psicologicamente.

E hoje foi o segundo dia de visita oficial de Carlos III aos Estados Unidos. O rei discursou no Congresso Norte-americano, reiterou a relação de longa data entre Washington e Londres e pediu que a administração norte-americana continue a apoiar a Ucrânia.

Foram dois temas essenciais em que Carlos III se focou nesta intervenção. Numa altura de tensão entre Estados Unidos e Reino Unido, o rei tentou suavizar a relação entre os dois países, que sempre encontraram uma forma de se entender. É o que defende o monarca.

Como o presidente Trump observou durante a visita de Estado que fez à Inglaterra no último inverno, a bondade de amizade e identidade entre a América e o Reino Unido é impagável e eterna, é insubstituível e inquebrável.

Neste discurso, Carlos III não esqueceu a Ucrânia.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas foi unido em frente ao terror. Nós respondemos sempre à chamada juntos, como os nossos povos têm feito por mais de um século, lado a lado, através de duas guerras mundiais, a Guerra Fria, o Afeganistão e momentos que definiram a nossa segurança compartilhada. Hoje, senhor presidente, essa mesma resolução é necessária para a defesa da Ucrânia e dos seus povos mais corajosos.

O apelo do rei de Inglaterra a recordar aqui a postura corajosa do povo ucraniano.

E os Estados Unidos voltaram a pedir a Portugal para usarem a base das Lajes.

Pedem luz verde para a passagem dos quatro drones MQ9 Reaper pela base dos Açores. Não é a primeira vez que passam por Portugal estes equipamentos norte-americanos. Na sequência do conflito no Irão, aconteceu o mesmo no dia dois deste mês. É um equipamento que pode ser acionado à distância, tem 11 metros de comprimento, e é conhecido como um drone assassino. De acordo com a informação avançada pela SIC Notícias, o pedido de autorização estende-se até junho e está a ser analisado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pela Autoridade Aeronáutica Nacional.

Na atualidade nacional, Duarte Cordeiro respondeu a Pedro Nuno Santos, diz que o ex-secretário-geral do PS falhou o alvo da crítica.

Em causa, as declarações de Pedro Nuno Santos na semana passada, quando atacou o que diz serem os taticistas do PS. Uma crítica que foi atribuída ao ex-amigo e colega de partido, Duarte Cordeiro. Esta noite, o antigo ministro do Ambiente reagiu.

O que Pedro Nuno Santos decidiu destacar na sua declaração de regresso ao Parlamento diz muito pouco aos portugueses, aos seus problemas. Acho que estamos a viver uma fase em que os políticos devem concentrar as suas atenções realmente onde residem os problemas do país, especialmente no momento em que estamos a viver. Eu não sei a quem é que Pedro Nuno Santos se dirigia. Aliás, há ali várias versões. Se por acaso se dirigia a mim, eu penso que falha o alvo.

É a resposta de Duarte Cordeiro no espaço de comentário no canal "Now". O socialista diz que a polêmica não tem qualquer interesse e que era uma situação dispensável.

Luís Montenegro estabelece o prazo de nove anos para cumprir o plano para responder aos danos das tempestades. O governo vai alocar mais de 22 mil milhões de euros.

O plano vai ser coordenado pelo ministro da Economia e da Coesão, Manuel Castro Almeida, juntamente com uma equipa especializada. Entre as principais medidas, destaca-se a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, assim como a intenção de se avançar com seguros obrigatórios nas habitações.

Mas Luís Montenegro, Diana, diz que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos, a toda hora.

Explica, por isso, que para quem não conseguir pagar um seguro, vai ser criado um mecanismo de solidariedade.

O que o Estado tem de fazer é ter um modelo legal que seja justo e que seja sustentado. E é isso que nós pretendemos com a criação deste fundo e com estas duas grandes linhas orientadoras, que repito, são a obrigatoriedade do seguro para a habitação, com coberturas suficientes e claras face a calamidades e, ao mesmo tempo, um mecanismo público de apoio às pessoas que têm maior dificuldade económica para acederem integralmente ao objeto dessa obrigatoriedade.

