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Cordeiro. Jornal do Meio-Dia com Miguel Cordeiro. Em destaque a esta hora, Miguel, boa tarde.
Boa tarde.
Fogo controlado nos arredores de Atenas. O governo grego anuncia que já não há nenhuma frente ativa neste incêndio que está a atingir a região norte da capital.
Existem apenas focos dispersos de fogo. As chamas começaram a dar tréguas aos bombeiros, principalmente porque o vento abrandou durante as últimas horas. Informação divulgada pelo governo grego em comunicado. Para hoje está agendada uma reunião de emergência do governo da Grécia para discutir a gestão dos incêndios. Até agora há registro de pelo menos uma morte esta última noite. Desde domingo, milhares de pessoas foram retiradas de casa, cerca de 20 ficaram feridas. Esta manhã, aqui na Rádio Observador, escutamos o relato do jornalista grego Nikolas Hidroglu. A partir de Atenas, descreveu o cenário que se via nas primeiras horas deste dia.
Já não há uma grande frente. O fogo arde em lareiras dispersas, mas a reacender é um grande perigo. Os bombeiros continuam a lutar arduamente para salvar o que eles podem. A indicação que temos nesta altura é que o vento diminuiu e isso vai ajudar o trabalho dos bombeiros. O vento diminuiu e isso é muito positivo para a luta dos bombeiros. Quer dizer, nós tínhamos até ontem ventania na escala de sete de Beaufort. E isso criou muitas dificuldades para os bombeiros, porque a direção dos incêndios estava a mudar.
O relato feito a partir de Atenas, sendo que seis países europeus já confirmaram o envio de ajuda: França, Itália, República Checa, Sérvia, Roménia, Turquia e também a Espanha. O governo grego anunciou esta manhã uma série de medidas de apoio às pessoas que foram afetadas pelas chamas. Confirmou que já não existem frentes ativas, apesar de se registarem alguns reacendimentos pontuais em locais por onde o fogo passou nas últimas horas.
No Médio Oriente, uma fonte com ligações ao Hezbollah garante que a resposta do Irão a Israel vai ser limitada.
Ao jornal The Washington Post, jornal norte-americano, esta fonte explica que embora em público as autoridades iranianas estejam a prometer uma resposta dura para punir Israel pelo ataque que matou um líder do Hamas em território iraniano, em privado, o que é dito é que vai imperar a cautela. Teerão teme que Israel e os Estados Unidos da América possam utilizar a escalada do conflito como pretexto para neutralizar o programa nuclear do Irão.
Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha e Itália pedem ao Irão que recue nessas ameaças de ataque a Israel. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano rejeitou esse pedido.
De acordo com a agência Reuters, o ministro Hossein Amirabdollahian considera que os pedidos feitos pela França, Alemanha e Reino Unido têm falta de lógica política e contradizem os princípios da lei internacional. A posição do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão. Já ontem, o presidente iraniano disse que o país tem o direito a responder aos agressores de acordo com as normas internacionais e rejeita ceder à pressão internacional. Os países europeus emitiram ontem um comunicado conjunto depois de uma chamada telefónica entre os vários líderes internacionais. Além do apelo do Irão, há também um pedido a Israel e ao Hamas para chegarem a um acordo de cessar-fogo rapidamente.
E na política nacional, José Ribeiro e Castro considera que as inconfidências do jantar com jornalistas estrangeiros ainda estão a marcar a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa.
Ouvido esta manhã na Rádio Observador, o antigo presidente do CDS e antigo deputado diz que para ultrapassar a noite em que Marcelo Rebelo de Sousa falou do caso das gemas luso-brasileiras, dos custos da escravatura, da lentidão de António Costa e da ruralidade de Luís Montenegro, para ultrapassar isso, o presidente da República tem de ser mais comedido na utilização da palavra.
Eu acho que nesta altura é marcado por aquela noite terrível de 23 de abril. E ainda não se dissipou. Eu espero que Marcelo Rebelo de Sousa, que está ainda numa fase difícil no eco desse dia, eu espero que Marcelo Rebelo de Sousa, que é uma pessoa estimável, eu acho que é uma pessoa íntegra, eu acho que quero bem, mas enfim, cometeu alguns erros e está a pagar esse preço. E acho que era bom que terminasse bem, tem todas as condições para isso, mas ainda tem que fazer por isso, tem que ser mais comedido no uso da palavra, que já o está a ser, mas ainda não o suficiente.
José Ribeiro e Castro esta manhã aqui na Rádio Observador falou também do futuro do CDS. Admite que as eleições autárquicas agendadas para 2025 são uma prova de fogo para o partido centrista.
