Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador. E começamos este jornal das 14h com essa assembleia geral do Benfica, que foi hoje interrompida. Luís Filipe Vieira, candidato à presidência, recebeu muita contestação na Luz.

Foi interrompida no momento em que o antigo presidente do Benfica se preparava para falar, um grupo de sócios exaltou-se e o candidato à presidência foi assobiado e insultado. No entanto, Luís Filipe Vieira está confiante de que vai ter a oportunidade de falar já na parte da tarde, quando os trabalhos forem retomados. Atira as culpas por esta situação a um núcleo de adeptos do Benfica ligados à candidatura de João Diogo Mantegas.

Já vem do passado. Há aqui um grupo que tem muito a ver com aquele movimento que é o Servir o Benfica, onde está o Benitez, onde está o João Mantegas, e que estavam a acordar todos, acordaram e desafiaram outros também, quando eu fosse falar, para saírem da sala.

Não conseguiu falar, não conseguiu dizer nada.

Não, mas vamos falar, calma.

Vai agora falar na parte da tarde.

Lógico, eles têm que ouvir, então não têm que ouvir?

Declarações de Luís Filipe Vieira à CMTV. O diretor de campanha do antigo presidente Bruno Batista critica a postura destes sócios, mas nega que tenham existido agressões na assembleia geral. Já do lado da oposição, o candidato João Noronha Lopes sai em defesa de Luís Filipe Vieira. Refere que todos os sócios têm o direito de falar.

Eu fiz um apelo para que esta assembleia decorresse com a maior tranquilidade e com a maior serenidade, tal como faço sempre. E relativamente àquilo que se passou lá dentro, o que eu quero dizer de uma forma muito clara é o seguinte: não é admissível que um sócio do Benfica não possa usar da palavra numa assembleia geral do Benfica, independentemente das divergências que todos nós possamos ter.

O candidato à presidência do Benfica, João Noronha Lopes, num registo da CNN Portugal. Nesta assembleia geral, o atual presidente Rui Costa ainda se levantou para tentar acalmar a situação, mas Luís Filipe Vieira continuava a ser assobiado depois de ter dito algumas palavras. Já fora do pavilhão, João Diogo Mantegas recusou comentar o caso aos jornalistas. Disse apenas que o que acontece na assembleia geral do Benfica fica nesta assembleia.

Vamos à política. José Luís Carneiro recusa comentar o timing da investigação do caso Spin on Viva. O secretário-geral do Partido Socialista reforça a confiança nas instituições do país.

Em pré-campanha pelas ruas de Vila Nova de Gaia, o líder do PS foi questionado sobre as insinuações avançadas por Luís Montenegro ao jornal Público, sobre o timing dos pedidos do Ministério Público no caso Spin on Viva. O socialista recusa comentar, diz apenas que acredita nas instituições e é preciso deixar a Justiça trabalhar.

São assuntos que dizem respeito à Justiça e devemos deixar a Justiça fazer o seu trabalho. E mais não quero dizer, ou seja, a Justiça está a desenvolver o seu trabalho, desenvolve as diligências quando muito bem entende, não tenho como pronunciar sobre o tempo da Justiça. Eu acredito nas instituições do Estado de Direito e acredito nas instituições do meu país. E como acredito nas instituições do meu país, entendo que as instituições têm os seus ritmos de trabalho, têm as suas opções e certamente haverá justificação para que isso ocorra nos tempos que a Justiça considera oportunos.

Já no tema da habitação, José Luís Carneiro volta a acusar o governo de estar desligado das condições de vida das pessoas. Uma crítica às medidas anunciadas pelo governo para a habitação com rendas moderadas de 2.300 €.

Luís Montenegro nega ter qualquer responsabilidade no atraso da investigação à Spin on Viva. O primeiro-ministro diz estar tranquilo e rejeita qualquer insinuação.

