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Estádio da Luz.
Vamos a isso.
Jornal da Meia-Noite, edição da Diana Rosa e começamos com Durão Barroso. O antigo presidente da Comissão Europeia afasta uma solução a curto prazo para a guerra no Irão.
Numa entrevista esta noite ao "Now", Durão Barroso considera também que a situação no Estreito de Ormuz não vai voltar a ser o que era antes do conflito.
A meu ver, é irrealista pensar que agora, como alguns dizem, mesmo que se consiga restabelecer o trânsito no Estreito de Ormuz, vai tudo voltar ao que era. Não é verdade, porque a desconfiança está lá, porque os custos, sobretudo os custos em termos de transporte, estão lá, porque do ponto de vista dos mercados, os mercados financeiros não vão voltar a olhar para a situação do mesmo modo. Aqueles países, a Arábia Saudita, os Emirados, Omã, os outros países todos da região, Bahrein, Kuwait, etc, vão passar a olhar a situação de outra forma. Portanto, mais uma vez, dá-se a situação que eu já aqui há pouco referi, que na melhor das hipóteses, há uma situação de nem guerra, nem paz, na melhor das hipóteses, mas de conflito latente.
Durão Barroso esta noite no "Now", o antigo presidente da Comissão Europeia diz que está pessimista em relação ao conflito no Irão. Pedro Passos Coelho protagonizou mais um momento de críticas ao governo, que acusa de querer colar-se ao populismo.
O antigo primeiro-ministro afirma que políticos postiços são como prostitutos, sem caráter.
Não sendo verdadeiramente um populista, é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro achegue. Normalmente, a história mostra que a coisa não funciona, porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto sem caráter.
Mais uma farpa deixada por Passos Coelho perante uma assistência onde estava André Ventura. Aliás, os dois entraram na sala lado a lado.
Nesta altura, já o líder do CHEGA e o antigo primeiro-ministro tinham estado a conversar sobre o ritmo que deveria ter a atual governação.
Sem surpresa, os dois concordaram.
Era bom, por isso eu disse há pouco, que as coisas ganhassem um pouco mais de ritmo.
Pois, sim.
Porque a expectativa é essa que as pessoas têm quando fazem escolhas.
E as pessoas esperam que esta maioria também, que é uma esmagadora maioria no Parlamento, também faça essas mudanças.
Pois. Eu julgo que sim, pelo menos estão prometidas.
A troca de impressões sobre o papel do governo entre Passos Coelho e André Ventura. O líder do CHEGA vai ser recebido esta quarta-feira pelo Presidente da República, em causa a polêmica em torno da liderança do SIRESP.
Com a nomeação de Viegas Nunes, André Ventura quer que o chefe de Estado seja chamado a intervir junto do governo por causa de um processo que considera preocupante.
Espero poder transmitir ao Presidente da República a preocupação que há sobre as suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP. Acho que as denúncias que ontem eu próprio tive a oportunidade de divulgar, da adjunta do Ministério da Administração Interna sobre o relatório do SIRESP são graves, merecem a atenção quer de um antigo primeiro-ministro, quer do Presidente da República, quer dos líderes da oposição. Eu acho que há momentos na vida em que nós, políticos, jornalistas e todos, temos que dizer sim ao escrutínio e não ao medo. E este é um desses momentos. O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP, tentou condicionar o que vinha no relatório do SIRESP.
O encontro entre André Ventura e António Jorge Seguro está marcado para às 11h00. E o ministro da Educação confirma que vai ser limitado o apoio extra aos alunos mais pobres nas universidades. Fernando Alexandre recusa estar a recuar, afirma que é um ajuste.
Só vai ser atribuído esse apoio no primeiro ano da licenciatura. O ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres, beneficiários do escalão A do abono de família, que chegassem ao ensino superior, teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de 1045 € por ano ao longo de todo o curso. Mas agora dá um passo atrás nessa intenção e explica.
