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O Jornal do Meio-Dia tem edição do Miguel Vieira. Miguel, a presidente da Comissão Europeia condena os ataques da Rússia à Ucrânia na última madrugada. Ursula von der Leyen fala em atrocidades horríveis e anuncia um novo pacote de ajuda financeira.
O ataque com recurso a mísseis balísticos teve como alvo a capital ucraniana Kiev, provocou 17 mortos e mais de 50 feridos. É esse o balanço mais recente. Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Ursula von der Leyen diz que Moscovo tem de pagar pela destruição que está a causar. A presidenta da Comissão Europeia anuncia que vão ser disponibilizados à Ucrânia mais de 1,4 mil milhões de euros, verba que corresponde aos juros dos ativos russos congelados na Europa. Anúncio feito poucas horas depois de Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, ter voltado a pedir ajuda aos aliados, em particular sistemas antimísseis. No caso do ataque da última madrugada, a Força Aérea Ucraniana admite que não conseguiu interceptar nenhum dos 28 mísseis lançados pelas Forças Russas.
António Jaté, historiador, professor catedrático da Academia Militar, considera que os ataques mais intensos de Moscovo dos últimos dias visam ganhar força na mesa das negociações.
Chegar à mesa negocial numa posição mais vantajosa, sem olhar a mais.
Insere-se numa prática que infelizmente já dura há muito tempo, que é a prática de intensificar os ataques sobre as zonas urbanas e sem grandes preocupações sobre os alvos atingidos. A Rússia aposta tudo nestes ataques de saturação e faz isto também na perspetiva de eventuais negociações que poderão abrir em breve, para transmitir uma mensagem de que, apesar da sua fraqueza no campo de batalha, continua a poder infligir danos significativos à Ucrânia.
Análise de António Jaté. O ataque russo da última madrugada teve como alvo a capital da Ucrânia, Kiev, provocou, pelo menos, balanço provisório, 17 mortos.
E qualquer acordo entre o Irão e Omã vai ou não vai traduzir-se na reabertura imediata do Estreito de Ormuz. O aviso, Miguel, é de uma fonte do regime iraniano, citada pela emissora estatal iraniana IRIB.
Segundo essa fonte, a passagem vai continuar fechada enquanto persistirem aquilo que Teerão considera serem as violações dos Estados Unidos. A mesma fonte garante que as negociações sobre os futuros corredores de navegação decorrem exclusivamente entre o Irão e Omã e que os Estados Unidos nada têm que ver com as conversações em curso. A declaração surge depois das notícias de que o regime de Teerão estaria próximo de um acordo com Omã para criar o novo corredor de navegação. Irão acusa Washington de tentar atrasar o entendimento através de sucessivas ameaças militares.
Por cá, o Tribunal de Contas detetou uma série de infrações financeiras associadas ao período em que Luís Neves desempenhou as funções de diretor nacional da Polícia Judiciária. A auditoria, Miguel, reporta ao ano de 2023.
Em causa estão, sobretudo, contratos para a compra de combustível e viagens. O Tribunal de Contas conclui que os contratos não respeitaram as regras de contratação pública. Foram então levantadas dúvidas em relação a situações consideradas irregulares, detetadas, por exemplo, na utilização de cartões de crédito ou atribuição de telemóveis. De acordo com o relatório de auditoria a que o Observador teve acesso, o veredito sobre as contas da PJ foi, ainda assim, favorável, embora com reservas. Ou seja, o Tribunal de Contas aprovou a gestão financeira, mas com reparos e recomendações. As infrações detetadas podiam ter dado origem a sanções, não deram. O jornalista do Observador, João Paulo Codinho, explica que o perdão foi concedido com base numa disposição da lei que implica o cumprimento de três condições.
É quando há negligência, quando nunca tinha havido uma recomendação anterior e quando se trata da primeira falha, por assim dizer, do visado. Em suma, se não havia uma falha prévia, nós deixamos passar esta a primeira. É um pouco esse o espírito da lei. E com isso, tendo em conta que esta também foi, se eu não me engano, a primeira auditoria do Tribunal de Contas e até de um órgão de controle sobre a PJ, pelo menos durante o mandato do Luís Neves, estava sempre salvaguardado desse ponto de vista.
Porque ele não tinha sido ainda fiscalizado, digamos assim, por esta entidade.
Nos argumentos, eles próprios invocam isso, que era a primeira vez que a sua conduta estava a ser questionada e que só isso já atestava a sua boa fé, a sua probidade e o seu rigor na gestão.
As explicações do jornalista João Paulo Codinho, que assina esta notícia que pode ler em observador.pt. João Paulo Codinho, o convidado da História do Dia da Rádio Observador.
É uma notícia que, de resto, faz manchete a esta hora no site do Observador e é também o tema em análise na História do Dia. 12h06, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
A Polícia Judiciária apreendeu cinco toneladas de cocaína no navio porta-contentores, que foi ontem alvo de buscas em Sines. Foram detidos dois passageiros em situação clandestina e irregular e um elemento da tripulação foi também detido por suspeita de estar envolvido num esquema criminoso de tráfico de droga. É isso que se pode ler no comunicado divulgado esta manhã pela Polícia Judiciária. O grupo é suspeito de introduzir grandes quantidades de droga no continente europeu e terá sido desarticulado, uma possibilidade admitida pela Polícia Judiciária neste documento que fez chegar às redações. A Operação Sky Drop contou com a cooperação da Marinha e da Força Aérea Portuguesa. O Banco Montepio registou lucros de 58 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Representa uma descida de cerca de 17% face aos resultados obtidos durante o mesmo período do ano passado. A taxa Euribor desceu hoje a três e a seis meses, um dia depois destas duas maturidades terem atingido ontem máximos históricos. A 12 meses, a taxa Euribor subiu alguns pontos para 2,9%. Dados do Banco de Portugal indicam que a taxa a seis meses é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, representa cerca de 40% dos créditos para compra de casa. 15h, arranca hoje mais uma edição da 1422 quilômetros, 10 etapas, mais um prólogo, está partido hoje na estrada a edição número 87 da Volta a Portugal em Bicicleta. Participam na competição deste ano 119 corredores de 17 equipas. A partida é em Lisboa, na Praça do Império, em Belém, um prólogo de 6,5 km. O primeiro corredor sai pra estrada por volta das 15h. Vamos ter reportagem ao longo do dia aqui na Antena 1.
Vamos lá dar um saltinho, Miguel, é sempre a descer. Foi o Jornal do Meio-Dia.