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Este é o Jornal da Uma com Luís Soares. Luís, começamos com essas provas de aferição do ensino básico que vão mudar. O novo modelo de avaliação foi apresentado esta manhã pelo governo.
Passam a chamar-se Provas de Monitorização da Aprendizagem e voltam a ser feitas no quarto e sexto anos. Mas há também mudanças nos exames do nono ano. O repórter Miguel Gato acompanhou a conferência de imprensa do Ministro da Educação. Miguel, que novidades apresentou Fernando Alexandre?
Fernando Alexandre realmente apresentou algumas novidades relativamente a estas novas Provas de Monitorização de Aprendizagem. As antigas provas de aferição que vão acontecer no quarto e no sexto ano, em vez de no segundo, no quinto e no oitavo, como foi efetuado no ano letivo passado. Estas provas que vão ser feitas, tal como no ano passado, em formato digital. Já no nono ano, no terceiro ciclo, a mudança para o anterior ano letivo é o suporte das provas. O exame de Português passa a ser realizado pelos alunos em suporte digital, enquanto o de Matemática vai ser realizado em regime híbrido, digital e em papel. E de notar também que as provas do ensino básico, no quarto, no sexto e no nono ano, passam a ser avaliadas de 0 a 100, em vez da antiga escala de valores de 1 a 5. No ensino secundário, mantém-se o formato em papel. As diferenças para o ano anterior é que o exame de Português volta a ser obrigatório e outra das novidades é a comparabilidade entre provas dos alunos, com o objetivo, segundo diz o ministro da Educação, de avaliar a evolução dos alunos ao longo do tempo. Fernando Alexandre diz que esta nova metodologia das provas vai beneficiar os alunos e alega que se baseou nos melhores modelos que existem na Europa e diz também que o atual modelo implementado pelo anterior governo tem falhas e que é preciso corrigir precisamente essas falhas. O secretário de Estado adjunto da Educação, Alexandre Homem Cristo, diz também que um dos objetivos do governo é valorizar as antigas provas de aferição, as novas provas moda. Portanto, ficam aqui estas as novidades de que estas provas de monitorização da aprendizagem vão ser realizadas no quarto e no sexto ano, em vez de no segundo, no quinto e no oitavo. E fica também, Luís, essa mudança dos formatos das provas do nono ano e no 12º ano vão ser efetuadas em papel, em vez de em regime digital.
Miguel Gato, repórter do Observador, em direto do Ministério da Educação, com essas mudanças nas provas de aferição, passam a chamar-se Provas de Monitorização da Aprendizagem.
Os eurodeputados estão a votar o nome de Ursula von der Leyen para um segundo mandato à frente da Comissão Europeia. Os socialistas europeus prometem não falhar o compromisso de renovar o mandato da presidente.
Mas também prometem ficar atentos. Isso mesmo sublinhou a eurodeputada portuguesa Marta Temido, no discurso que fez durante o debate no Parlamento Europeu. A socialista saudou os passos que foram dados para a aproximação à agenda socialista, sublinhando que o programa da Comissão Europeia reconhece as bandeiras desta família política, por exemplo, na habitação. Por isso mesmo, Marta Temido conclui.
Não falharemos ao nosso compromisso e apoiaremos uma comissão assente neste programa. Mas este desafio começa aqui hoje e ao longo dos próximos anos contará com o nosso escrutínio atento. Este tem que ser mesmo o mandato da Europa de solidariedade. O nosso voto é o mandato de esperança, o seu, o mandato também de responsabilidade para conosco.
A garantia deixada por Marta Temido. Já do lado do PSD, a eurodeputada Lídia Pereira enalteceu a governação de Ursula von der Leyen.
