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As notícias. Começa agora o Jornal da Uma da Tarde da Rádio Observador, com a edição de Luís Soares. E Luís, o líder do PS acusa a AD, o Chega e a Iniciativa Liberal de estarem a contribuir para um rastilho social. José Luís Carneiro recomenda ao governo que ponha a lei do arrendamento na gaveta.

No âmbito das manifestações contra o aumento do custo de vida e protestos pela habitação que acontecem hoje, o líder socialista avisa o governo que é melhor desistir da nova lei do arrendamento, que desceu à especialidade no Parlamento. José Luís Carneiro relaciona que o diploma não contribui para a paz social, muito pelo contrário.

A nova lei das rendas, apresentada pela AD e com o apoio do Chega e da Iniciativa Liberal, transformou-se num rastilho social. E é de um rastilho social que estou a falar e que exige uma atitude da parte do primeiro-ministro. E a atitude é meter na gaveta a lei das rendas, que vem desproteger os mais jovens, e que vem desproteger as famílias e que vem lançar na incerteza os mais idosos.

O secretário-geral do PS reagiu também ao início desta tarde ao vídeo publicado por São Bento, que mostra uma manifestante pela habitação no Porto a ameaçar atacar a casa do primeiro-ministro. Luís Montenegro considerou que foi um apelo à violência. O líder do PS, José Luís Carneiro, prefere esperar por uma eventual investigação das autoridades.

Eu não conheço os termos, não conheço o vídeo, não conheço a sua plenitude. Esse é um assunto que deve ser acompanhado pelas entidades competentes. O Sistema de Segurança Interna é a instituição que deve e que serve para que nestes momentos possam acompanhar, com todo o detalhe, aquilo que são expressões, muitas das vezes, utilizando a boa fé das pessoas e que, por vezes, estão presentes nas manifestações. Portanto, o direito de manifestação é um direito fundamental que deve ser respeitado, deve ser valorizado, mas naturalmente, deve ser feito no quadro do Estado de Direito.

O secretário-geral socialista apela ainda à responsabilidade dos manifestantes nos protestos que acontecem durante o dia de hoje. Pede também às autoridades que recorram à força, se for necessário, mas de forma adequada e proporcional.

No Porto e em Coimbra, a manhã foi marcada pelas manifestações da CGTP contra o aumento do custo de vida. Um protesto que se repete esta tarde em Lisboa.

A manifestação em Lisboa começa às 14h30, daqui a uma hora e meia. Começa no Cais do Sodré e termina na Praça do Rossio. No caso do Porto, o protesto terminou com o anúncio de uma manifestação em Lisboa no dia da votação final do Orçamento do Estado. Miguel Pinheiro Correia.

24 de novembro, Luís, é essa a data da próxima manifestação convocada pela CGTP, precisamente em frente à Assembleia da República, no dia em que se vota o Orçamento do Estado. O anúncio foi feito há instantes aqui na Praça Dom João I, onde terminou esta marcha, por Filipe Pereira, o coordenador da União de Sindicatos do Porto. No momento de discursos para as largas centenas de pessoas que se juntaram nesta manifestação, ouviram-se críticas ao governo, gritos de "Cuba vencerá, Palestina vencerá" e muitos apupos a partidos como o Chega e a Iniciativa Liberal. Tem-se ouvido também muitos aplausos à queda do pacote laboral. David Leite, dirigente da Interjovem, está aqui comigo. É um exemplo, essa queda do pacote laboral, de que estes gritos na rua, estas manifestações valem a pena?

Sim, foi a luta dos trabalhadores que derrotou o pacote laboral, que ninguém se engane. Foram as grandes greves gerais, foram as manifestações, que tornaram completamente impossível a continuação do projeto e que fizeram com que fosse eventualmente rejeitado no Parlamento. Mas foi esse movimento dos trabalhadores na rua.

