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Vamos às notícias. Jornal das duas com José Rafael Lopes e José. Dia de eleições no Benfica, mais de 160 mil sócios são chamados às urnas, mas já lá vamos, José. Para já, começamos com uma notícia de última hora. Mariana Mortágua vai deixar a liderança do Bloco de Esquerda.

A líder bloquista anunciou que não se vai recandidatar à liderança do partido. A informação foi transmitida aos militantes através de uma carta da própria coordenadora nacional do Bloco. Mariana Mortágua reconhece que não conseguiu impedir a tendência de diminuição do Bloco de Esquerda no espaço político e deixa um aviso de que a esquerda está a passar por um momento complicado. A decisão de Mariana Mortágua é conhecida a um dia da reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda. Para esta tarde, a ainda líder agendou uma conferência de imprensa para explicar esta decisão.

Agora sim, vamos às eleições no Benfica. Mais de 28 mil sócios votaram até ao meio-dia nas eleições presidenciais.

Em 2021 votaram 40 mil sócios. Esta manhã, até ao meio-dia, 28 mil já o fizeram. É mais de metade do total de há quatro anos. Os números foram avançados pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica. A afluência está elevada e deve mesmo ser quebrado o recorde. As urnas, importa recordar, estão abertas até às 22h. Já votaram cinco dos seis candidatos à presidência do Benfica. Falta apenas votar Luís Filipe Vieira. Hoje são chamados a votar 160 mil sócios do Clube da Luz.

E Rádio Observador tem uma emissão especial preparada a partir das 19h, mas estamos já em reportagem junto ao Estádio da Luz.

É lá que está o repórter Diogo Varela. Tem estado a acompanhar o avançar da votação, com muitos sócios a escolher votar no Estádio da Luz. Junta-se agora em direto o Diogo Varela. Diogo, a afluência está alta e esse recorde deve mesmo ser batido.

Está cada vez mais perto, José Rafael Lopes, e falavas em 28 mil. Eu até atualizo esses dados. Há pouco, há cerca de meia hora, José Pereira da Costa, o presidente da Assembleia Geral, atualizou para perto de 33 mil votantes até à 13h30. Ou seja, são agora 14h, passou meia hora desde lá para cá. Ainda faltam oito horas até as urnas encerrarem, horário do Portugal continental, ou seja, o Benfica, todos os votantes, os sócios, têm oito horas para tentar chegar a esses 57 mil votantes nas eleições do Barcelona, que é o recorde a nível mundial num ato eleitoral de um clube de futebol. Aliás, de um clube, não só de futebol, de uma instituição. Relativamente aqui e de todos os diretos que eu tenho vindo a fazer desde às 9h, este é o direto com mais chuva. É um dilúvio autêntico, José. Nós estamos aqui numa espécie de uma tenda que foi instalada para nós, jornalistas. Estamos aqui abrigados, mas os sócios na fila até à entrada aqui do pavilhão, junto ao Museu Cosme Damião, vão atravessando este autêntico dilúvio. É uma chuva torrencial que se abate nesta altura na capital portuguesa, em Lisboa. Nem sei se não será mesmo audível esse som da chuva que vai caindo com muita intensidade. Há pouco, também pouco depois das 13h, falou o último dos cinco candidatos que vieram aqui ao pavilhão do Estádio da Luz, falou João Diogo Mantegas, o candidato da lista C. Em curtas palavras, mostrou-se confiante. Também ele acredita que este ato eleitoral não ficará decidido hoje, ou seja, que terá que haver essa segunda volta e que a acontecer é no dia 8 de novembro. Entretanto, como tu referiste, já só falta Luís Filipe Vieira, dos seis candidatos presidenciais, sendo que o antigo presidente encarnado não vota aqui, vota sim no Seixal. E, portanto, todos os outros cinco candidatos já por aqui passaram e deixaram declarações. Mas é de facto um início de tarde marcado por muita chuva e que poderá dificultar a vinda dos sócios, porque se há pouco a afluência era grande e o próprio José Pereira da Costa falou em cerca de 25 minutos a meia hora no tempo de espera aqui no Pavilhão da Luz, agora esse tempo até poderá diminuir, porque eu vejo já muita gente a voltar para trás, José. Vejo muitos sócios a irem para a zona abrigada e a esperarem por um momento mais oportuno para votar. Portanto, é aqui uma informação em direto que posso também adiantar. Muita gente a recolher e a abrigar-se. De facto, é uma chuva incrível.

É a reportagem do Diogo Varela a acompanhar as eleições no Benfica, agora também ele refugiado da chuva, a dar conta desse número reforçado. Mais de 33 mil votantes até à 13h30.

Mas, José, não é só no Estádio da Luz que se vota para escolher o próximo presidente do Benfica.

Ao todo, são 108 locais de voto, do norte a sul do país, também no estrangeiro. Na região Norte, mais concretamente em Paredes, a acompanhar a votação, está o repórter Ricardo Loureiro. Ricardo, como está a correr o ato eleitoral por aí?

Um ato eleitoral que já atingiu valores recorde, tal como temos dito ao longo desta manhã, e essa afluência tem-se sentido também pelas mais diversas casas do Benfica do país. Ora, durante esta manhã fomos percorrendo algumas dessas casas mais a norte, primeiro em Famalicão, onde inicialmente a votação era feita com um sócio de cada vez, situação que por volta das 10h foi duplicada, isto é, passaram a votar dois sócios de cada vez. Algo que, por exemplo, também aconteceu mais à frente, na casa do Benfica de Santo Tirso, onde a espera era de cerca de 30 minutos, uma demora que se tornou maior com o passar das horas, por força dessa tal afluência que temos descrito nesta manhã. Ora, em Paredes, onde estamos, a mesa de voto foi aberta às 09h10, um atraso de cerca de 40 minutos que se deveu a um problema logístico, resolvido entretanto, e muito à semelhança das casas por onde fomos passando, não há situações de maior a registar, pelo menos que coloque em causa o normal andamento destas eleições. A afluência por cá é muita, o tempo de espera já vai, imagine-se lá, em duas horas. Nota ainda para os muitos sócios do Benfica que trazem consigo cascóis, camisolas, chapéus também do clube. Um dos sócios, a meio desta manhã, dizia-me que é acima de tudo um dia para celebrar o Benfica e o benfiquismo.

Ricardo Loureiro, que está a acompanhar a votação nas casas do Benfica, no norte do país.

E Tomás Correia, ex-líder do grupo Caixa Económica Montepio Geral e dois gestores do Finibanco Angola, foram acusados pelo Diário Regional de Lisboa dos crimes de abuso de confiança e de branqueamento de capitais.

Segundo o despacho da acusação a que o Observador teve acesso, os suspeitos terão causado um prejuízo de cerca de €31 milhões ao Finibanco Angola e a todo o grupo Montepio. Em causa está o negócio realizado em 2013 em Luanda entre o Finibanco Angola e uma sociedade imobiliária para a compra de um edifício que serviria de nova sede para o Finibanco Angola, que terá sido uma compensação pelo investimento de €18 milhões do dono da imobiliária no Montepio. Segundo a CNN Portugal, o negócio para a sede foi avaliado em cerca de €99 milhões.

E é assim que fechamos este jornal das 14h.