Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Da manhã. Começamos este jornal com o caso da grávida que morreu nas urgências do Amadora-Sintra e cujo bebê também acabou por perder a vida. Há uma nova versão dos fatos. Afinal, a mulher era seguida no SNS há quatro meses. Ao contrário do que disse inicialmente o Hospital Amadora-Sintra e também a Ministra da Saúde no Parlamento. Num novo comunicado divulgado ontem à noite, o hospital revela que a mulher tinha tido um total de quatro consultas, duas num centro de saúde, as restantes no Amadora-Sintra. O comunicado admite uma falha de comunicação. O João Lourenço está em direto do Hospital Fernando Fonseca. João, até agora, nem o hospital, nem o Ministério da Saúde prestaram mais esclarecimentos sobre esta contradição.
Precisamente, Carla. Muito bom dia. Tanto o Ministério da Saúde como a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra vão se continuar a basear nesse comunicado emitido ontem à noite, onde diz, e passo mesmo a citar: "Importa, contudo, acrescentar que, devido à inexistência de um sistema de informação clínica plenamente integrado, que permita a partilha automática de dados e registros médicos, não houve essa verificação das consultas." Como referiste, há esses quatro atendimentos, essas quatro consultas que esta grávida teve e há então estas quatro datas que é importante reter: 14 de julho e 14 de agosto, foram consultas de vigilância de gravidez prestados, neste caso, na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados em Agualva e aqui no Hospital Fernando Fonseca, mais conhecido como Hospital Amadora-Sintra, foram consultas de obstetrícia nos dias 17 de setembro e 29 de outubro. Este comunicado refere também que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já tem todos estes dados, contrariamente àquilo que tinha proferido no Parlamento na sexta-feira, onde acompanhava essa versão inicial do Hospital Amadora-Sintra, onde diziam que esta grávida, esta senhora, não tinha sido acompanhada previamente por qualquer serviço do Serviço Nacional de Saúde. Continuamos então a aguardar alguns esclarecimentos adicionais por parte tanto do ministério como também aqui do Hospital Amadora-Sintra. Até agora, não há qualquer sinal por parte do conselho de administração aqui do Hospital Amadora-Sintra.
Ainda sem reações, a reportagem direto do João Lourenço está junto ao Hospital Amadora-Sintra. A mulher tinha 36 anos, estava grávida de 38 semanas, morreu na sexta-feira nas urgências do Amadora-Sintra. O bebê acabou também por não sobreviver. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e a Entidade Reguladora da Saúde anunciaram, entretanto, a abertura de processos de inquérito. O número de imigrantes em Portugal diminuiu 2% entre 2023 e 2024. Nos reagrupamentos familiares, houve mesmo uma quebra de quase 50%. Ainda assim, houve um aumento de 9% nas entradas para trabalhar. É o que indica o mais recente relatório da OCDE. Rui Casa Nova, vamos então aos números.
Em 2024, Portugal recebeu 138 mil novos imigrantes a longo prazo ou permanentes, o que representa uma descida de 2% em comparação com 2023. Brasil, Angola e Cabo Verde foram as três principais nacionalidades dos recém-chegados ao nosso país. Em relação à imigração de longo prazo e na comparação entre 2023 e 2024, a OCDE refere que em Portugal houve um aumento de 9% no número de imigrantes que entraram em Portugal para trabalhar. Ao mesmo tempo, e como dizíamos há pouco, registou-se uma descida de 46% em relação aos casos de reagrupamento familiar. Este relatório da OCDE adianta também que foram emitidas cerca de 9 mil autorizações a estudantes internacionais do ensino superior no ano passado. O relatório aponta também que, igualmente no ano passado, o número de requerentes de asilo aumentou quase 3%, atingindo cerca de 2.700. A maioria destas pessoas era proveniente do Senegal, da Gâmbia e da Colômbia. Por outro lado, em sentido contrário, a imigração de portugueses para países da OCDE aumentou 4% em 2023, chegou aos 61 mil cidadãos, sendo que a grande maioria, cerca de 21%, emigrou para a Suíça, 19% para a Espanha e, em terceiro lugar, 12% para a França.
Rui Casa Nova, com as principais conclusões do relatório da OCDE sobre migrações. Os dados indicam também que um em cada cinco médicos e enfermeiros a trabalhar nos sistemas de saúde dos 38 países membros da OCDE, como Portugal, um em cada cinco é migrante. Augusto Santos Silva afirma que há condições para avançar com uma reforma na Justiça, mas considera que o Chega não tem condições para integrar o processo. Augusto Santos Silva, antigo presidente da Assembleia da República, integra o Manifesto 50+, que este fim de semana voltou a apelar a uma reforma da Justiça. Convidado do Explicador, o socialista afirma que o PS está numa posição favorável para avançar com esta reforma.
