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Jornal do Meio-Dia com José Rafael Lopes. Professores e diretores escolares concordam que as provas digitais vão servir para corrigir eventuais falhas para os exames finais, apesar de sublinharem que ainda há falta de equipamentos.
As provas-ensaio digitais arrancam amanhã para quase 300 mil alunos do quarto ano, do sexto e do nono. O Ministério da Educação garante que está tudo preparado e que as escolas receberam nos últimos tempos as condições necessárias para assegurar este formato digital. Os testes não contam para a nota. O objetivo é avaliar o formato digital e identificar eventuais falhas antes das provas finais. Os professores têm alertado que há falta de computadores e problemas de rede. Ouvido pela Rádio Observador, o secretário-geral da Federação Nacional da Educação, Pedro Barreiros, considera ainda que este é um teste importante para as escolas públicas.
Importa focarmos naquilo para que servem estas provas e naquilo que delas poderemos tirar. Mais do que qualquer outra coisa, importa, no final, podermos ter resultados que permitam aferir o sistema de ensino, a qualidade das nossas aprendizagens, para que ano após ano, a qualidade do nosso sistema de ensino possa melhorar. Portanto, vamos testar, importa testar, importa através desse teste corrigir algumas dificuldades e anomalias para que quando forem lançadas as provas em suporte digital, tudo possa estar preparado para que decorram da melhor maneira possível.
Pedro Barreiros, da Federação Nacional de Educação, em declarações na Rádio Observador. Já sobre a greve anunciada pela FENPROF e pelo STOP!, Pedro Barreiros garante que as provas não estão em risco, até porque os professores são os primeiros interessados em defender a escola pública.
E o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas também considera que as provas digitais vão correr bem, apesar de ainda haver falta de equipamento.
Também ouvido pela Rádio Observador, na véspera do arranque das provas, Filinto Lima explica que o teste vai servir para avaliar se de fato é possível fazer as provas finais em formato digital.
Todos queremos, com certeza, que as provas digitais do quarto, sexto e nono ano sejam realizadas em formato digital. É verdade que o Ministério da Educação, como disse o senhor secretário de Estado, disponibilizou verba em finais de outubro para nós adquirirmos mais computadores. Estamos a fazê-lo, com certeza, já o fizemos em muitos casos. Portanto, essas provas de ensaio que amanhã terão o seu início, também permitirão saber se as escolas, na verdade, estão preparadas para avançar com o formato digital das provas de quarto, sexto e nono anos de escolaridade.
Filinto Lima apela também à contratação de mais técnicos de informática nas escolas públicas para garantir o bom funcionamento das provas em formato digital. Fala numa figura essencial no ensino hoje em dia. Em entrevista à Agência Lusa, divulgada esta manhã, o secretário de Estado da Educação, Alexandre Homem Cristo, afirma que as escolas estão preparadas para este formato digital.
Seguimos com a política neste Jornal do Meio-Dia. O presidente da Iniciativa Liberal repete que o Chega representa um caso de fraude política.
São declarações de Rui Rocha na abertura dos trabalhos do Conselho Nacional da Iniciativa Liberal, que está a decorrer em Ílhavo. O líder da IL lembra as recentes polémicas em torno do Chega e afirma que o partido perdeu a razão para defender as habituais bandeiras.
Estamos perante um caso de fraude política. O Chega é fraude política. Vejam bem, o Chega diz defender, lá fora, menos tachos, para usar a formulação que o Chega utiliza. O que é que se passa? Na verdade, o Chega viabiliza a desagregação de freguesias, permitindo com isso também a criação de mais cargos políticos, centenas de cargos políticos e centenas de cargos de nomeação um pouco por todo o país.
Declarações de Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal. O partido está reunido em Ílhavo, distrito de Aveiro, com vários assuntos em cima da mesa, como as eleições presidenciais e as eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autônoma da Madeira.
Destaque agora para os constrangimentos na saúde. Zé, hoje há cinco serviços de urgência encerrados.
A maioria são de obstetrícia e ginecologia, estão encerrados nos hospitais Garcia de Orta, Barreiro, Leiria e Amadora-Sintra. A urgência pediátrica no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, também está fechada. É o que indica o portal do Serviço Nacional de Saúde quanto aos tempos de espera. A situação mais complicada tem sido registrada no Hospital Amadora-Sintra. Ontem chegou às 14h30 para doentes urgentes, situação bem diferente na manhã deste domingo. Os tempos de espera para pulseira amarela não chegam a uma hora.
Já a seguir temos uma nova conversa em 40 minutos por aqui na Rádio Observador, mas antes disso, Zé, vamos a outras notícias que estão a marcar a atualidade.
O Papa Francisco foi obrigado a interromper a leitura de uma homilia por estar com dificuldades para respirar. Pouco depois de começar a ler o Jubileu das Forças Armadas, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa disse aos presentes que estava com dificuldades em respirar. O mesmo aconteceu na passada quarta-feira, quando o líder da Igreja Católica não conseguiu ler o catecismo numa audiência geral pelo mesmo motivo. A Santa Sé veio explicar mais tarde que o Papa sofria de bronquite. A Arábia Saudita acusa Israel de tentar encobrir crimes cometidos em Gaza. Também outros países árabes e islâmicos consideram que Israel está a deslocar à força os habitantes da Faixa de Gaza para encobrir crimes no enclave. Entretanto, o governo português saúda a libertação de mais três reféns pelo Hamas, mas tendo em conta as debilitações físicas que apresentaram, a tutela de Paulo Rangel exige mais respeito pelos direitos humanos. A partir de amanhã, os combustíveis vão ficar mais caros. Isto depois de uma semana de descidas. De acordo com o Automóvel Clube de Portugal, o gasóleo deve subir cerca de meio cêntimo por litro, a gasolina sobe um cêntimo. E João, para terminar este jornal, tenho uma pergunta: tens rotinas de hábitos saudáveis?
Por acaso, agora estou a tentar neste 2025 ser uma pessoa mais saudável. Até comecei a correr, imaginas tu.
Estás numa versão mais fit, digamos assim.
Melhorada 2.0.
João Costa e Silva 2.0, parece-me muito bem. É que de acordo com um estudo de uma universidade na Austrália, os hábitos saudáveis podem demorar entre dois meses a um ano até se tornarem rotina.
Já percebi. Agora já consigo perceber algumas coisas. Entretanto, a falta de vontade, quando não tenho vontade para fazer certas coisas.
Não lhe chames falta de vontade.
Chamo-lhe tímido.
Exatamente. Estás num processo de habituação. Os investigadores chegaram a esta conclusão depois de analisarem mais de 2600 pessoas. Os hábitos saudáveis analisados eram, entre outros, beber água, tomar vitaminas, realizar exercício físico, que é o teu, ou então uma coisa que pode até parecer incomum, mas é efetivamente um hábito muito saudável, usar fio dental depois de escovar os dentes.
Muito bem, e faz todo sentido. Mas quais é que foram as conclusões ao nível de tempo?
Começamos por este último. Usar fio dental pode demorar algumas semanas até se tornar uma rotina na vida das pessoas, segundo este estudo de uma universidade na Austrália. Já mudar a dieta, ou seja, comer melhor ou começar a fazer exercício, demora um pouco mais de tempo a entrar no dia a dia de alguém e consegue-se perceber o porquê.
Estás a olhar para mim e consegues dizer.
Não, não estou a olhar para ti, mas estou a falar contigo, João. Sempre mostrei que sou a favor do teu momento mais fit, esta versão 2.0.
Exato.
Ficamos por aqui no Jornal do Meio-Dia.