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Notícias na Rádio Observador. Luís Neves deixa um aviso a André Ventura. Diz que está disponível a responder a todas as questões do líder do CHEGA.
O ministro da Administração Interna diz que no próximo dia oito vai responder a todas as questões e desafia o líder do CHEGA a fazê-las. Dia oito é a data da audição regimental a Luís Neves no Parlamento, o dia em que o ministro vai responder a tudo o que André Ventura perguntar.
No próximo dia oito, dentro de oito dias, na parte da tarde, terei a audição regimental no Parlamento. Quer dizer ao André Ventura que estou totalmente disponível para lhe responder a qualquer questão que ali seja colocada.
O ministro da Administração Interna, que sobre o suposto ultimato de António José Seguro noticiado pelos meios de comunicação social, diz que o ministro não fala daquilo que vem nos jornais.
O ministro da Administração Interna garante que nada nem ninguém vai afastá-lo deste cargo.
E que pretende continuar precisamente como ministro da Administração Interna, Luís Neves tinha prometido os esclarecimentos ontem, falou hoje na Madeira, visou diretamente André Ventura, diz que não vai permitir que o líder do CHEGA transforme aquilo que assumiu naquilo que nunca fez. Critica também o que apelida de agenda do caos e do populismo e assegura Luís Neves que não vai ser intimidado.
Percebeu que não me pode atacar por inação. Percebeu que não me pode atacar por desconhecimento. Escolheram, por isso, a única estratégia que conhecem: lançar suspeitas, atacar a honra e tentar intimidar com base na mentira. A mim não me intimidam, jamais me intimidarão. Escolheram, por isso, repito, esta única forma. Daqui digo com absoluta serenidade e total firmeza: nada nisto me intimida ou condiciona.
As palavras de Luís Neves, ministro da Administração Interna, admite alguns erros, mas diz que está totalmente disponível para todos os tipos de escrutínio.
Cometi um ou outro erro, que já o reconheci com toda a humildade, mas que não põe em causa a minha ação. Todos sabem que nunca procurei esconder, fosse o que fosse, mas há uma distância que não permitirei que seja apagada entre os erros que assumi e aquilo que se fala de crimes que não cometi. Quero também repetir com toda a frontalidade que aquilo que me cabe assumir: nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado. Nunca, jamais, em tempo algum. E disponibilizei-me sempre, e continuo disponível, para todo o escrutínio judicial, financeiro, político e jornalístico.
Palavras do ministro da Administração Interna há pouco na Madeira. Luís Neves sublinha que tem autoridade e condições para poder continuar no cargo. Comigo em estúdio está a jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha. Mariana, muito obrigado. Luís Neves deixa a garantia de que vai continuar e há um alvo bem claro nestas palavras de hoje do ministro, André Ventura.
Sim, Luís Neves, que tem assumido muitas vezes esta posição, eu vou dizer quase de pistoleiro, quando aparece para se explicar, arranjou aqui um alvo e um adversário, que é em quem concentra neste momento até as suas respostas. Ou seja, o ministro hoje veio muito menos explicar coisas do seu lado, ou seja, as polémicas que se têm sucedido e acumulado. Ele não veio propriamente dar grandes explicações sobre isso. Falou apenas daquele caso dele andar com um carro que foi apreendido a um traficante de droga, para normalizar a situação e dizer que isso na polícia já acontece há muitos anos. Mas ele vinha muito focado em virar o assunto, em virar a culpa para quem é que está por trás destes casos estarem a aparecer, de continuar a ser atacado, e de facto vitimizou-se usando para isso André Ventura como o seu alvo, culpando André Ventura e o CHEGA por estarem a dar tanto gás a esta sucessão de casos que têm gravidades muito díspares entre si, e até quererem passar uma moção de censura por causa do ministro. E portanto, Luís Neves agora parece que escolhe aqui um alvo. Isto é quase como se fosse uma nova etapa para si. Ele anuncia que está com uma motivação adicional no governo neste momento, que é derrotar o populismo, portanto, derrotar o CHEGA, supõe-se. E anuncia que vai estar no Parlamento e desafia André Ventura a colocar-lhe todas as questões.
