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Por 10 e um.
Começamos este jornal das 10 pelo governo, que fecha a porta ao alargamento dos prazos do PRR para a reconstrução das zonas mais afetadas pela depressão Cristina.
É uma proposta do candidato presidencial António José Seguro. Este fim de semana disse que essa poderia ser uma das soluções. Esta manhã, nos Explicadores, o Ministro da Economia e da Coesão Territorial diz que não é por aí que o governo está a pensar ir, apesar de dizer também que entende a boa intenção de Seguro.
O sentido das palavras que eu ouvi ao Dr. António José Seguro, a preocupação que ele demonstra e o interesse que ele põe no assunto faz todo o sentido. A forma pode não ser exatamente essa. Provavelmente, não passará por alargar um prazo do PRR. Nós criamos um instrumento financeiro para a inovação e competitividade, que está hoje dotado com mais de 900 milhões de euros e a quem bastará ter contratos assinados até ao fim do prazo do PRR. Mas depois as pessoas com quem os contratos foram assinados podem executar os investimentos já depois do prazo do PRR.
Castro Almeida diz ainda que Portugal vai candidatar-se ao Fundo de Solidariedade da União Europeia para a reconstrução das zonas mais afetadas, mas ressalva que essas verbas vão ser insuficientes para cobrir os estragos, até porque, diz o ministro da Coesão Territorial, o cenário não é animador.
Infelizmente, eu tenho ideia, e a ideia que tenho não é nada simpática. Eu estive no local, falei com vários empresários, vi empresas e é realmente preocupante a situação. Mas aqui não estamos para falar de preocupações, estamos para falar é de soluções. E o espírito com que eu estou e o que o governo está é de encontrar soluções para resolver os problemas.
O ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida, que está hoje em Leiria, vai reunir-se com empresários para discutir o processo de recuperação das empresas e infraestruturas do Conselho. Uma reunião onde vai estar também o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, numa altura em que a Proteção Civil ativou o Plano Nacional de Emergência. Falamos de um plano que vai ser dirigido pela ministra da Administração Interna e que tem como objetivo garantir mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional.
Ao longo desta manhã temos estado a falar com os autarcas dos conselhos mais afetados. O presidente da Câmara de Leiria afirma que as medidas de apoio do governo são bem-vindas, mas avisa que o processo tem de ser ágil e rápido.
Gonçalo Lopes avança que 50 mil casas e empresas continuam sem eletricidade, quase uma semana depois da passagem da depressão Christine. O autarca sublinha que as populações e empresas afetadas precisam dos apoios já, para voltar à normalidade o mais depressa possível.
As medidas anunciadas acho que são medidas que constituem um estímulo e que naturalmente devem ser reconhecidas como um passo muito importante no processo da reconstrução da região de Leiria. E por isso, o que pedimos é que seja um processo ágil, rápido. A ter esperança é de ver as suas casas reconstruídas, as empresas voltem a abrir.
O presidente da Câmara de Leiria, ouvido esta manhã aqui na Rádio Observador, adianta que a chuva da última madrugada agravou o estado das casas que já estavam danificadas pelo mau tempo da semana passada.
E continuamos a conferir a situação no terreno, depois de uma noite de muita chuva e também vento. Vamos agora até Águeda, ao encontro do presidente da Câmara.
Jorge Almeida está em direto. Bom dia, Jorge Almeida, obrigada por estar conosco. Também se temia cheias esta noite, apesar do plano de drenagem. Como é que foi a noite e qual é a situação neste momento já de dia?
Bom dia, bom dia a todos. A noite, efetivamente, foi um pouquinho mais calma do que aquilo que nós imaginávamos e, portanto, do que seriam os nossos piores receios. E eu diria que neste momento temos uma situação, embora tenhamos uma série de estradas de ligação que estão encerradas ao trânsito um pouco por todo o Conselho, junto aos vários rios que nós temos no nosso Conselho. O que é certo é que temos, efetivamente, uma situação relativamente tranquila.
Ainda bem. Muitos autarcas esta manhã têm dito que a noite foi menos má do que se esperava. Onde é que estão neste momento as maiores dificuldades no Conselho?
Acho que não há nenhuma zona que diria com grande dificuldade. Eu diria que a vida no nosso Conselho está a processar dentro de uma grande normalidade. Volto a dizer, há algumas semanas que temos um conjunto de estradas de ligação, estradas que passam nos campos agrícolas da nossa região, que estão encerradas. Temos também algumas estradas cortadas com prejuízos que foram causados pelo mau tempo. Mas digamos que dentro dessa normalidade relativa, estamos a funcionar bem. Volto a dizer, a noite foi mais favorável do que nós imaginávamos.
