Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Aguarde. Jornal da Meia-Noite, na Rádio Observador, uma edição do jornalista José Rafael Lopes. José, o líder do PS, José Luís Carneiro, diz que é Luís Montenegro quem tem de tomar uma decisão sobre se o presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana se deve demitir.

O secretário-geral do PS fala em declarações infelizes de Benjamim Pereira. O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana disse que não sabia se a sociedade atual estava disponível para o nível de sacrifício da anterior e recordou que os próprios avós e o pai emigraram para ter uma casa em Gaia. José Luís Carneiro apontou as palavras que foram ditas, mas não pediu a demissão de Benjamim Pereira, passando essa bola a Luís Montenegro. O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, entretanto, já se veio retratar. Admitiu que as expressões que utilizou não foram as melhores e que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na compra de casa. Sublinha também que não sugeriu a emigração para os jovens.

E em Chelas, José, já terminou a acampada. Cerca de 300 pessoas estiveram num ato simbólico de solidariedade para com uma mulher que foi despejada de uma habitação camarária.

O protesto no Rossio migrou para Chelas devido a este caso, para essa manifestação de apoio a uma viúva que está a ser despejada com os dois filhos. Foi feita também uma assembleia popular, já perto do final desta manifestação improvisada, onde os manifestantes votaram a favor de amanhã erguerem tendas e pernoitarem no Rossio. Devem ser montadas essas tendas na Praça Lisboeta depois das 17h, na sequência da manifestação que está marcada para este sábado, que começa por volta das 15h, na Praça do Marquês de Pombal, e que vai depois caminhar pelas ruas de Lisboa.

E no Porto, a acampada nega os contactos classificados pelo presidente da Câmara do Porto como muito cordiais.

O movimento diz que tem em mãos apenas o convite formal inicial, garantia dada por Sérgio Bastos, que faz parte do grupo de imprensa da acampada no Porto e que partiu para o ataque contra o autarca da cidade portuense. Acusa Pedro Duarte de tentar provocar uma ruptura no protesto. O movimento continua a ver a assembleia popular como um instrumento democrático e de legitimidade, não para suplantar qualquer outra instituição democrática, mas para reforçar o poder da negociação. Em sentido inverso, o presidente da Câmara do Porto disse hoje que está numa fase avançada de contactos cordiais com o Movimento pela Habitação, que está desde dia 10 de outubro em protesto na cidade portuense. Pedro Duarte diz que o movimento ainda não sugeriu uma data para a realização de uma reunião entre os manifestantes e a Câmara Municipal do Porto.

E seguimos com as declarações do presidente da República, que recusa estar adormecido. O chefe de Estado quer pressionar, José, os partidos para que se entendam em medidas para a habitação.

António José Seguro aponta duas dimensões, quer medidas urgentes, quer políticas duradouras. É o que o Observador sabe. António José Seguro defende que a habitação tem sido uma das grandes bandeiras desde que tomou posse em março e assegura que tem chamado a atenção para o problema. Ainda assim, o presidente da República chamou os partidos para audiências individuais na próxima quinta-feira e convocou um Conselho de Estado sobre a coesão social. Quatro dias depois, o chefe de Estado vai pressionar os partidos para tentar chegar a um consenso sobre a nova lei das rendas.

E também a marcar esta sexta-feira, o CHEGA quer ouvir mais de 50 pessoas na Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária.

Entre elas, o antigo primeiro-ministro António Costa. A lista foi divulgada hoje pelo partido. Além de António Costa, o CHEGA quer ouvir a atual ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e as antecessoras Francisca Van Dunem e Catarina Sarmento e Castro. O partido quer ainda ouvir o principal visado nesta comissão parlamentar de inquérito, Luís Neves, anterior diretor nacional da PJ, atual ministro da Administração Interna. O partido quer escutar também o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, e o antigo diretor Almeida Rodrigues. Na lista, estão ainda os nomes do juiz Carlos Alexandre e do ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho.

E José, após meses sem ataques ao Irão, os Estados Unidos estão a reforçar a presença militar na base das Lajes, nos Açores.

É o que está a avançar a CNN Portugal. Diz que chegaram ontem aos Açores 18 aviões de reabastecimento e 15 caças F-35. Esta informação surge horas depois de Donald Trump, o presidente norte-americano, sugerir um ataque ao Irão para forçar um acordo de paz no Médio Oriente e do embaixador norte-americano na Turquia ter dito que os Estados Unidos podiam atacar o Irão ainda este fim de semana. De acordo com a CNN, os norte-americanos estão também a retirar diplomatas do Médio Oriente, a fazê-lo de forma discreta. A causa é a escalada do conflito entre o grupo rebelde Houthis, do Iémen, e a Arábia Saudita, mas também em cima da mesa está a possibilidade da retoma dos ataques contra o Irão. No passado, as forças norte-americanas já utilizaram esta base portuguesa nas Lajes, no início do conflito, para atacar Teerão com movimentações semelhantes às que estão a acontecer neste momento.

