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De seguida . Jornal das duas, edição com João Lourenço. João, Paulo Portas avisa que a Europa tem de discutir já o problema do envelhecimento sem radicalismos.
Na Universidade de Verão do PSD, o antigo vice-primeiro-ministro deu uma aula que ultrapassou quase as duas horas. O antigo líder centrista avisa que o problema do envelhecimento demora décadas a resolver e implica muitas políticas públicas.
Queremos começar a discutir o problema do envelhecimento das nossas sociedades com cabeça, troncos e membros e com argumentos racionais, ou queremos likes e radicalismos? É porque o problema não se resolve com um tweet e envolve muitas políticas públicas: habitação, impostos, trabalho, família, migrações. E é preciso que estejam alinhados nas estrelas, porque é muito difícil inverter um declínio demográfico. São precisas décadas. O ponto é que quanto mais tarde começarmos, pior.
Paulo Portas, que aborda também a situação das plataformas digitais, considera que o tempo da total impunidade e falta de escrutínio está a terminar.
Vai ser parte das nossas vidas, vai dar imensos choques, mas o tempo em que ninguém discutia nada sobre as plataformas digitais, passou. E vão ser cada vez mais escrutinadas e, a meu ver, ainda bem. Portanto, muito mais importante do que um limite de idade, para mim, é a clarificação de que elas são submetidas à justiça civil e penal, e até em particular à civil, porque o que lhes dói é o dinheiro que deixam de ganhar.
Paulo Portas, o antigo vice-primeiro-ministro, uma aula durante a Universidade de Verão do PSD, no penúltimo dia desta iniciativa do Partido Social-Democrata. Em questão de vida, o ex-líder do CDS considera ainda que o acordo que a empresa Meta chegou foi para evitar uma condenação mais severa em julgamento. Paulo Portas destaca ainda que esta já é a terceira decisão judicial desfavorável às plataformas digitais no espaço de um ano.
Morreu hoje, aos 93 anos, Narana Coissoró, ele que foi líder parlamentar do CDS. Adolfo Mesquita Nunes já homenageou o legado político deste centrista.
É à Rádio Observador que o antigo vice-presidente do CDS lembra o sentido de humor do antigo dirigente. Adolfo Mesquita Nunes recorda Narana Coissoró como um extraordinário exemplo.
As suas características, ele tinha um sentido de humor bastante extraordinário. Muitos de nós lembramos com certeza de alguns episódios com ele, mais pessoais, e essa era uma imagem que eventualmente passava menos, mas de uma grande inteligência, serenidade e um sentido de humor extraordinário. Ele foi um extraordinário dirigente do CDS e acho que o CDS fica claramente mais pobre.
Adolfo Mesquita Nunes, que confessa ainda que se filiou no CDS, em parte graças a Narana Coissoró, recorda-o como um exemplo de alguém que defende a democracia cristã alinhada com os novos tempos.
O CDS tinha, na pessoa Narana Coissoró, um extraordinário exemplo de como a doutrina social da igreja e a democracia cristã não era uma vocação confessional do CDS. Era uma vocação política, de políticas públicas, e ele representava como ninguém, precisamente pelas suas origens, essa natureza da doutrina social da igreja como algo bastante mais abrangente do que uma visão confessional, que aliás ele nunca professou. E eu gosto de o recordar como um desses exemplos de uma democracia cristã alinhada com os novos tempos, não confessional e com uma enorme capacidade de combate político.
As considerações de Adolfo Mesquita Nunes em reação à morte de Narana Coissoró. Narana Coissoró nasceu em Goa, em 1931, foi eleito deputado em oito legislaturas e líder parlamentar do CDS durante 13. Foi também vice-presidente da Assembleia da República entre 1999 e 2005. O grupo parlamentar do CDS vai apresentar no Parlamento um voto de pesar pela morte do antigo dirigente centrista. Numa nota, o CDS destaca que Narana Coissoró dedicou grande parte da vida à causa pública, ao ensino universitário, ao direito, à justiça e também ao partido.
Ângelo Correia acredita que uma possível moção de censura a Luís Neves não vai ter sucesso.
O histórico social-democrata apelida mesmo esta iniciativa do Chega de inútil. Em causa, o partido de André Ventura, que já vinha exigindo a saída do ministro da Administração Interna e que agora ameaça com uma moção de censura caso Luís Neves não saia até à próxima terça-feira. Escutado no explicador desta manhã, o antigo ministro da Administração Interna acredita que a moção de censura vai ser chumbada e acusa o líder do Chega de saber disso mesmo.
