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Jornal das duas com o Vasco Maldonado Correia. E Vasco, começamos por Luís Neves, o ministro da Administração Interna fala amanhã sobre as polêmicas em que está envolvido.

No dia apontado como limite por André Ventura pra saída de Luís Neves do governo, sob pena do Chega apresentar uma moção de censura se isso não acontecer. Confrontado pelos jornalistas da Madeira, Luís Neves não quis reagir a essa ameaça do Chega, mas amanhã vai falar.

Amanhã falaremos sobre isso, sobre esses assuntos todos. Estou absolutamente tranquilo. Estou aqui a trabalhar em prol da segurança do nosso país.

Por que amanhã?

Porque é quando eu decido. Não é quando os senhores decidem, é quando eu decido.

De consciência tranquila, o ministro Luís Neves, que fala amanhã, no dia que foi apontado pelo Chega como limite para apresentar a sua demissão, sob pena do Chega apresentar uma moção de censura ao governo. Entretanto, Luís Neves garante também que no próximo ano vai haver um reforço nas forças de segurança.

Como aqui a mentira tem perna curta, quero dizer que a partir de 27, paulatinamente, vai ser possível começar a distribuir pessoas.

A distribuir pessoas é o que diz Luís Neves. Aqui um anúncio na Madeira que foi captado pela RTP Notícias. Uma das figuras políticas que tem pressionado mais o Ministro da Administração Interna a que apresente um reforço da presença da polícia, tem sido o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

Olhamos agora para o orçamento do Estado. O secretário-geral do PS avisa que o governo ainda está a meio caminho para o partido poder viabilizar a proposta do executivo.

José Luís Carneiro iniciou hoje uma visita a Moçambique, juntamente com o líder da bancada parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias. Reconhece que a palavra pública do primeiro-ministro sobre as pensões foi importante, mas recorda as quatro condições apresentadas para haver hipótese de diálogo, para dizer que essa palavra pública ainda não é suficiente.

Duas delas tiveram já uma palavra pública do primeiro-ministro, nomeadamente as questões das pensões. Veio dizer que nesta legislatura não haverá qualquer mudança das pensões. Isso pra nós é uma palavra pública importante. A segunda tem que ver com a garantia também que veio dar o governo de que pretende garantir financiamento para os projetos que estavam em curso, mesmo depois do plano de recuperação e de resiliência. É preciso agora dar seguimento prático a essa mensagem que foi transmitida e há que aguardar pelas duas outras questões, a revisão da Constituição e a resposta às tempestades. E depois, então entraremos na avaliação do próprio orçamento do Estado quando ela for apresentada na Assembleia da República.

José Luís Carneiro, de visita a Moçambique.

E a Ordem dos Enfermeiros apela à ministra da Saúde que trave o desperdício de enfermeiros.

Avisa que o país está a desperdiçar mais de 3 mil novos profissionais, isto depois do Jornal Público ter avançado hoje que até ao final do mês Portugal vai ter mais 3 mil novos enfermeiros. No entanto, os hospitais estão impedidos de contratar, isto por causa dos planos de desenvolvimento organizacionais para este ano, que definem os recursos humanos que as unidades locais de saúde e os hospitais podem dispor, sendo que este ano não foram aprovados esses planos. Luís Filipe Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros, lamenta a demora na aprovação. Pede a Ana Paula Martins que faça pressão de modo a concluir este processo.

Estamos a falar de um documento tão estrutural para as instituições. Estamos a falar de um plano de desenvolvimento, como é que é possível ser aprovado no fim do ano? E, portanto, aquilo que eu peço é a intervenção urgente da senhora ministra da Saúde, no sentido de fazer pressão para concluir este processo dos planos de desenvolvimento e que as ULS possam assegurar a contratação necessária de enfermeiros.

É o que diz o líder da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, aqui em declarações à Agência Luz, garante que não estão a ser autorizados novos pedidos. Alerta que a situação está a agravar a carência de enfermeiros em todo o país. Luís Filipe Barreira explica que neste momento as unidades locais de saúde só podem contratar há seis meses e que quando esse prazo termina, os enfermeiros têm de deixar as unidades de saúde.