Primeiro, porque há muita coisa que aproxima o PSD e o PS em matéria de Justiça, que é a comum vinculação dos dois partidos aos direitos, liberdades e garantias fundamentais e ao Estado de Direito. Isso não oferece nenhuma dúvida nas direções do PS e do PSD, assim como da Iniciativa Liberal e de outros partidos, PCP, inclusivamente. Há essa consciência de que o que a nossa Constituição diz sobre a Justiça é pra levar a sério. Em segundo lugar, porque o PS na oposição é sempre um partido muito responsável, como aliás se tem visto, o atual secretário-geral do PS tem se oferecido várias vezes para falar com o Governo e entender-se com o Governo e o PSD em matérias estruturantes como a defesa, a saúde ou Justiça.
E, por isso, Augusto Santos Silva considera que o Chega não tem condições para fazer parte destas negociações no Parlamento.
A discussão no Parlamento envolve todos os deputados e grupos parlamentares, isso é óbvio. E portanto, todos são chamados. Agora, um compromisso para a reforma da justiça que envolvesse a extrema-direita, na minha opinião, será impossível, porque não há nada que ligue os partidos democráticos e a extrema-direita em matéria de direitos, liberdades e garantias fundamentais.
Augusto Santos Silva, antigo ministro, antigo presidente da Assembleia da República, ouvido esta manhã aqui no Explicador. Bruno Mascarenhas considera que há abertura para o entendimento entre o Chega e o Executivo de Carlos Moedas na Assembleia Municipal de Lisboa. O vereador entende que PSD, CDS e Iniciativa Liberal têm interesse em contar com o Chega. Declarações esta manhã do vereador Bruno Mascarenhas, que foi o convidado da comissão de inquérito.
Eu julgo que o PSD terá interesse em contar conosco. Agora, resta saber em que modelo. No mandato passado, o Eng.º Moedas queixava-se que tinha só sete vereadores de um lado e tinha 10 da oposição do outro e, portanto, de alguma forma, ele estava condicionado, ou pelo menos dizia que estava condicionado porque acabou por ter sempre o PS a pôr-lhe a mão por baixo, como se costuma dizer. Neste caso, se ele realmente quiser mudar de políticas na cidade de Lisboa, tem a possibilidade de o fazer conosco.
Bruno Mascarenhas, o candidato do Chega à presidência da Câmara de Lisboa, atual vereador, abre assim a porta a uma negociação caso a caso ou com Pelouros. O Chega não fecha a porta a nenhum destes cenários na autarquia de Lisboa. No caso de Pelouros, Bruno Mascarenhas diz que gostaria de ter uma de três pastas: a habitação, a ação social ou o desporto. São 10h08, já a seguir o Contracorrente sobre a violência no Brasil. Primeiro, Carla, tempo para as outras notícias que marcam esta manhã. O ministro da Reforma do Estado entende que a corrupção resulta de procedimentos lentos e pouco transparentes e, por isso, Gonçalo Matias quer apostar na digitalização e na rapidez de serviços para reduzir a oportunidade para ações corruptas. O ministro está a ser ouvido no Parlamento a propósito do Orçamento do Estado. Promete que vai existir um novo paradigma de atendimento público para acabar com o que chama de labirintos burocráticos. O INEM explica que não transportou um recém-nascido em estado crítico de Faro para Lisboa de helicóptero por causa do mau tempo. O bebê foi levado de ambulância. A SN Portugal avançou que o helicóptero em Loulé estava indisponível por falta de material médico. Em comunicado, o INEM esclarece que o helitransporte não aconteceu devido ao mau tempo. A criança nasceu na sexta-feira com uma hemorragia cerebral congênita. Foi transportado de emergência para Lisboa numa ambulância, num percurso de quase 300 km. Está atualmente em estado crítico na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. Em Espanha, demitiu-se o presidente do Governo da região de Valência, um ano depois das cheias que mataram 229 pessoas. Carlos Mazón reconhece erros próprios na gestão da crise. Assume que falhou ao não pedir a declaração de emergência nacional na região e ao ocultar inicialmente onde estava no dia das inundações. A demissão foi anunciada esta manhã numa declaração na sede do Governo Autonômico da Comunidade Valenciana. Todos os distritos do continente vão estar sob aviso amarelo na quarta-feira, por causa do mau tempo. O IPMA prevê chuva, vento e agitação marítima. As temperaturas também vão descer ligeiramente, é o que indica um comunicado do IPMA. E vamos continuar ainda em questões meteorológicas. Viram um meteoro ontem à noite? Não.
Vi na televisão.
Vi estrelas, mas não foi ontem.
Na televisão.
Não, não vi nada.
Que é isto, João? Foi. É isso. Viste estrelas.
Pró da dor. Já não vou dizer o que ia dizer. Ia ser mal entendido.
Ontem à noite, perto das 8 p.m., houve um clarão que iluminou o céu, foi visível em toda a Península Ibérica e foi só a passagem de um meteoro. Há imagens no site do observador, se quiserem ver. É o quê?
Um bólide.
É um bólide.
É um bólide. Tem que saber a nomenclatura destas coisas.
Pois.
O que é um meteoroide, o que é um meteorito, o que é um meteoro e o que é um bólide.
Então foi um bólide. Um bólide.
Foi um bólide. Bólide dizer que-
Um bólide com os mínimos.
Eu só estou a dizer o que vi.
Com os mínimos aos máximos.
Um bólide. Acabou. Quatro rodas e está a andar.
É um bólide.