E esta manifestação de hoje com largas centenas de pessoas, era a mobilização que esperavam? Era essa a resposta que esperavam depois de uma semana, sobretudo aqui no Porto, mesmo na Praça Dom João I, com muitos protestos pela habitação?

Eu acho que foi uma boa mobilização, acho que muito bem participado. Aos meus olhos são milhares de pessoas, mas eu acho que esteve muito bem participado e com uma grande parte componente jovem que apareceu para reivindicar os seus direitos.

E sobretudo essa questão dos jovens trabalhadores, representando-os também aqui. Quais são as principais queixas destes jovens?

Os problemas são aqueles que todos conhecem. Desde já, o maior problema é a questão da habitação. Temos jovens casais trabalhadores que recebem salário, que estão a partilhar quartos com outras pessoas em casas. A grande maioria dos jovens não consegue comprar casa, tem dificuldades de arrendar, não consegue sair de casa dos pais. E não é por opção, não é por escolha, é pelos preços incomportáveis da habitação e por salários baixos.

Obrigado, David. Aqui nesta reação ao fim desta manifestação e dos protestos que se foram ouvindo. A manifestação terminou depois desses discursos, entoou-se também o hino de Portugal. Entretanto, alguns manifestantes que por aqui continuam, ainda muitos, vão cantando "Grândola Vila Morena" e vão celebrando e vão festejando ainda com gritos de ordem, numa presença na praça que se deve continuar e prolongar também com o movimento acampada, que promete estar aqui pelo menos até às 19h.

Miguel Pinheiro Correia, em direto do Porto, a acompanhar esta mobilização convocada pela CGTP contra o aumento do custo de vida. Daqui a uma hora e meia, há manifestação em Lisboa.

E o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas considera que a demora no licenciamento é um dos principais entraves na construção de casas novas.

Foi o tema do Explicador desta manhã. Ricardo Gomes explica que há condições para colocar em prática a legislação que prevê um licenciamento mais rápido. Explica também que as autarquias têm margem para agilizar os processos.

Grande parte dos instrumentos que os decisores políticos podem usar, nomeadamente os autarcas, porque são aqueles que estão mais perto do terreno, são os que sofrem com o problema e são aqueles que têm maior capacidade para resolver. Se excluirmos aqui questões que também são relevantes, como os aspetos ambientais, as reservas agrícolas, todo esse tipo de condicionamentos, mas nas zonas urbanas consolidadas, isso não é normalmente um constrangimento. E os instrumentos existem todos na lei.

Ou seja, compete às autarquias agilizar esses processos.

Com certeza, utilizá-los.

Ricardo Gomes, presidente da Associação Nacional de Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, no Explicador desta manhã.

Sete minutos para as 13h. Que outras notícias marcam a atualidade, Luís?

Também em França, o dia está a ser marcado por protestos. Em Paris, há registro de dezenas de detidos esta manhã. O último balanço das autoridades de Paris dá conta de mais de 60 detidos na sequência dos protestos. A polícia parisiense foi obrigada a intervir e também a dispersar duas manifestações distintas, uma de caráter sindical, a outra de estudantes do ensino secundário. O Papa Leão XIV vai ter alta hospitalar esta tarde. Vai já amanhã recitar a Oração do Ângelus, no Vaticano. Informação avançada pelo Vaticano, o site oficial. Leão XIV foi operado a um nódulo no pulmão. A procura de consultas de cuidados primários e urgências hospitalares relacionadas com infeções respiratórias e síndrome gripal aumentou na semana passada, assim como a procura pela linha SNS 24. São dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde, mostra que os atendimentos por problemas respiratórios agudos aumentaram quase 20%. Os atendimentos por febre subiram mais de 10% face à semana anterior.

E é o ponto final no Jornal da Uma da Tarde e das manhãs 360 de fim de semana. Luís, estás de saída.

Estamos de saída.

Já a seguir fica com Filipa Duarte.