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Notícias. Miguel, é sexta-feira. Está agendado para depois de amanhã o debate de urgência pedido pelo PCP sobre os exames nacionais.
Embora ainda não esteja garantida a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre, o governo pode fazer-se representar por outro governante. Este debate de urgência coincide com o dia em que são divulgadas as classificações dos exames nacionais e tem lugar um dia depois do debate do Estado da Nação. A data foi fixada na reunião desta quarta-feira da conferência de líderes. A líder parlamentar do PCP, Paulo Santos, revela que o presidente da Assembleia da República, Aguiar Branco, e também a AD opuseram-se à marcação deste debate de urgência.
É de referir que o presidente da Assembleia da República, o PSD e o CDS tinham um entendimento diferente, aliás, na sua opinião considerariam que este debate não se devia realizar e queriam impedir o escrutínio por parte da Assembleia da República em relação àquela que tem sido as opções políticas e a atuação do governo relativamente a estas matérias. Qualquer das formas, este debate ficou marcado e nós consideramos que é muito importante que o ministro, aliás, nem de outra forma conseguimos conceber, que o ministro tem que vir, o ministro da Educação, tem que vir à Assembleia da República na próxima sexta-feira.
Sendo que, como há pouco referi, ainda não se sabe se vai ser o ministro da Educação a responder às dúvidas dos deputados em nome do governo.
Ministro Fernando Alexandre, que esta manhã deu conta de que está concluída a correção da quase totalidade dos exames.
Falta muito pouco, diz Fernando Alexandre.
Temos, neste momento, 99% das respostas corrigidas. O processo está a decorrer com normalidade. Obviamente, quando chegamos à fase final, é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem, por exemplo, ter emitido um atestado médico. Esse processo, obviamente, exige que essas provas sejam entregues a outro professor. Mas eu penso que durante a manhã de hoje as provas estão quase todas fechadas. Eu estou a dizer para todas 99.
Assim, o ministro da Educação assegura que as pautas com as classificações vão mesmo ser divulgadas depois de amanhã e rejeita qualquer falta de rigor.
Ao contrário do que muitas vezes foi dito, nunca foi dito a nenhum professor: "Corrija uma prova que não está completa". Aliás, quando nós identificamos alguma dificuldade, nós corrigimos e pedimos ao professor que corrija outra vez e faça outra vez a nova avaliação. Desta forma, garantimos que na próxima sexta-feira teremos a publicação de todas as avaliações com rigor, com toda a transparência.
Garantia de Fernando Alexandre, que voltou a deixar uma palavra de elogio e agradecimento aos professores. Uma declaração do ministro da Educação à margem da cerimónia de abertura do encontro Ciência e Inovação. O primeiro-ministro também esteve presente, não prestou declarações aos jornalistas à margem desta conferência.
E assim não foi confrontado com algumas reações à afirmação que fez ontem à noite. O chefe do governo lamenta algumas resistências dos professores a este processo de digitalização dos exames nacionais.
Uma declaração que não caiu bem entre a comunidade escolar, é o que diz o presidente da Associação de Diretores das Escolas Públicas, Filinto Lima.
Essas afirmações caíram muito mal no seio das comunidades educativas. Os professores sentiram-se injustiçados com aquilo que ouviram. Eu acho que o Luís Montenegro devia agradecer aos professores, a todos os professores, aos diretores, às escolas, aos professores classificadores, pelo trabalho que tem sido feito, que muitas vezes tem enormes constrangimentos, resultante de quê? Resultante da digitalização, processo inovador, e resultante da plataforma. O problema não são os professores.
É isso que diz o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, sobre o reparo ontem feito pelo primeiro-ministro. Considera Luís Montenegro que há algumas resistências entre os professores ao processo de classificação digital dos exames.
Os líderes parlamentares condenaram o vídeo gravado por André Ventura na Assembleia da República.
O presidente do chega gravou um vídeo na passada sexta-feira. Mostra André Ventura bater à porta dos gabinetes dos partidos e indicar que nenhum deputado estava naquela altura a trabalhar. A Iniciativa Liberal apresentou queixa e o presidente do Parlamento deu segmento ao inquérito. Esta manhã, na conferência de líderes parlamentares, foi condenada a gravação deste vídeo. O porta-voz da conferência de líderes diz que não estavam marcados trabalhos para sexta-feira, devido ao congresso do LIVRE, e que por isso os deputados não tinham agenda parlamentar, sendo livres de utilizar ou não as instalações do Palácio de São Bento. Ora, o líder parlamentar do Chega sai em defesa de André Ventura. Pedro Pinto critica a postura de Aguiar Branco, presidente da Assembleia.
Uma das coisas que nós debatemos é que esta Assembleia da República devia trabalhar mais, preocupar-se mais em haver sessões plenárias, em haver debates de urgência, do que andar preocupados com fait divers e com tentativas de achincalhar na praça pública o deputado André Ventura. Aliás, nós pedimos também que o Parlamento fizesse um voto de condenação às declarações proferidas dentro da Assembleia da República, em plenário, aos apartes feitos pelo ministro da Administração Interna, apartes de intimidação, de coação do deputado André Ventura, e a resposta do presidente da Assembleia da República foi: "Evidente que não".
