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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das Duas, edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, começamos com a segunda volta das eleições do Benfica. Até à 13 horas votaram mais de 42 mil sócios.

São mais cerca de 15 mil do que os que votaram à mesma hora na primeira volta, números oficiais divulgados pelo Benfica. O atual presidente e candidato Rui Costa votou de manhã cedo, pouco depois das urnas terem aberto às 8h30 da manhã. Nessa altura, disse estar otimista em ultrapassar os mais de 86 mil sócios que votaram no dia 25 de outubro. Já João Noronha Lopes votou na última hora, altura em que prestou declarações aos jornalistas e que foram acompanhadas pelo jornalista Martim Madeira, agora em direto. Martim, boa tarde. Que mensagem deixou o candidato João Noronha Lopes?

Boa tarde, Laura. João Noronha Lopes apareceu para votar e deixou também uma mensagem de união para os sócios.

Oiça, não vou fazer comentários sobre isso. Minha candidatura já se pronunciou. O que eu quero destacar aqui mais uma vez. O que eu quero destacar aqui hoje é que hoje é um dia de união entre os benfiquistas. A campanha eleitoral vai acabar hoje, amanhã será eleito o novo presidente. A prioridade desse presidente vai ser unir os benfiquistas. E é isso que nós temos que pensar a partir do final do dia de hoje.

João Noronha Lopes recusou-se também a fazer qualquer tipo de declarações em relação à polêmica das mensagens e do vídeo enviado pela candidatura de Rui Costa às casas do Benfica. Já o representante oficial da candidatura da lista F, João Marecos, pede ao Benfica a condenação pela mensagem.

Estamos, naturalmente, à espera que o Benfica, através dos meios institucionais, reaja. O Benfica liderado por Rui Costa reaja positivamente.

Mas está à espera que aconteça o quê?

Foi apenas um apelo geral ao voto por parte do João Marecos.

Não foi um apelo geral ao voto. Aliás, a única razão que eu entendo para o presidente de mesa dizer isso é, com todo o respeito, não ter visto o vídeo. O vídeo termina com os dizeres: "Vota lista G".

João Marecos explica ainda que neste caso é pior do que as mensagens enviadas pela lista de Noronha Lopes na primeira volta, porque apela diretamente a responsáveis das casas do Benfica, ao invés de apoiantes, como Noronha Lopes fez na primeira volta. Também o vice-presidente do futebol da candidatura da lista F prestou declarações aos jornalistas quando questionado sobre a alegada mensagem enviada a Pedro Mantorras, onde pressiona o ex-avançado do Benfica a votar em Noronha Lopes. Nuno Gomes garantiu que tal mensagem nunca foi enviada e que foi apenas uma tentativa para manchar o nome do ex-capitão das Águias. Laura, também quero te dar uma informação que me chegou há instantes. Está aqui também o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica. Os números foram atualizados: 48.325 sócios já votaram nestas eleições.

Jornalista Martim Madeira no Estádio da Luz, onde votou João Noronha Lopes.

E vamos continuar a acompanhar durante a tarde a votação nesta segunda volta para as eleições do Benfica. Falamos agora da Operação Marquês, o advogado oficioso de José Sócrates, sente-se a prazo no processo, mas admite que gostaria de continuar a representar o antigo primeiro-ministro neste caso.

José Manuel Ramos foi indicado como advogado oficioso de José Sócrates depois da renúncia do advogado Pedro Delile. No Explicador desta manhã revela que escreveu uma carta a José Sócrates, na qual se oferece para continuar a ser representante legal do antigo primeiro-ministro e a propor uma estratégia de defesa.

Na carta que lhe enviei, eu, modestamente, disse que compreendo que poderá ter outras pessoas que melhor do que eu o possam representar, mas que eu tinha uma ideia para a defesa dele. Já expus qual era, claro que não vou dizer neste momento, até porque ainda não obtive qualquer resposta e primeiro preciso falar com ele.

Uma carta para a qual José Manuel Ramos ainda não obteve resposta. Já contactou também o advogado Pedro Delile, mas igualmente sem resposta. E apesar de considerar que está a prazo, José Manuel Ramos diz que tem todas as condições para continuar com o processo em mãos.

Eu acho que estou preparado para levar o processo até o fim, se for necessário. Embora isso depois tenha outras implicações, como poder conflituar com outros processos que eu tenho no escritório. Terei de me organizar de forma diferente. Mas eu sinto-me preparado com a minha experiência e com aquilo que eu aprendi e que vou desenvolvendo, sinto-me minimamente preparado para estar no processo todo. Mas acredito que uma pessoa que tem uma defesa num processo desta envergadura para preparar, possa ter alguém conhecido que queira assumir ou que esteja disposto a assumir o patrocínio.