Pegando na ideia dos tiros leves, é quase um duelo ao meio-dia, mas no dia oito.
Exatamente, está a transformar isto aqui num mano a mano, deixa de ser tanto sobre, ou pelo menos Luís Neves quer que deixe de ser tanto sobre os seus casos e a burocracia de cada caso. Ele diz que aplicou sempre a lei de forma um bocadinho vaga e passa a ser sobre o confronto com o CHEGA e porque é que o CHEGA o quer deitar abaixo. E portanto acho que tentou mudar o foco todo destas polémicas. Agora, se vai ser eficaz a fazê-lo é outra coisa.
Mariana Lima Cunha, que outras notas a retirar destas declarações de Luís Neves, quer no discurso no aniversário da PSP na Madeira, quer depois aos jornalistas?
Acho que a nota principal a retirar é que penso que para Luís Neves fazer um discurso destes e com esta veemência é porque está coordenado com Luís Montenegro e estando coordenado, a questão principal a retirar é que ele não sai embora. Confundi-os porque são Luíses. Luís Neves falou com muita propriedade, pareceu, não é, sobre não se demitir, não sair do governo, querer continuar a governar, ter até esta motivação adicional para continuar a governar e, portanto, mostrou-se pedra e cal e o que nós temos são as palavras dele, não temos Luís Montenegro. Aliás, Luís Montenegro, as palavras que temos tido dele para falar do ministro são sempre de elogio público, pelo menos. Não sabemos, obviamente, como é que o assunto está a ser tratado nos bastidores, mas temos uma noção pelas fontes com quem falamos, que dentro do governo o caso é um bocadinho desvalorizado no sentido em que houve casos que impactam mais no dia a dia das pessoas durante este verão, como é o caso do caos nos exames nacionais ou o custo de vida nas suas várias dimensões e, portanto, o que parece haver é de facto um entendimento que Luís Neves continua como ministro, também não teve complicação até agora em termos de incêndios que houve noutros anos e que poderiam ter ditado o seu fim como ministro. E portanto, ele mostrou-se de facto muito convicto de que vai continuar e deu ali uma nota adicional sobre as notícias que aparecem com base em invejas, portanto, claramente a insinuar que são pessoas com quem teve algum problema na PJ, que é facto da PJ, que andam a plantar notícias negativas para si. Agora, acho que a convicção no governo é um bocadinho que o pior já passou e que isto já são o refugo dos casos. Não sei se será verdade ou não, não sabemos o que é que ainda pode aparecer, mas é a convicção do governo.
Mariana Lima Cunha, jornalista de política do Observador, a analisar aqui as palavras de Luís Neves após nova polêmica em torno do ministro. Assegura Luís Neves que não se demite e que pretende manter-se no cargo.
O Ministro da Educação está de consciência tranquila quanto à abertura de um inquérito do Ministério Público às falhas nas correções dos exames.
O pedido para a abertura do inquérito foi feito pela FENPROF, que alega terem sido dadas ordens no sentido de se classificar itens cujas respostas teriam sido perdidas. Reação, Fernando Alexandre afastou as responsabilidades.
Aquilo que a FENPROF disse, em relação ao que será transmitido aos professores, se aconteceu, nunca veio nem do ministério, nem do Educa, nem do Júri Nacional de Exames.
O Ministro da Educação diz que cabe à federação provar o que disse e defendeu processos disciplinares para os professores que terão dado essas ordens. A poucos dias do arranque do ano letivo, Fernando Alexandre promete professores nas escolas todos os dias para combater a falta de profissionais no ensino.
