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Jornal do Meio Dia com a edição do José Rafael Lopes. José, a presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração explica que a greve na AIMA não tem como objetivo prejudicar o atendimento de imigrantes.
A paralisação começou hoje, vai durar quatro dias e foi convocada precisamente pelo Sindicato dos Técnicos de Migração. Na Rádio Observador, a presidente do sindicato, Manuela Niza, diz que os postos de atendimento estão a funcionar sem grandes constrangimentos e explica que o principal objetivo da greve é precisamente o de não prejudicar quem precisa de ser atendido.
Não queremos que os nossos utentes sofram mais do que aquilo que já estão a passar pela ineficácia do serviço. Portanto, não, senhora. Por isso é que não pedimos um só dia, porque isso fecharia postos, embora tema que sexta-feira seja um dia em que efetivamente não possamos garantir que os postos estejam todos abertos. Mas uma das razões foi efetivamente que os postos não fechassem, de maneira a que as pessoas pudessem ser atendidas, porque há pessoas que vão para o pé dos postos de atendimento de noite, como sabe. Portanto, a grande ideia é que o impacto que se vai sentir é o impacto em back office.
Declarações da presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, Manuela Niza, que adianta que o que está em causa é chamar a atenção da opinião pública para a problemática que se vive na AIMA.
E o procurador-geral da República diz que a proteção das crianças no espaço digital é um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas.
No Dia da Criança, Amadeu Guerra pede mais atenção em relação aos mais jovens. Fala num desafio em que não basta reagir, mas onde é preciso antecipar os riscos. Na abertura da conferência Crianças sem Rede: a Proteção da Criança na Internet, Amadeu Guerra pede um reforço dos mecanismos de proteção dos mais novos. O procurador-geral da República diz estar preocupado com a realidade que as crianças vivem aos dias de hoje.
A velocidade a que evoluem os riscos digitais supera frequentemente a capacidade de resposta dos sistemas jurídicos tradicionais. E é precisamente por isso que a proteção de crianças no espaço digital se afirma como um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas. Um desafio onde não basta reagir ao dano já consumado. É necessário antecipar riscos, desenvolver mecanismos eficazes de prevenção, reforçar a cooperação internacional e assegurar que a inovação tecnológica permanece subordinada ao respeito pela dignidade humana e pelo superior interesse da criança.
As palavras de Amadeu Guerra a pedir mais mecanismos para defender as crianças. Já o Bastonário da Ordem dos Advogados recordou o caso das duas crianças francesas abandonadas em Alcácer do Sal. João Massano fala num exemplo e deixa um apelo à responsabilidade de todos na proteção das crianças.
O sistema somos todos nós e todos nós temos uma palavra a dizer. Basta olhar para as consequências de nada fazer ou de fazer alguma coisa. Felizmente, temos tido alguns bons exemplos, nomeadamente o caso daquelas duas crianças abandonadas em Alcácer, que porque houve alguém que olhou para o lado e foi ajudá-las, as coisas correram bem. Mas se essa pessoa tivesse feito o que muitos de nós provavelmente fazemos nestas situações, que é olhar para o lado, o que é que lhes poderia ter acontecido? Essa é a pergunta que todos deveremos colocar.
A pergunta deixada no ar pelo Bastonário da Ordem dos Advogados na conferência organizada pela Comissão da Família e Crianças, pela Comarca de Lisboa Norte e pela Delegação de Loures da Ordem dos Advogados, que decorre ao longo do dia de hoje em Loures, neste Dia Mundial da Criança.
Manuel Monteiro, antigo líder do CDS, critica a atuação do Ministério Público nos chamados grandes processos judiciais. Considera que tem deixado muito a desejar.
Lentidão, demasiado espalhafato e falta de responsabilidade são as críticas deixadas por Manuel Monteiro na comissão de inquérito aqui na Rádio Observador.
Nós temos hoje uma desproporção total entre o espalhafato da detenção e o anonimato do resultado. E para além do tempo. E isto é um problema gravíssimo do regime. E andamos todos a dormir na forma sobre esta matéria. Ou seja, eu não faço a mínima ideia de quem é a responsabilidade do que está a acontecer na Justiça em Portugal, se é do legislador, se é dos políticos, se é dos magistrados, se é das leis, se é dos códigos, chamemos daquilo que quisermos. Agora, a situação como está não pode continuar. Eu não posso ter pessoas que são detidas e que se faz uma publicidade imensa dessa detenção e depois passarem-se 10, 12, 13, 14 anos e nada acontecer.