A crítica de Pedro Pinto ao presidente da Assembleia, Aguiar Branco. Já a Iniciativa Liberal, por Mário Mourinho Lopes, a Iniciativa Liberal que apresentou a queixa de André Ventura. Mário Mourinho Lopes fala numa falta de respeito pelas instituições.
O senhor deputado André Ventura decidiu, num dia em que não havia trabalhos parlamentares, bater à porta de gabinetes. É um desprestígio para o trabalho de todos nós, todos que aqui estamos, concordemos ou não com as posições uns dos outros, certamente trabalhamos muito. Nós estávamos a trabalhar e o senhor deputado André Ventura achou por bem dedicar o seu tempo a fazer vídeos para o TikTok em que ora dança a macarena, ora bate à portas a ver se está lá alguém. Isso é um desrespeito
É o que diz Mário Amoreira Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal. O inquérito vai agora decorrer na Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados.
Vamos agora a um anúncio de António José Seguro. Está para breve o lançamento da linha de crédito de incentivo ao investimento português em Moçambique.
Uma linha de crédito com valor de € 500 milhões anunciada pelo governo em dezembro do ano passado. Em conversa com o presidente da República de Moçambique esta manhã, durante uma conferência na Nova SBE, em Cascais, o chefe de Estado português adiantou que falou com o primeiro-ministro e esse incentivo, Vasco Maldonado Correia, está praticamente pronto.
Daniel Chapo senta-se à mesa com António José Seguro e já está a pensar na ementa.
Já sei que os portugueses gostam da matapa, gostam também do camarão moçambicano.
Mas para o presidente da República de Moçambique, o prato mais importante é o reforço do investimento português no país africano.
Aproveitar esta ocasião para convidar os empresários portugueses para apostarem em investimentos em Moçambique. Estamos no momento certo.
O chefe de Estado português acompanha o pedido.
Trata-se de promover o casamento para que ele seja feliz.
E elogia o trabalho do homólogo moçambicano.
Quero felicitar muito o presidente Daniel Chapo pelas reformas e pela agenda reformista que tem estado a implementar no seu país, porque isso cria condições de confiança e de previsibilidade para as empresas portuguesas que queiram aí investir.
Ambos os chefes de Estado querem dar um passo em frente nas relações entre os dois países.
Quero concordar plenamente com Sua Excelência, o presidente António Seguro, no que toca a transformarmos as relações comerciais em relações estratégicas.
E para isso pode ser decisiva a linha de crédito de € 500 milhões criada pelo governo em dezembro do ano passado, para levar empresas portuguesas a investirem em Moçambique, um incentivo que está para breve.
Ainda esta semana, o senhor primeiro-ministro me transmitiu que estamos já, não diria nos pormenores técnicos, porque estas questões não são de pormenor, mas estamos muito próximos de uma decisão final para que essa linha possa ser concretizada.
Ainda assim, avisa Seguro, desse investimento do Estado tem de surtir frutos.
Aquilo que nós devemos é, com inteligência, olhar, por exemplo, para as conclusões da sexta cimeira que se realizou em dezembro do ano passado e ver como é que esses instrumentos se podem tornar efetivos com a tal orientação, volto a insistir, para os resultados.
Desejo manifestado pelo presidente da República Portuguesa, em sintonia com o chefe de Estado moçambicano, na sessão de abertura do EurAfrican Forum 2026.
Vasco Maldonado Correia, que acompanhou esta conversa entre António José Seguro e Daniel Chapo, na Nova SBE. Daniel Chapo que vai estar esta tarde no Palácio de Belém, está de visita a Portugal, uma visita de três dias.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
A presidente da Comissão Europeia está em Kiev. Ursula von der Leyen anunciou um novo acordo com a Ucrânia, uma parceria de desenvolvimento de drones. A presidente da Comissão diz que este acordo junta a indústria europeia à experiência da Ucrânia adquirida desde o início da guerra. O centro de comando dos Estados Unidos anuncia que acabou a vaga de ataques contra o Irão, anunciada às 11h00, numa publicação na rede social X. O centro dá conta que o exército norte-americano atacou a ilha de Tunb durante hora e meia. Esta ilha é um dos pontos estratégicos no estreito de Ormuz, usada pelo Irão para controlar a navegação neste estreito. Segundo os Estados Unidos, foram destruídos os sistemas de defesa costeira iranianos usados pelo Irão para atacar as embarcações. A circulação ferroviária na Linha do Norte já foi totalmente restabelecida. O troço estava cortado desde as 11h00, no sentido norte-sul, devido ao atropelamento mortal de um jovem junto à ribeira de Santarém. A fechar, a Volta a Portugal está aí ao virar da esquina e a organização da prova anuncia a participação de uma equipa de peso, a Team Emirates, do corredor português João Almeida. Primeira confirmação, a equipa de João Almeida, António Mercado, Rui e Nelson Oliveira marca presença na edição 87. A Volta a Portugal sai para a estrada a 5 de agosto.