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E queimadas. Jornal das duas, com edição do Miguel Cordeiro. E Miguel, vem em destaque: há novos desenvolvimentos no acidente com uma grua esta manhã em Belas, que provocou a morte de dois trabalhadores. A Câmara Municipal de Sintra confirma que a obra não tinha licença.
Esta informação é avançada pelo Correio da Manhã. A Câmara Municipal de Sintra apurou que a entidade empregadora dos dois trabalhadores brasileiros de 37 e 39 anos não comunicou o início dos trabalhos à autarquia. Os dois homens estavam a fazer obras de restauro e pintura entre o sexto e o sétimo andar de um prédio, quando a grua onde se encontravam caiu. Ainda no local, esta manhã, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, falou à Rádio Observador e confirmou a presença da autoridade sobre as condições do trabalho.
Estão presentes dois técnicos da ACT, conforme foi solicitado pela Câmara Municipal de Sintra, e estão neste momento a falar com o empreiteiro e também a ver as questões técnicas do equipamento que tombou. Como eu disse há pouco, eu quero muito lamentar a perda de duas vidas humanas e deixar também as sentidas condolências às famílias.
Presidente da Câmara Municipal de Sintra, em declarações aos jornalistas no local do acidente. As autoridades foram mobilizadas por volta das 08h30 da manhã. Antes disso, Paula Silva, uma das moradoras neste local, diz que estava em casa quando se deu este acidente.
Por volta das 08h, estava mesmo encostada à janela e ouvi um estrondo enorme. Abri a janela e a grua já estava virada ao contrário e as pessoas já estavam no jardim caídas. Estavam completamente imóveis. Presupus que a situação era bastante grave. Era 08h01, liguei para o 112, expliquei o que aconteceu, e entretanto começaram a chegar os carros de assistência.
Esta moradora relata também que a grua parecia muito instável, sendo que, nesta altura, há a informação de que a Câmara Municipal de Sintra confirma que a obra não tinha licença.
Em Lisboa, os casos sociais estão a bloquear a capacidade de internamento no Hospital de São José.
Falamos de utentes com alta clínica, mas que não conseguem sair do hospital por falta de resposta social. A administração do Hospital São José revela hoje que estes casos, nesta altura, estão a bloquear a capacidade de internamento e a aumentar a pressão nas urgências deste hospital, que na semana passada tiveram uma procura média de 460 doentes por dia. Em declarações à Agência Lusa, Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Hospital de São José, em Lisboa, diz que está a tentar encontrar soluções em conjunto com o diretor do serviço de urgência, diretor esse que já admitiu demitir-se se o problema não for resolvido. Deixa alguns números, Miguel Paiva.
Eu tenho 51 doentes sociais neste momento no hospital, que estão internados e não deviam estar cá. E o número de doentes na urgência, à espera de cama, que é sensivelmente da mesma dimensão. Esse é o nosso problema. O que estamos a procurar é encontrar, enquanto não houver esta solução estrutural no SNS para este problema, é encontrar dentro da nossa instituição uma solução alternativa para que os doentes não fiquem na urgência, porque nós precisamos do espaço da urgência para os doentes agudos que todos os dias nos entram. Na semana passada, a média foram 460 doentes por dia.
Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração deste hospital, explica as dificuldades que surgem perante esta situação.
Muitos destes doentes, uma porcentagem muito significativa deles, acabam por ter indicação de internamento. E a grande dificuldade, e é nisso que estamos a trabalhar, é na capacidade de escoamento desses doentes para o hospital, para as áreas de internamento do hospital. Aquilo que temos constatado é que tem havido um aumento do número de doentes em espera no SU, a aguardar disponibilidade de cama no internamento. E é nisso que estamos a trabalhar e é essa a grande preocupação, neste momento, do senhor diretor do serviço de urgência e a nossa também.
Urgências a serem condicionadas. A capacidade de internamento do Hospital de São José está a ser bloqueada por casos sociais, neste caso, utentes que têm alta clínica, mas que não deixam o hospital por falta de uma resposta social.
As queimas e queimadas são a principal causa dos incêndios florestais em Portugal. São dados do mais recente relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Estes dados são referentes a este ano, até 15 de agosto. De 1 de janeiro a 15 de agosto, 37% dos incêndios em Portugal tiveram como causa queimas e queimadas. O incendiarismo é responsável por 17% dos incêndios analisados, é a segunda maior causa. Este estudo foi divulgado hoje. Desde o início do ano, foram registados quase 6400 incêndios rurais.
Tempo agora para um ponto de situação dos incêndios em Portugal. Há três grandes fogos ativos no país, em Carrazeda de Ansiães, Miguel, grande parte do perímetro está consolidado.
E vai-se respirando de alívio, depois de vários dias de combate às chamas. Está em rescaldo, apesar do incêndio estar ainda em curso. O fogo começou em Torre de Moncorvo, ainda durante o fim de semana, alastrou-se esse conselho vizinho de Carrazeda de Ansiães. Neste momento, o prognóstico é favorável, mas o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Luís Miguel Fonseca, diz que ainda é preciso estar em alerta.