O não ser atribuído a partir do segundo ano tem a ver com o facto de nós estimarmos que cerca de 25% a 26% dos alunos, com este modelo, vão receber a bolsa máxima. E como vamos ter mais de 25% dos alunos a receber a bolsa máxima, eu diria que eles estão todos na mesma condição a partir do segundo ano. Não estão no primeiro, porque apesar de estarem todos elegíveis para a bolsa máxima, uns têm ações sociais que o escalão e há outros que não têm, e privilegiamos esses, porque sabemos que esses têm mais dificuldades para o acesso, mas a partir do momento em que eles estão lá dentro, eles vão receber todos o mesmo incentivo, que é uma bolsa máxima, que para a licenciatura são cerca de 7800 €, o que quer dizer que para além da propina, são cerca de 720 € por mês.
As explicações de Fernando Alexandre, que admite que a medida pode ser reavaliada no próximo ano, as novas regras vão ser apresentadas na quinta-feira.
E Diana, terminou o primeiro concerto de Bad Bunny em Lisboa.
Depois de horas de filas, flipa à porta do Estádio da Luz, os fãs portugueses puderam finalmente ver Benito ao vivo, neste que foi o primeiro dia de espetáculo do porto-riquenho na capital. A acompanhar o concerto esteve a jornalista do Observador, Joana Moreira, agora em direto. Boa noite, Joana. Pergunto-te qual o resumo desta atuação e se Bad Bunny trouxe surpresas.
Olá, Diana. Trouxe surpresas. Eu me encontro aqui junto ao estádio, numa espécie de cordão humano que tenta sair aqui do Estádio da Luz. Aliás, ao meu lado tenho a Marta. Marta, o que achaste do concerto?
O concerto foi absolutamente incrível, vale muito a pena e as pessoas amanhã vão amar.
É assim um pequeno resumo de uma fã para a Rádio Observador. O concerto teve cerca de duas horas e meia. Entre as surpresas nesta primeira data de Lisboa, teve uma canção fora do álbum "Neby A Tirar Más Fotos". A canção era Estamos Bien, de 2018. Foi a canção exclusiva desta primeira data e que não se deverá repetir amanhã. Também houve um momento musical em que um dos guitarristas tocou Lisboa Menina e Moça, e esse foi também o momento que deixou bastante feliz o público português. Vale lembrar que hoje é apenas o primeiro dia dos dois espetáculos que o Bad Bunny trará a Portugal. O próximo acontece amanhã, também aqui no Estádio da Luz, um estádio quase lotado.
Obrigada, Joana Moreira, jornalista do Observador. Amanhã há mais, mais um concerto de Bad Bunny, como dizia a Joana, no Estádio da Luz, está marcado, tal como hoje, para às 20h.
Diana, antes de fecharmos este jornal da meia-noite, vamos a outras notícias em destaque.
Fica em prisão preventiva o homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor, que se entregou hoje às autoridades. O arguido foi conduzido para o estabelecimento prisional de Elvas, onde vai aguardar o desenrolar do processo. À CMTV, os advogados ponderam eventual recurso desta medida de coação, que é a mais gravosa. A guerra com o Irão provocou desentendimentos entre Donald Trump e Elon Musk. Os Estados Unidos e a SpaceX fecharam um acordo relacionado com drones depois do início da guerra, mas a empresa de Elon Musk considera agora que está a receber cinco vezes menos do que o previsto, avança a agência Reuters. Em causa, os drones Lucas, aparelhos de ataque não tripulados de baixo custo utilizados pelos militares norte-americanos. Para funcionarem corretamente, os drones necessitam de uma ligação constante à internet. De acordo com a Reuters, a empresa defende que o Pentágono está a pagar cerca de $5000 por terminal, apesar de estar a utilizar um serviço mais avançado, em que o valor pode chegar aos $25000 por ligação. Isto está a causar mais uma situação de desentendimento entre Donald Trump e Elon Musk.
E é assim que fechamos este jornal da meia-noite com a Diana Rosa. Diana, até amanhã.
Até amanhã. Bom descanso.