A boa governação é o melhor antídoto para os extremismos ou contra os extremismos. É bom não esquecer os últimos cinco anos. Cinco anos de dificuldades, cinco anos marcados pelo vírus, pelo medo, pelas dificuldades provocadas pelo aumento do custo de vida dos europeus, pela guerra. Mas com diálogo, com compromisso e muito trabalho, estamos a ultrapassar estes desafios. Cooperamos como nunca na área da saúde. Apoiamo-nos mutuamente na reconstrução das nossas economias. Estamos a fazer um caminho cada vez mais conjunto na defesa. E na Comissão, a cara desta boa governação é de Ursula von der Leyen.
Lídia Pereira, deputada do PSD, a elogiar a governação de Ursula von der Leyen. Pela Iniciativa Liberal, Cotrim Figueiredo confirma o apoio a von der Leyen e garante que os liberais são confiáveis, mas também exigentes. Quanto a Jordan Bardella, dos Patriotas pela Europa, diz estar contra o nome da atual presidente da Comissão Europeia e refere que as últimas eleições mostraram bem um fortalecimento das forças patrióticas.
No discurso de abertura desses trabalhos no Parlamento Europeu, Ursula von der Leyen colocou a segurança no centro do discurso. Acredita que a União Europeia não pode controlar os ditadores no mundo, mas deve fazer tudo para proteger a democracia na Europa.
E os assuntos de defesa e de segurança também estiveram no centro do discurso, assim como as ameaças à democracia. Ursula von der Leyen diz estar extremamente preocupada com o futuro da Europa e sublinha que o bloco comunitário tem escolhas a fazer.
A Europa não pode controlar os populistas e ditadores ao longo do mundo, mas pode escolher proteger a democracia. A Europa não pode determinar o resultado das eleições em todo o mundo, mas pode escolher investir na segurança e na defesa do continente. A Europa não pode parar a mudança, mas pode escolher incorporá-la, investir em prosperidade e melhorar a nossa qualidade de vida.
Ursula von der Leyen, que elevou também a habitação a problema europeu, revelou que vai ter um comissário para o setor e um plano para habitação acessível. A líder do executivo comunitário insiste também na necessidade de um cessar-fogo imediato no Médio Oriente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que Vladimir Putin falhou todas as tentativas de criar divisões na Europa.
Declaração feita na Cimeira da Comunidade Política Europeia. O presidente da Ucrânia sublinha que Putin é incapaz de manter relações com qualquer líder de um país livre. Fala num trunfo europeu enquanto a Europa conseguir manter-se coesa na resistência à agressão russa.
Nós conseguimos manter a união na Europa. Estamos juntos. Isso significa que Putin falhou o objetivo principal. Falhou na tentativa de criar divisões na Europa. Enquanto a Europa continuar unida, o caminho para a paz está aberto. Putin é incapaz de manter relações com os líderes europeus. É uma vantagem, mas apenas vai continuar a sê-lo enquanto a Europa estiver unida.
Palavras de Volodymyr Zelensky, num discurso ao lado do primeiro-ministro britânico. O presidente da Ucrânia volta a destacar a importância das negociações da entrada da Ucrânia na União Europeia. Assegura que tem que ser um caminho irreversível para enviar uma mensagem a Moscovo.
Olhemos agora para outras notícias que também estão a marcar a atualidade a esta hora.
O governo diz que o país está mais bem preparado para o combate aos incêndios, depois da aquisição de dois aviões Canadair. Anúncio feito por Margarida Blas, com a Ministra da Administração Interna, no discurso na cerimônia da assinatura da aquisição dessas aeronaves. Apesar do contrato ter sido assinado hoje, a primeira aeronave só será entregue em 2029 e a segunda em 2030. Esta compra insere-se num plano de aquisição de meios aéreos próprios do Estado para a prevenção e combate a incêndios. Portugal desceu do sexto para o oitavo lugar do ranking da FIFA, numa hierarquia liderada pela Argentina e na qual Espanha, a nova campeã europeia, ascendeu ao terceiro lugar. Afastado do Euro nos quartos de final, Portugal desceu duas posições, segue imediatamente atrás dos Países Baixos, que se mantiveram no sétimo lugar.