Nós, neste momento, temos grande parte do perímetro em trabalhos já de consolidação e rescaldo. Temos aqui isto, que é no âmbito da distribuição do teatro de operações do setor Charte, nesta linha que vai entre a aldeia de Vilarinho da Castanheira e Seixos de Ansiães, que ainda tem uma frente ativa com cerca de 400, 500 metros, mas já não contínua, e onde estamos a apostar neste momento tudo que é o empenhamento operacional, seja com os elementos no terreno a trabalhar com linha de mangueira, seja com o apoio de máquinas de rasto e com o apoio dos meios aéreos. Os trabalhos estão a evoluir favoravelmente, mas efetivamente temos que ter algum cuidado e não entrar em excesso de otimismo.
Declarações à RTP. Neste incêndio, há uma frente ativa. Estão no combate às chamas mais de 500 operacionais apoiados por seis meios aéreos.
Situação muito complicada ainda em Arouca, onde já arderam mais de 700 hectares.
É um balanço da autarquia. O fogo começou em Busquedim, na freguesia de Moldes, na noite de segunda-feira. Continua com três frentes ativas, uma em Telhe e Covelo do Paivó, outra junto ao rio de Frades, Cabreiros e Tebilhão e há ainda uma terceira no Candal, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu. Nesta altura, não há aldeias em perigo. Esse é o balanço feito pelas autoridades, mas os meios continuam pré-posicionados nessas localidades. Durante a noite, neste incêndio, quatro bombeiros ficaram com ferimentos devido a um despiste de um veículo de combate a incêndios. Três em estado grave, um é ferido ligeiro. Foram todos transportados para o Hospital de Santa Maria da Feira. Conta este incêndio com mais de 500 operacionais no combate às chamas e estão mobilizados mais de 10 meios aéreos.
Já em Santo Tirso, no Grande Porto, a expectativa é de que o incêndio entre em resolução ainda durante o dia de hoje.
Ainda por causa da descida de temperatura, espera-se que o combate seja favorável durante as próximas horas. É um incêndio que continua também a preocupar as autoridades, que conta com mais de 200 operacionais no combate às chamas.
A Liga dos Bombeiros Portugueses revela que, desde o início do ano, cerca de 270 operacionais ficaram feridos.
Este número é revelado por António Nunes hoje, em declarações à Agência Lusa. Admite que o número de feridos aumentou este ano, mas também aumentou o número de ocorrências.
Até o momento, a Liga dos Bombeiros Portugueses tem conhecimento de cerca de 270 bombeiros, desde o dia 1 de janeiro até agora, que estiveram envolvidos nesta situação de serem considerados feridos nos teatros de operações. É um número que está, porventura, com algum crescimento, mas isso tem a ver com o número de intervenções.
Declarações de António Nunes sobre os bombeiros acidentados durante este ano. Refere que há dois tipos de situações: os acidentados durante o combate direto às chamas e os que têm ferimentos em acidentes de viação, como o que aconteceu, por exemplo, em Arouca nesta madrugada.
No desporto, o treinador do Sporting Clube de Braga diz que a equipa tem consciência de que é preciso elevar o nível no jogo frente ao Austria de Viena.
É uma antevisão ao jogo da primeira mão de playoff de acesso à Conference League, jogo com o Austria de Viena. Carlos Vinicius diz que a equipa bracarense precisa mostrar uma melhor versão de si própria frente a um adversário difícil e com bom nível. Diz também, Carlos Vinicius, que a equipa tem de ter um desempenho melhor do que teve no jogo da semana passada frente ao Dinamo Minsk, na Bulgária.
"Queremos ser e apresentar a nossa melhor versão amanhã, pois sabemos que a ocasião exige isso. É um confronto de dois jogos, mas amanhã temos a chance de jogar em casa e queremos ter um desempenho melhor do que tivemos, por exemplo, na semana passada na Bulgária. Acredito que a equipa tem consciência de que precisamos de elevar o nível. A qualidade do adversário exige isso, já que estamos enfrentando um oponente de alto nível."
Declarações de Carlos Vinicius, treinador do Sporting Braga. Os bracarenses jogam com o Austria de Viena, no Estádio Municipal de Braga. Amanhã, às 20h, tentam esse acesso à Conference League.
Miguel, 10 minutos pra lá das 14h, vamos a outros temas em destaque.
Prosseguem as buscas por um mergulhador profissional que desapareceu esta manhã. Estava a fazer trabalhos de reparação de um casco de um navio da Lisnave, em Setúbal. O alerta foi dado por volta das 10h. As buscas contam com o apoio de uma equipa de mergulhadores da Polícia Judiciária. Para fechar, o cabaz alimentar monitorizado pela DECO Proteste voltou a subir na última semana para €253,55, mais €1,40 do que na semana anterior. Entre os produtos que mais aumentaram de preço estão o atum, a farinha para bolos e feijão-manteiga. Comparado ao início de 2022, este cabaz custa agora mais €65,85.
Notícia de fecho do Jornal das Duas.