Portanto, um inverno rigoroso, mas não mais do que um inverno rigoroso. É isso que nos diz.
No dia de hoje estamos exatamente dessa maneira. E um bocadinho otimista pro resto do dia.
Ainda bem. Vamos ver. Jorge Almeida, muito obrigada por ter estado conosco em direto.
Obrigado eu.
É o presidente da Câmara de Águeda. Esperava-se, temia-se cheias esta noite no Conselho, o que não aconteceu. A Rádio Observador tem estado esta manhã a ouvir vários autarcas das áreas mais afetadas pelo mau tempo e todos destacam precisamente isto que acabamos de ouvir agora em direto. A madrugada foi mais calma, mas avisam que ainda há muito trabalho a fazer ao nível da recuperação. Sublinham, por isso, que os apoios têm de chegar ao terreno rapidamente.
Em Lisboa, a calçada da estação de Campo de Ourique está cortada por causa da queda de um talude na via pública. Não há vítimas, mas a situação está a provocar constrangimentos no trânsito.
O alerta foi dado por volta da meia-noite e meia. O talude caiu por causa da chuva intensa. Foi criado um perímetro de segurança com o corte total da calçada da estação de Campoiede. E ela que está, a repórter é Nadine Soares. Nadine, a chuva, que se faz sentir, obrigou à retirada dos meios do local há pouco.
Sim, esta é uma das ocorrências relacionadas ao mau tempo durante esta madrugada. Trata-se de um talude que caiu na calçada da estação de Campolide. Não há registro de feridos, é o que diz o oficial de operações no terreno à Rádio Observador. Este percurso está vedado, estão envolvidas seis viaturas da Proteção Civil e Polícia Municipal e ainda uma viatura de escada dos Bombeiros Sapadores de Lisboa. Isto para previamente levantar essas pedras de grande dimensão que se encontram agora caídas junto à estrada. Para já, estavam envolvidas estas viaturas. Neste momento, só apenas a viatura dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, essa viatura de escada que está a levantar essas pedras, se encontra no meio, porque começou a chover com bastante intensidade, ainda que agora já comece a parar. É uma informação, como dizia, do oficial de operações. São bastante pedras, areia e ramos que estão caídos junto a esta calçada. Prosseguem agora os trabalhos de retirar todas essas pedras que ainda continuam soltas e com perigo de cair e só depois a remoção dessas areias e pedras do passeio. Há um corte total da calçada entre a Rua 12 e a Calçada da Quintinha até ao entroncamento com a Avenida Carlos Gulbenkian. Como dizia, já choveu com alguma intensidade, agora começou a parar, mas os operacionais continuam no terreno com alguma dificuldade, ainda com o apoio de uma viatura para conseguir limpar esta via. No entanto, circula-se nas restantes artérias junto a esta derrocada. Por exemplo, junto ao Aqueduto das Águas Livres, estão aqui presentes dois membros da Polícia Municipal de Lisboa, precisamente para controlar e garantir a segurança dos carros que passam nesta zona. O outro corte total está completamente cortado, como dizia, porque ainda prosseguem os trabalhos de limpeza de via.
Lavínia Soares, em direto, a dar conta da ocorrência mais significativa das últimas horas em Lisboa. Um talude caiu por causa da chuva intensa na calçada da estação de Campolide. Em todo o continente, a Proteção Civil dá conta de 263 ocorrências. A situação mais grave é a queda de uma grua sobre cinco prédios na Figueira da Foz. Não há feridos, mas seis pessoas ficaram desalojadas. Informações da Proteção Civil. São 10h10. O Contracorrente hoje também é sobre o mau tempo, mas para já, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Uma mulher foi baleada esta madrugada na Avenida de Ceuta, em Lisboa. Acabou por morrer. A Polícia Judiciária está a investigar o caso. O suspeito ainda não foi localizado. A mulher de 30 anos foi baleada na via pública. O alerta foi dado pelas 05h, o óbito declarado no local. Na atualidade internacional, o Irão espera ter pronto nos próximos dias um quadro geral para eventuais negociações com os Estados Unidos. Isto depois de Donald Trump ter voltado a ameaçar Teerão com uma ação militar. De acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, vários países da região estão a atuar como intermediários nas conversas entre as duas partes. O objetivo é aliviar a tensão e chegar a acordo.