Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O Observador. Começa agora o Jornal do Meio-Dia com Miguel Cordeiro. Em destaque, Miguel, nos Jogos Olímpicos, Portugal ganha mais dois diplomas no triatlo.

Muito perto do pódio, Vasco Vilaça terminou em quinto, Ricardo Batista em sexto, numa prova que começou no rio Sena, decorreu durante esta manhã. Os triatletas portugueses fizeram uma prova em recuperação, conseguindo os dois lugares entre os oito melhores atletas já no último segmento da corrida. Com estes resultados, este é o terceiro diploma olímpico de Portugal nos Jogos de Paris, depois de Nelson Oliveira ter conseguido também um diploma no ciclismo. A prova triatlo foi conquistada pelo britânico Alex Yee, que concluiu a natação, o ciclismo e a corrida em 1h43min33s. Na prova feminina, que decorreu antes, Maria Tomé, portuguesa, terminou no 11º lugar.

E Miguel, no tiro com armas de caça, Maria Inês Barros está na luta por um lugar na final.

E aí temos mais um diploma garantido. Pelo menos diploma vai conquistar. A portuguesa já assegurou um lugar entre os oito primeiros, mas ainda vai lutar por um lugar na final, onde só estão presentes os seis melhores atiradores. O acesso à final vai fazer-se no sistema de morte súbita entre três atletas que vão sendo eliminados à medida que forem falhando. Esta manhã, a portuguesa acertou todos os pratos da última série de qualificação.

E falando de Jogos Olímpicos, esta manhã recebemos na Rádio Observador o antigo judoca Nuno Delgado.

Foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000. Contou-nos o que mudou depois da conquista da medalha e referiu o quão difícil é lidar com a pressão durante um torneio olímpico, principalmente no judo.

Tenho que confessar que mudou tudo. Porque eu era uma criança, tinha um sonho e conquistei esse sonho. E eu, nessa altura, pensava assim: "Fogo, e agora?" Depois também houve um impacto mediático muito grande. Estávamos agora aqui a falar da pressão dos jogos e que isto não está a correr muito bem. Eu estou habituado a isso, porque o judo normalmente começa logo. E começámos menos bem, porque logo no primeiro dia perdemos uma hipótese muito séria de medalha, que era a Catarina Costa. E isto vai entrando na cabeça dos atletas e das pessoas, que passa um dia, não cai nada. Passa dois dias, não cai nada.

Começa a generalizar.

Eu teria competido ontem. E, portanto, essa pressão é complicada.

Nuno Delgado, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, esteve esta manhã em entrevista aqui na Rádio Observador.

Noutros assuntos, somam-se as reações dos partidos portugueses ao aumento da tensão na Venezuela. O CDS pede uma verificação independente dos resultados e fala de uma violência ditatorial.

Em comunicado, o partido de Nuno Melo diz que acompanha os apelos da grande maioria dos países para que os votos que deram a vitória a Maduro sejam verificados. Para o CDS, sem essa verificação, não haverá paz nem democracia na Venezuela. Quanto às manifestações que estão a acontecer nas ruas de Caracas e à detenção de uma centena de manifestantes e de líderes da oposição, o partido português fala de uma violência ditatorial criada pelo regime de Nicolás Maduro. Diz que o objetivo do presidente venezuelano é evitar a verdade que o CDS acredita que foi expressa nas urnas. A Comissão Nacional de Eleições da Venezuela, controlada pelo governo, confirmou a vitória de Maduro com pouco mais de 51%, mas a oposição venezuelana reivindica a vitória nas eleições com 70% dos votos. Os resultados ainda não foram verificados de forma independente.

E o eurodeputado do PS, Francisco Assis, considera que o Brasil pode ter um papel determinante para resolver os conflitos da Venezuela na sequência das eleições presidenciais.

Francisco Assis esteve esta manhã aqui na Rádio Observador, no programa Explicador, e disse que não tem dúvidas de que Maduro perdeu o ato eleitoral. O coordenador dos socialistas e democratas no Parlamento Europeu para os Direitos Humanos diz que é fundamental existir um esforço diplomático para conseguir acalmar o clima de tensão na Venezuela. Aponta mesmo o Brasil como um país que pode ter um papel importante nessa mediação, principalmente devido às relações entre os presidentes.

O Brasil pode ter aqui um papel fundamental. Primeiro porque é o Brasil, é uma potência regional. Segundo, porque neste momento tem na presidência Lula da Silva, que historicamente teve ligações com o Maduro e com o Chávez, com o socialismo bolivariano, e portanto mantinha um bom relacionamento com eles.

E não há muito tempo, Francisco Assis, Lula da Silva elogiou e veio defender o regime venezuelano de Nicolás Maduro, a dizer que era alvo de uma concertação internacional para o derrubar.

Por isso mesmo, neste momento estará em melhores condições, até do ponto de vista puramente pragmático, para ter um papel ativo nesta fase.