E Vasco, a inflação acelerou para 3,3% no último mês. A evolução é explicada quase na totalidade pelo aumento do preço dos combustíveis.

É o que se pode ler num comunicado divulgado esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. No mês anterior, em termos homólogos, a inflação fixou-se nos 3%, ou seja, estamos aqui a falar de uma subida de 0,3 pontos percentuais. Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2%. No mês anterior, estava abaixo dos nove pontos percentuais. Além dessa aceleração, à boleia do aumento do preço dos combustíveis, também o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação de 2,7%. A inflação relativa ao mês de agosto é que determina a variação das rendas no ano seguinte. Assim sendo, de acordo com os dados preliminares do INE, as rendas vão poder aumentar no próximo ano acima dos 2,5%.

E Vasco, a economia portuguesa cresceu 2,5% no segundo trimestre do ano.

Há, por isso, margem pra o governo atingir a meta de 2% traçada para este ano. O crescimento de 2,5% em termos homólogos foi também confirmado esta manhã pelo INE e traduz uma subida de 0,1 pontos percentuais em relação aos números do primeiro trimestre.

O presidente do Irão garante que quer uma solução diplomática para a guerra com os Estados Unidos.

O chefe de Estado iraniano, Massud Pezeshkian, está no Quirguistão para a Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que tem início amanhã. De acordo com a imprensa do Irão, Pezeshkian já se terá reunido com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e em comunicado diz que procura encontrar uma solução negociada com os Estados Unidos para o fim da guerra. Isto apesar de a administração norte-americana não ter cumprido os compromissos. De acordo com a agência de notícias Tasnim do Irão, o presidente do país terá afirmado, nessa reunião com o primeiro-ministro da Índia, que existem facções nos Estados Unidos que querem mesmo o prolongar do conflito. A Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai vai contar também com a presença do presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin, que já se encontra no Quirguistão. De acordo com a imprensa turca, a agenda da cimeira é marcada pelos principais conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente. Um dos outros objetivos deste encontro prende-se com a tentativa de descongelar as relações diplomáticas entre a China e a Índia, depois de vários anos marcados por tensões na fronteira entre os dois países.

Sete minutos para as 14h, Vasco. Há outras notícias a marcar a atualidade.

Foi prolongada até o final de setembro a greve dos guardas da prisão de Vale de Judeus, em Alcoentre. O protesto começou há cinco meses, no dia 10 de março, por falta de condições de segurança que levaram à fuga de cinco reclusos em 2024. Essa greve devia terminar hoje, mas este prolongamento foi confirmado à Rádio Observador pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que comunicou então que a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais aceitou a proposta do sindicato para renovar os serviços mínimos. Portugal quer acelerar a disponibilização da linha de crédito de € 500 milhões para apoiar o investimento português em Moçambique. O Secretário de Estado da Economia, João Ferreira, diz que o Executivo quer arrancar o mais rápido possível com essa linha de financiamento. O protocolo foi assinado por Portugal e Moçambique em dezembro do ano passado, durante a sexta cimeira bilateral entre os dois países. O objetivo é promover o investimento de empresas portuguesas em Moçambique. A ANACOM aplicou uma coima de € 350 mil à NOS por alterar condições de contrato a mais de 800 mil clientes. Em causa está a introdução de publicidade obrigatória nas gravações automáticas do serviço de televisão. A entidade reguladora sustenta esta decisão de aplicar a coima com o facto de a NOS não ter comunicado a alteração de forma adequada aos clientes, com uma antecedência mínima de 30 dias, isto para assegurar o direito de rescisão sem qualquer encargo. A ANACOM informa também que a NOS já apresentou um recurso de impugnação ao Tribunal de Concorrência, Regulação e Supervisão.

Vasco Maldonado Correia com o Jornal das Duas.