Depois de termos perdido a representação parlamentar na Assembleia da República e termos recuperado, mas no quadro de listas conjuntas para eleições parlamentares, que não são em si garante de coisa nenhuma. Mas as eleições autárquicas são muito importantes, portanto, para isso. Portanto, eu gostaria que o CDS repetisse a vitória nestas seis e conquistasse mais alguma. Não quer dizer que não haja coligações. Eu não tenho nada contra coligações, acho que elas são importantes.
Declarações de José Ribeiro e Castro esta manhã no programa Comissão Inquérito da Rádio Observador, programa já disponível também em podcast.
Seis serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia e um de pediatria estão encerrados durante o dia de hoje.
Estão que indicam as escalas de urgência do Serviço Nacional de Saúde, de acordo com a informação publicada no portal do SNS, estão encerradas as urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, do Hospital de Setúbal, do Garcia de Horta, em Almada, do Hospital de Leiria e do Hospital de Portimão. Para além da urgência de obstetrícia, o Hospital do Barreiro tem também a urgência de pediatria encerrada. Os serviços de urgência e obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, e do Hospital Amadora-Sintra só aceitam doentes referenciados entre o início da noite e a meia-noite. As urgências de pediatria dos hospitais de Viseu e do Amadora-Sintra estão referenciadas também durante esta noite.
Olhamos ainda neste jornal do meio-dia para outras notícias que estão a marcar a atualidade.
No Brasil, as vítimas da queda do avião em São Paulo morreram de forma instantânea assim que a aeronave embateu no solo. A conclusão do Instituto Médico Legal de São Paulo explica que os passageiros sofreram todos um politraumatismo. Atualmente foram identificadas 27 das 62 vítimas mortais. O avião que se despenhou em Vinhedo fazia o trajeto entre a cidade de Cascavel e São Paulo. Está em marcha a Operação Migrantes 2024. A GNR está a acompanhar os mais de 70 mil peregrinos que são esperados no Santuário de Fátima para a peregrinação internacional de 12 e 13 de agosto, em homenagem aos migrantes. A guarda vai controlar o tráfego rodoviário e prevenção criminal no Santuário de Fátima, bem como as áreas envolventes. Cerca de 50 concelhos do interior Norte e Centro e também na região do Algarve estão em risco máximo de incêndio. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera diz que a maioria, em Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco, apontam preocupações. Em risco muito elevado estão 80 concelhos durante o dia de hoje. A atleta Jordan Chiles vai ter de devolver a medalha de bronze conquistada nos Jogos Olímpicos de Paris. A norte-americana ficou em terceiro lugar numa prova de ginástica, mas depois de um recurso do Comitê Olímpico Romeno, a atleta norte-americana passou para quinto lugar, precisamente com a romena Ana Maria Barbosu a ser condecorada com o bronze dias depois de a prova ter acontecido. A Federação dos Estados Unidos da América impôs um recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto, recurso que foi recusado. Os norte-americanos garantem que vão continuar a lutar por Jordan Chiles, vão continuar a lutar para que mantenha a medalha de bronze. Para fechar, já está disponível o terceiro episódio de "Um Rei na Boca do Inferno", o novo podcast Plus do Observador.
É a história de como os nazistas tinham um plano para voltar a colocar no trono o rei britânico que abdicou por amor e de como tudo se passou em Portugal em julho de 1940.
É um plano que acabaria por ser revelado nos dias finais da guerra, quando os aliados descobriram vários documentos secretos nazis.
Um informador alemão que tinha trabalhado como intérprete de Hitler conduz os soldados americanos a uma casa de campo, 120 km a sul do local onde o tenente tinha encontrado o caminhão tombado. Quando chegam a uma zona isolada no fundo de uma ravina íngreme no meio de pinhais, o homem aponta para o chão. Começam a cravar a terra e rapidamente batem em alguma coisa. É uma grande caixa de metal enferrujada embrulhada numa gabardine. Quando a abrem, encontram um microfilme semelhante a um rolo fotográfico. Como se vai perceber em breve, contém informações altamente sensíveis e que comprometem o Duque de Windsor.
Exerto do terceiro episódio de "Um Rei na Boca do Inferno", tem como título "Segredos Enterrados na Floresta", uma série narrada pela atriz Soraia Chaves com banda sonora original de Cláudio Pascual.
E sonoplastia de Artur Costa e Beatriz Martel Garcia. Um novo episódio todas as terças-feiras. Se for assinante, já pode ouvir todos os capítulos desta história em observador.pt.