O jornal Público escreve que o gabinete-chefe do governo insinuou que houve motivações políticas nos timings escolhidos pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária para a investigação do caso Spin on Viva. Luís Montenegro foi confrontado com esta notícia pelos jornalistas durante uma ação de pré-campanha para as eleições autárquicas em São João da Madeira. O primeiro-ministro rejeita qualquer insinuação, diz que quer ver a investigação aos negócios da empresa familiar concluída com a maior brevidade possível.

Não há nenhuma insinuação. É que os senhores têm que passar a informação às portuguesas e aos portugueses com rigor, com sentido de responsabilidade e não sempre a criar confusão, sempre a criar sangue. Deixem-me dizer uma coisa.

Mas em que é que há confusão? Eu preciso só de um esclarecimento.

O esclarecimento é muito simples. O meu gabinete disse ao jornal Público que eu recebi dois pedidos de esclarecimento, um durante a campanha eleitoral legislativa e outro agora nas vésperas das eleições autárquicas. Isso é um facto, não é insinuação nenhuma, é um facto. Quero que essa averiguação acabe o mais cedo possível. Não é por mim que ela está atrasada. Isso que fique muito claro, e foi isso que eu disse ao jornal.

O Ministério Público pediu mais documentação ao primeiro-ministro para poder finalizar a averiguação preventiva sobre os negócios da Spin on Viva. Nesta ação de pré-campanha, o primeiro-ministro foi ainda recebido com alguma contestação por parte de populares, com críticas da habitação à saúde.

Ouça, presidente! Ouça, presidente! Eu não tenho 200 e tal euros para alugar uma casa.

Eu posso falar com calma?

Pode. Então fale. Explique e sabe Deus o que mais.

Quanto é que paga?

Pagamos 520 €.

Pronto. E tem a nossa ajuda para isso.

Que ajuda? Que ajuda? Não tenho ajuda. É onde?

Tem ajuda.

Diga-me onde, senhor. Outra pergunta que eu tenho para lhe fazer.

Diga.

Sou doente crónica, morfina, está aqui, biológicos, não estamos a ter consultas nos hospitais.

A senhora disse-me assim.

Está tudo mal.

Desde que o senhor entrou...

Piora, piora.

E eu perguntei: antes era diferente? E a senhora disse: "Não sei, porque nunca lá fui." Estamos conversados, está bem?

Luís Montenegro, no final de uma visita ao Mercado Municipal de São João da Madeira, neste registo captado pela CNN Portugal.

A líder da Iniciativa Liberal acusa o governo de ter feito uma cópia muito mal feita das propostas dos liberais para a habitação.

Marina Leitão está em pré-campanha em Gondomar. Questionada pelas medidas para a habitação, a líder da Iniciativa Liberal diz que o Executivo está a tentar copiar as medidas liberais, mas acabou apenas por conseguir versões mal conseguidas.

Em relação a estas medidas em concreto, algumas delas são quase uma tentativa um bocadinho mal conseguida de copiar algumas das ideias da Iniciativa Liberal, e refiro-me concretamente ao IVA a 6% para a construção, mas sempre uma cópia muito mal feita. E, portanto, eu até gostaria de deixar o repto ao senhor primeiro-ministro, quando ele precisar da ajuda da Iniciativa Liberal, nós estamos inteiramente disponíveis para dar os nossos contributos para que estas medidas possam, de facto, ter aplicação concreta. A medida, tal como está desenhada pelo governo, o que vai criar é mais burocracia, mais complicação.

Críticas da Iniciativa Liberal a arrancar a pré-campanha para as autárquicas.

A circulação ferroviária na linha de Cascais está suspensa entre as estações de Oeiras e Cascais.

A circulação foi suspensa por volta das 9h, devido a um problema na cantenária, é o que confirma fonte da Infraestrutura de Portugal ao Observador. Ainda não há uma previsão exata sobre quando a circulação vai ser restabelecida, mas espera que possa ser retomada durante esta tarde. Os comboios estão a circular normalmente entre o Cais do Sodré e Oeiras.

Há mais notícias com a Nadine Soares no Jornal das 3.