E atenções voltadas também para o Brasil. Está cada vez mais perto o segundo e último debate entre o Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Acontece, José, a dois dias da segunda volta das eleições presidenciais no país.

Vai ser esta madrugada, hora lisboeta, quando começa esse frente a frente. Os dois candidatos têm estado as últimas horas a preparar este frente a frente decisivo, numa altura em que as sondagens falam mesmo em empate técnico. O enviado especial do Observador no Brasil, José Carlos Duarte, vai estar a acompanhar este debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, no qual os dois candidatos devem adotar uma estratégia bastante diferente.

Os dois candidatos vão apostar num tom mais institucional, menos de confronto, neste debate. Houve um debate no passado domingo, na emissora Band, e os dois candidatos mostraram uma atitude de confronto. Houve uma troca de ideias bastante dura, insultos, foi um debate bastante duro. E a estratégia das campanhas, desta vez, vai ser diferente. Estão a apostar mais numa mensagem mais institucional, menos de confronto e tentar debater assuntos que os dois candidatos sabem que vai constranger o rival. Portanto, esta vai ser a estratégia seguida. Além disso, esta sexta-feira, os dois candidatos não têm qualquer agenda, estão totalmente focados na preparação do debate e que será definitivamente decisivo para o resultado de domingo.

José Carlos Duarte, o enviado especial do Observador ao Brasil. O debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está marcado para depois da 1h, hora de Lisboa. Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, concorrem para o mais alto cargo do país numas eleições que apresentam um país dividido. As sondagens apontam para esse empate técnico entre os dois candidatos. Na Rádio Observador, o escritor e correspondente da Folha de São Paulo em Portugal, João Gabriel de Lima, diz que Flávio Bolsonaro está a caminho de ter mais votos do que o pai nas eleições de 2022 e que o cenário é muito parecido ao das últimas eleições, mas desta vez a pender para a direita.

Essa segunda volta é muito parecida com a de 2022. Inclusive, a diferença entre Lula e Jair Bolsonaro é mais ou menos a mesma diferença que as sondagens estão apresentando agora, só que com Flávio Bolsonaro na frente. Flávio Bolsonaro aparenta ter mais votos que Jair Bolsonaro na primeira volta e, se ocorrer o que se espera, pode ter mais votos do que o pai nessa eleição e ser eleito presidente da República do Brasil.

João Gabriel de Lima destaca ainda que a maioria dos restantes candidatos na primeira volta estavam alinhados mais à direita e que isso pode favorecer o candidato do Partido Liberal.

A vantagem de Flávio tem a ver com o seguinte: os três outros candidatos com alguma expressão na primeira volta eram candidatos mais à direita. O voto brasileiro não é tão ideológico, mas a maior parte dos eleitores desses candidatos penderam a Flávio Bolsonaro na segunda volta, e isso ficou muito claro nas primeiras sondagens logo após a primeira volta.

João Gabriel de Lima, escutado na Rádio Observador, na antecâmara desse debate entre Flávio Bolsonaro e Lula da Silva, frente a frente decisivo para as eleições do Brasil, marcadas para o domingo. Vai ser eleito o próximo presidente do Brasil.

Nove minutos para lá da meia-noite, tempo ainda para dar destaque a algumas notícias que estão a marcar também esta noite de sexta-feira, José.

O primeiro-ministro britânico defendeu a importância da Ucrânia ter acesso total à rede de satélite Starlink. Andy Burnham destacou que este sistema é essencial para que os ucranianos possam continuar a defender-se da invasão em grande escala conduzida pela Rússia. Palavras dirigidas de Burnham para Donald Trump, sendo que o primeiro-ministro britânico elogiou a iniciativa do presidente norte-americano de tentar levar o presidente russo à mesa das negociações. Em França, o homem que matou hoje a tiro uma pessoa e feriu outras cinco na região de Paris, tinha armadilhado o apartamento onde vivia com botijas de gás. Nas buscas realizadas à casa deste homem, a poucos quilómetros do tiroteio, a polícia francesa encontrou três botijas de gás e fios elétricos ligados a um temporizador. A suspeita da polícia é de que o objetivo do suspeito fosse a detonação do dispositivo quando as forças de segurança chegassem ao local. O atentado que aconteceu hoje de manhã, a sudoeste de Paris, foi este suspeito, a partir de uma viatura, tentou atingir imigrantes, foi detido pelas autoridades. A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros lamenta que as Unidades Locais de Saúde São João e Santo António, no Porto, mantenham processos de avaliação por fechar. Diz a associação que esta situação atrasa a progressão ou reforma dos profissionais de saúde. Em declarações à Agência Lusa, a presidente da ASP, Lúcia Leite, acusa as chefias de não mostrar empenho para resolver o assunto. Em causa está o chamado Acelerador do Desenvolvimento de Carreiras, que reconhece os impactos dos períodos de congelamento no desenvolvimento das carreiras na administração pública.

Ponto final nesta edição da meia-noite, a derradeira edição desta noite de sexta-feira. Por isso, mais do que justo, José Rafael Lopes, um grande abraço e bom descanso.

Bom descanso.