Manuel Monteiro considera ainda que Luís Montenegro mostrou intranquilidade ao antecipar as eleições diretas no PSD como resposta a Pedro Passos Coelho. Sobre as críticas do ex-primeiro-ministro, Manuel Monteiro diz apenas que não sabe se Pedro Passos Coelho quer ou não voltar à liderança do PSD.
Declarações na comissão de inquérito esta manhã aqui na Rádio Observador, já disponíveis nas plataformas podcast. E o presidente da Associação de Administradores Hospitalares considera que é tempo de elaborar um novo plano de emergência e transformação na saúde.
Xavier Barreto defende que o governo deve optar por medidas mais estruturais e lamenta que este plano tenha sido apresentado como uma bala de prata que resolve todos os problemas na saúde. O Observador noticiou ontem que dois anos depois da implementação do Plano de Emergência da Saúde, 40% das medidas ainda estão por concretizar e que o grupo de acompanhamento criado pelo governo não se reúne há um ano. No Explicador da Rádio Observador, Xavier Barreto apela a mudanças na estratégia e dá o exemplo dos médicos tarefeiros.
É muito importante que todos os tarefeiros sejam recrutados para o Serviço Nacional de Saúde, porque eles fazem falta, estão a assegurar turnosEu acho que depende mais deste tipo de medidas do que da concretização de medidas que eventualmente estivessem no plano e que não foram implementadas. Eu acho que é tempo de pensar num novo plano.
E para isso pode contar com a Associação dos Administradores Hospitalares, é o que garante Xavier Barreto. O Plano de Emergência e Transformação na Saúde foi uma das iniciativas estruturantes na área da saúde dos governos da AD. Foi apresentado em maio de 2024, no início do primeiro executivo liderado por Luís Montenegro.
Vamos à atualidade internacional. No Médio Oriente, Benjamin Netanyahu assegura que a ofensiva israelita no Líbano vai continuar.
O primeiro-ministro de Israel recusa abdicar de ataques em Beirute enquanto o Hezbollah estiver a atacar as cidades israelitas. É a justificação de Benjamin Netanyahu para manter os ataques, que garante estão apenas a atingir quartéis-generais terroristas, situados sobretudo em Beirute, embora existam outros focos do Hezbollah espalhados pelo país. É o que garante o líder israelita, que falou depois de ontem Israel ter escalado a ofensiva terrestre no Líbano e numa altura em que o Irão volta a sublinhar que qualquer tipo de acordo de paz no Médio Oriente precisa de um cessar-fogo no Líbano. Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão deixou ainda acusações aos Estados Unidos. Acusa o Estado norte-americano de estar a violar o cessar-fogo.
12h07, antes do "E o Resto é Ciência", José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
A seleção portuguesa começa hoje o estágio de preparação para o Campeonato do Mundo. Ao longo desta segunda-feira, 23 dos 27 convocados de Roberto Martínez vão concentrar-se na Cidade do Futebol, em Oeiras. Apenas os jogadores do PSG, Vitinha, Nuno Mendes, Gonçalo Ramos e João Neves vão chegar mais tarde à concentração. Têm direito a férias depois de terem conquistado a Liga dos Campeões ao serviço do PSG. Às 18h, realiza-se o primeiro treino às ordens do selecionador Roberto Martínez. A taxa de desemprego da zona euro manteve-se estável nos 6,3% e nos 6% na União Europeia no mês de abril. É o que revelam os dados divulgados pelo Eurostat. Em Portugal, o indicador recuou para os 5,7%, face aos 6,2% do mesmo mês no ano passado. Entre os Estados-membros, a taxa de desemprego mais elevada foi registada na Finlândia, com valores acima dos 10%. A mais baixa é na Bulgária, onde apenas 2,8% da população não está empregada. Na Colômbia, o candidato da extrema-direita, Abelardo de La Espriella, venceu a primeira volta das presidenciais, conquistou cerca de 44% dos votos, ou seja, mais de 10 milhões de eleitores. Os resultados contradizem as sondagens dos últimos dias e não caíram bem junto do atual chefe de Estado. Gustavo Prieto diz que os resultados não têm validade legal e avisa que as secções eleitorais já impugnadas demonstram que centenas de milhares de votos foram adicionados sem a existência de eleitores.
José Rafael Lopes e o Jornal do Meio-Dia.