Francisco Assis esta manhã aqui na Rádio Observador, em que comentou também a guerra no Médio Oriente, neste dia em que foi noticiada a morte do líder político do Hamas. Francisco Assis entende que não pode ser esquecido o ataque do grupo islâmico contra Israel. No entanto, o eurodeputado afirma que a reação de Tel Aviv não é aceitável.

E Miguel, entretanto, o líder supremo do Irã promete punição severa contra Israel depois da morte do líder político do Hamas.

Como já dissemos, o Hamas anunciou esta madrugada a morte de Ismail Haniyeh, num ataque de Israel ao Irã. Em reação, o líder supremo do Irão fala num ato terrorista e criminoso de Israel. Promete responder. O presidente do Irão também já tinha prometido defender a integridade territorial. Isto porque Ismail Haniyeh morreu em Teerão, de acordo com o Hamas. Também países como Rússia, Turquia e Qatar estão a reagir. Alertam que este ataque pode resultar num escalar do conflito, sendo que o Hamas fala num ato cobarde de Israel. Tel Aviv continua sem se pronunciar de forma oficial. Ontem, Israel reivindicou a morte de um comandante do Hezbollah num ataque no sul do Líbano.

Seis minutos para lá do meio-dia, decorre a esta hora a segunda e última ronda negocial entre professores e o Ministério da Educação sobre o plano do governo para as escolas.

Negociações para discutir o plano Mais Aulas Mais Sucesso, apresentado pelo governo. Decorrem estas negociações com a presença do ministro da Educação, mas também da nova diretora-geral da Administração Escolar. Negociações que estão a ser acompanhadas pela jornalista Inês Batista no Ministério da Educação. Inês, sai fumo branco desta ronda negocial entre sindicatos e Ministério?

Ainda não sai fumo branco, Miguel. O último sindicato a falar foi a Federação Nacional de Educação. O secretário-geral Pedro Barreiros falou aos jornalistas para dizer que ainda não estão completamente satisfeitos com esta proposta do Ministério da Educação e considera, por exemplo, Pedro Barreiros, que as medidas apresentadas neste plano do governo para as escolas devem ser acompanhadas por outras que garantam que nos próximos anos não seja necessário recorrer a mais medidas de emergência. Pedro Barreiros, que disse também que admitia recorrer a um pedido de negociação suplementar para corrigir tudo o que a federação considera que deve ser corrigido neste plano, mas que antes de fazer esse pedido, vai ver o que acontece com os pedidos de alteração do sindicato. Pedro Barreiros foi o último a falar. A esta hora estão a ser ouvidos mais sindicatos, mas aos jornalistas destacou, por exemplo, que teve o acordo do ministro Fernando Alexandre numa proposta da Federação Nacional de Educação, que é que os concursos de colocação de professores sejam feitos mais cedo. Propõe a data do final do mês de maio para estas colocações estarem resolvidas e diz Pedro Barreiros que o ministro Fernando Alexandre concorda e diz que está satisfeito por haver acordo do ministério nesse tema. Antes da Federação Nacional de Educação, foi ouvida a FENPROF. À saída do encontro com Fernando Alexandre, o secretário-geral adjunto da FENPROF repete que este plano é de vistas curtas e falou sobre aproximações ao ministério. Diz que sobre os professores aposentados, houve uma aproximação de posições.

De qualquer forma, há ali já um conjunto de coisas que vieram ao nosso encontro, por exemplo, nomeadamente a questão da aposentação. Questão da aposentação que numa primeira proposta, os professores poderiam entrar no tal programa de dar mais aulas com os tais €750 brutos, tinham que estar na idade da aposentação, os tais 66 anos e sete meses, e assim, veio ao encontro da nossa proposta no sentido de permitir que seja a idade legal, ou seja, se os professores atingirem, pelo fato de terem 40 anos de serviço, essa idade legal, podem entrar nesse programa. Portanto, isso é positivo.

Um ponto positivo aqui destacado pelo secretário-geral adjunto da FENPROF, José Feliciano Costa. As negociações prosseguem aqui no Ministério da Educação, estão atrasadas. Os sindicatos que ouvimos até agora apontam para aproximações, mas ainda não estão satisfeitos com o resultado desta negociação, que será a última ronda negocial sobre o plano do governo para as escolas e depois irá para o Parlamento em setembro.

Negociações a decorrer no Ministério da Educação. Meio-dia e 10, Miguel Cordeiro, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Os preços continuam a subir, mas com menos intensidade. Em julho, a taxa de inflação desceu para 2,5%. Estimativa do INED, divulgada esta manhã, voltou a abrandar em julho, está agora nos 2,5%, menos 0,3 pontos percentuais em relação ao último mês. Falar também de uma recomendação da Assembleia da República, recomenda ao governo que assegure até 2028 a construção do novo Hospital do Oeste, no Bombarral. De acordo com uma resolução publicada hoje em Diário da República, o Parlamento defende que o Executivo deve decidir o método de financiamento deste estabelecimento hospitalar antes da discussão do orçamento do Estado de 2025.