A primeira coisa que vai acontecer, vai suceder uma votação, no meu ponto de vista, a minha previsão, em que o único partido que vota a favor da moção de censura do Chega é o próprio Chega. A partir dessa circunstância, a moção de censura falha, o que aliás o Ventura sabe. Mas ele não o faz para ser útil politicamente, ele o faz apenas para manter viva uma jogada política que é a destruição de Luís Neves. O Chega não está a avaliar Luís Neves. O Chega não está a julgar Luís Neves, nem a condená-lo e censurá-lo. Não! Está a votar um inimigo, porque o considera o inimigo maior que está no governo
Angelo Correia, que deixa ainda um aviso ao Chega: o país não iria compreender se esta moção de censura vier antes de terminar o período dos incêndios.
Em setembro vão existir períodos de seca. Se porventura o Chega tentar fazer cair rapidamente o ministro na altura em que o país está confrontado com focos e o responsável político do governo para combater esses focos é Luís Neves, o país não perceberia qual a rapidez, a velocidade com que o Chega quer a saída perante o momento difícil ainda que temos. Logo, se o Chega tiver o mínimo de discernimento e sensibilidade política, perceberá que não pode ser já. A apresentação dessa moção de censura tem que ser retardada.
Angelo Correia, o antigo ministro da Administração Interna no Explicador desta manhã.
Subiu para 37 o número de mortes na sequência de um ataque russo à cidade de Bucha durante esta madrugada.
É o número avançado pelo governador da região, que regista um aumento de 10 vítimas mortais face ao último balanço, de acordo com a agência Reuters, que cita o governador da região de Bucha. Há ainda a registar 42 feridos. O ataque de drones russos atingiu um armazém e provocou uma enorme explosão e detonações secundárias. Em reação a este ataque, Volodymyr Zelensky afirma que cerca de 370 pessoas tiveram de ser evacuadas da região. Na rede social X, o presidente ucraniano dá conta de danos em edifícios residenciais e num lar para idosos e para pessoas com necessidades especiais. Na mensagem, Volodymyr Zelensky revela ainda que o presidente da comunidade de Dmytrivka é uma das vítimas mortais. Também durante esta madrugada, um ataque da Ucrânia resultou em três mortos e nove feridos na região de Belgorod, na Rússia.
Subiu para 676 o número de vítimas mortais da enxurrada no Nepal e Tibete.
Com a polícia nepalesa a registar mais 36 mortos nas enxurradas, o número total anterior, que era de 633, foi agora atualizado para 669. Ora, somando os sete mortos registados pela China, o número total até ao momento é de 676. O número de feridos e resgatados é agora superior a 2300 pessoas. Foram mobilizados quase 5 mil agentes de segurança para as operações de socorro. Há 27 socorristas que permanecem incontatáveis. Os dados mais recentes foram divulgados na página da Polícia do Nepal, nas redes sociais, com informações contabilizadas até às 16h, horário local.
Porto e Sporting já conhecem o calendário na fase de liga da Liga dos Campeões. Os azuis e brancos arrancam com a receção ao Manchester City. Já os Leões só jogam com os adversários teoricamente mais difíceis nas últimas jornadas.
E a UEFA divulgou o calendário já esta manhã e Vasco Maldonado Correia ditou que o Futebol Clube do Porto receba um tubarão já daqui a poucos dias.
A equipa de Francesco Farioli arranca a Liga dos Campeões no Estádio do Dragão, frente ao Manchester City, e tem menos de duas semanas para preparar esse duelo. Seguem-se depois uma viagem a Sevilha para defrontar o Real Betis e duas jornadas consecutivas em casa frente ao PSV, dos Países Baixos, e aos italianos do Nápoles. Na quinta jornada, os Dragões jogam no terreno do Feyenoord, antes de novo confronto com o tubarão inglês. No dia 9 de dezembro, o Porto vai ao estádio de Anfield para jogar com o Liverpool. A fase de liga para os Dragões fecha com a receção ao Slavia Praga e uma viagem à Áustria para defrontar o LASK Linz. No caso do Sporting, o sorteio ditou que os primeiros quatro jogos vão ser contra as quatro equipas dos potes três e quatro. Vai arrancar com uma receção aos turcos do Galatasaray em Alvalade e com uma viagem a França para um jogo com o Lens. À terceira jornada, a equipa de Rui Borges recebe o LASK Linz e logo a seguir vai a Londres, ao estádio do Chelsea, mas para defrontar uma equipa ucraniana, o Shakhtar Donetsk, que joga em casa emprestada por força da guerra com a Rússia. Para as quatro últimas partidas, restam os adversários teoricamente mais fortes. Primeiro, as equipas do pote dois, com a receção na quinta jornada ao Manchester United, de Bruno Fernandes, e a viagem até Itália para o duelo com a Roma. Para o final ficam os pratos mais fortes. O Sporting recebe o Barcelona no dia 20 de janeiro e na semana a seguir fecha com uma viagem até Manchester para defrontar os milionários do City.
Jornalista Vasco Maldonado Correia, com os calendários de Sporting e Futebol Clube do Porto para a fase liga da Liga dos Campeões.