Está ainda previsto o reforço das redes elétricas e de abastecimento de água, assim como do armazenamento de energia. E às juntas de freguesia, o governo promete entregar sistemas de comunicação, como a Starlink, ou telefones satélite para funcionarem em caso de catástrofe.

E a oposição considera que o governo limitou-se a protagonizar mais um número de propaganda.

É uma crítica transversal da esquerda à direita. No que toca a este plano, a oposição acusa o governo de não ter novidades face ao que foi anunciado nos últimos meses. Miguel Viterbo Dias.

Todos são unânimes em acusar o governo de propaganda.

Um plano que era pra calendarizar o plano de fevereiro, que continua sem nenhuma calendarização, ninguém pode levar a sério. E, portanto, se era pra isto, não valia a pena mantermos todos à espera, porque ele significa mais dívidas pras empresas, mais dívidas pras pessoas e recupera a lógica do ministro da Coesão, que é: perderam a casa, perderam as coisas, façam o seguro.

André Ventura, do Chega, diz que não há novidades. Já o PS, por Eurico Brilhante Dias, critica o falhanço na execução.

É uma nova operação de marketing, empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas, quando o problema central deste governo continua a ser executar. Todos nos lembramos, tivemos um plano de emergência e de transformação na saúde. Na educação, o senhor Ministro da Educação apresentou um plano para reduzir o número de alunos sem aulas.

Para os liberais, a agenda que quer modernizar o país é apenas cumprir o básico.

O que o governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado devia garantir. A gestão das florestas, a proteção civil, o SIRESP, a gestão dos bombeiros.

Mariana Leitão, com o Livre, a pedir que se vá mais longe na questão dos seguros.

Vão sobrecarregar as pessoas que podem não ter muita disponibilidade financeira para os pagar. Então entendemos que é necessário que haja um fundo estatal que possa apoiar essas pessoas de uma forma mutual.

Patrícia Gonçalves, do Livre. Já o PCP, por Alfredo Maia, acusa o governo de fraude política.

No fundamental, o que o primeiro-ministro veio fazer foi reapresentar, agora de forma arrumada, um conjunto de medidas que têm sido apresentadas ao longo dos tempos.

A reação dos partidos depois da apresentação da versão final do PTRR.

Miguel Viterbo Dias com o essencial da reação dos partidos. Também o Bloco de Esquerda acusa o governo de querer resolver os problemas apenas com propaganda.

E a fechar este jornal da meia-noite, Diana, vamos a outros temas em destaque.

Um ataque israelita contra uma patrulha do exército libanês no sul do país resultou em cinco mortos, entre os quais três paramédicos e dois soldados feridos. O balanço é avançado pelo Ministério da Saúde do Líbano, citado pela Agência France-Presse. A ofensiva atingiu uma patrulha que escoltava equipes médicas e maquinaria de resgate durante uma operação de socorro no local de um bombardeamento anterior. É o que diz o exército libanês e a Defesa Civil. O segundo ataque, ocorrido nas proximidades da cidade costeira de Tiro, deixou vários socorristas soterrados sob os escombros. O presidente de Israel convocou hoje Benjamin Netanyahu e os procuradores para intermediar um acordo para pôr fim ao caso de corrupção em curso contra o primeiro-ministro israelita. O gabinete do presidente Isaac Herzog emitiu um convite dias depois de anunciar que não iria decidir sobre o pedido de perdão de Netanyahu e, em vez disso, instaria as partes a chegarem a um acordo. O documento diz que o objetivo é que as discussões decorram de coração aberto e sincera boa intenção, estou a citar. Isaac Herzog pede uma resposta até domingo.

Está feito o jornal da meia-noite, com edição da Diana Rosa. Até amanhã, Diana.

Até amanhã. Bom descanso.