José Manuel Ramos critica, no entanto, a juíza presidente por não lhe ter concedido as 48 horas que pediu para se inteirar do processo. Admite que ficou condicionado na atuação e acusa o tribunal de precipitação.

Embora eu seja contra a decisão que não concedeu o prazo, acho que existiu uma certa precipitação do tribunal, com devido respeito.

De precipitação em ter continuado o julgamento e não ter dado o prazo?

Sim, era um prazo absolutamente exíguo, não era pelas 48 horas. Se o prazo tivesse sido concedido, se calhar até neste momento, ou eu continuaria ou o senhor engenheiro já estaria substituído neste momento e, portanto, poupar-se-ia aqui bastante tempo.

José Manuel Ramos, advogado oficioso de José Sócrates, ouvido no Explicador esta manhã.

A CGTP garante que vai continuar a lutar contra a proposta do governo para a reforma laboral e acusa o primeiro-ministro de enganar os portugueses.

É resposta da estrutura sindical às declarações de Luís Montenegro de ontem à noite. O chefe do governo disse que não compreendia a manifestação marcada hoje pela CGTP, uma vez que o anteprojeto para a reforma laboral está a ser negociado em concertação social. Em declarações à Rádio Observador, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, rejeita as críticas do primeiro-ministro.

Se o próprio governo diz que não abdica das linhas mestras, o seu primeiro-ministro, ao dizer O que está a acabar de dizer não está a dizer a verdade aos portugueses. Aquilo que está em cima da mesa é que independentemente de todo o processo negocial, isto vai pra frente e portanto, só há uma maneira, a maneira como o passado sempre nos mostrou. É a maneira da luta, da coletividade, da unidade, da organização dos trabalhadores para reverter o processo, que nós não podemos esquecer quem é este governo. Este governo é o mesmo governo que no tempo da troika retirou salários, retirou direitos, retirou reformas e pensões, retirou férias e feriados.

Tiago Oliveira não afasta, por isso, uma possibilidade de uma greve geral. CGTP sai à rua hoje em Lisboa, uma concentração marcada para daqui a pouco, às 14h30.

E na saúde, o tempo médio de espera para doentes urgentes no serviço de urgência do Hospital Amadora-Sintra ultrapassou esta manhã as 10h.

São dados do portal do Serviço Nacional de Saúde até ao 12h30. Tempo médio de espera para a primeira observação era de quase 11h para os doentes urgentes e mais de 15h para os doentes pouco urgentes. Ontem, 30 médicos da urgência geral do Hospital Amadora-Sintra tinham já alertado para a situação insustentável deste serviço. Sublinharam que as escalas não cumprem os rácios de segurança. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, no primeiro fim de semana de novembro, o tempo de espera na urgência ultrapassou as 24h. Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra justifica a situação com faltas dos médicos que estavam escalados.

Os partidos entregaram mais de 2100 propostas de alteração ao orçamento do Estado para 2026.

De acordo com a informação disponível no site da Assembleia da República, pelas 11h30 da manhã, era este o número de propostas que tinha dado entrada depois da prorrogação do prazo, que estava originalmente previsto para as 18h de sexta-feira. O CHEGA foi o partido que apresentou mais alterações, foram 613, seguido pelo PCP com 532. Depois o LIVRE, seguido pelo PAN, pela Iniciativa Liberal, depois pelo PSD/CDS, que entregou 54 propostas. O partido que entregou menos propostas foi o JPP.

O secretário-geral do PS pede ao primeiro-ministro que intervenha em relação à situação dos estudantes estrangeiros em Portugal com estatuto de proteção por causa da guerra na Ucrânia.

numa carta enviada ontem a Luís Montenegro, José Luís Carneiro refere que teve conhecimento de que vários jovens estão a ser notificados da intenção ou mesmo da decisão final de cancelamento do tal estatuto e da necessidade de saída do país. Ora, o secretário-geral do PS apela ao primeiro-ministro para que assegure uma solução humanista para estes estudantes. José Luís Carneiro pede a avaliação da possibilidade de enquadramento num título adequado à situação, sempre que os requisitos da proteção internacional não estejam reunidos.

E é assim que fechamos o jornal das duas, edição da jornalista Laura Figueiredo. Voltamos a atualizar todas as notícias daqui a pouco. Até já.

Até já.

E já a seguir fique com o Popup.