Pela primeira vez, nós vamos passar a colocar este ano, no início do ano letivo, professores todos os dias. Quando nós chegamos, eram colocados de 15 em 15 dias, passaram a ser colocados duas vezes por semana e neste início de ano letivo, nós vamos colocar professores nas escolas todos os dias.
As palavras de Fernando Alexandre, ministro da Educação, à saída do evento da tomada de posse dos órgãos sociais da recém-criada Universidade Técnica. O ministro da Educação confirmou ainda que cerca de 9 mil professores já receberam o valor prometido pelo trabalho extra na correção dos exames.
A poucos dias do início do ano letivo, há ainda 2,5 mil horários por preencher.
Uma denúncia feita pela Federação Nacional de Professores, a FENPROF, avisa que se mantêm por preencher horários que correspondem a mais de 50 mil horas. José Feliciano Costa, um dos secretários-gerais da FENPROF, explica esta manhã que estes números são preocupantes porque o ano letivo, se começasse agora, iria contar com milhares de alunos sem professores. O dirigente sindical admite que estes números ainda são provisórios, visto que só foram contabilizadas as ofertas já disponíveis.
Os sindicatos da função pública convocaram uma greve das carreiras gerais para o dia 2 de outubro.
As três estruturas sindicais exigem valorização dos profissionais, que consideram ser os mais mal pagos da administração pública. A greve abrange cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da administração pública. É o que indica o dirigente da Federação Nacional, em nome das três estruturas sindicais. Joaquim Ribeiro deixa várias críticas à gestão do governo em relação a este tema.
O atual governo da AD, PSD, CDS, tem vindo a afirmar que pretende valorizar os trabalhadores da administração pública, mas não apresentou até hoje nenhuma proposta concreta para a valorização dos trabalhadores das carreiras gerais. Estamos a falar do maior grupo profissional de trabalhadores da administração pública. Mais de 350 mil trabalhadores, 50% dos trabalhadores da administração pública, que não veem qualquer tipo de resposta do governo relativamente a estas carreiras, que são das mais desvalorizadas da administração pública.
Joaquim Ribeiro acrescenta ainda que os trabalhadores querem deixar um alerta urgente ao governo e que não se pode esperar pelo próximo ano para começar a iniciação. Além da paralisação nacional, os sindicatos agendaram também uma manifestação em Lisboa no mesmo dia, 2 de outubro, às 11h.
O PS volta a insistir na proposta para que seja criada uma subcomissão no Parlamento para acompanhar os investimentos em defesa, isto no âmbito do programa europeu SAFE.
O pedido original já tinha sido feito em dezembro do ano passado. A proposta acabou por não seguir em frente. Na altura da discussão na Assembleia da República, partidos como o Chega manifestaram-se contra o formato proposto pelo PS e o governo acabou por desenhar uma solução diferente. Em vez de uma subcomissão parlamentar, o Executivo avançou com a Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa. Em conferência de imprensa esta manhã na Assembleia da República, o deputado socialista Marcos Perestrello volta a insistir no pedido para criar este instrumento de escrutínio dentro do Parlamento. Diz que é contra a posição adotada pelo governo de omitir decisões tomadas em matéria de defesa. Defende Marcos Perestrello que esse regime deve ser alterado.
Ainda vamos a tempo de corrigir este caminho e garantir o apoio político e social aos investimentos na modernização que as Forças Armadas precisam e no aproveitamento desse investimento, equivalente a um quarto do PRR, para alavancar a economia nacional. O PS propõe, por isso, dois instrumentos importantes. Primeiro, a criação de uma subcomissão de acompanhamento destes investimentos em particular e segundo, a discussão na Assembleia da República, por proposta do governo, de uma estratégia de capacitação da defesa.
Palavras do deputado do PS, Marcos Perestrello, em conferência de imprensa na Assembleia da República. Diz que na segunda sessão legislativa, o PS vai voltar à carga com uma proposta para maior transparência na defesa.
Há mais notícias com José Rafael Lopes às 15h.