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Começamos este jornal na Guarda, onde decorreu o Conselho de Ministros de hoje e há declarações à imprensa que estão a acontecer nesta altura por parte do ministro da Economia, Manuel Castro Almeida. Miguel Vieira, boa tarde.
Sim, boa tarde, Nelson. Precisamente uma das medidas aprovadas nesta reunião de Governo foi o aumento do complemento solidário para idosos. Cinquenta euros é a decisão saída deste Conselho de Ministros e que agora está a ser explicada por Manuel Castro Almeida. Antes, já Luís Montenegro, o Primeiro-Ministro, fez uso da palavra. Havemos de detalhar as conclusões deste Conselho de Ministros em futuros espaços informativos.
Miguel, há mais uma voz em defesa de Cristiano Ronaldo. Miguel Albuquerque afirma que a Madeira apoia o jogador.
O presidente do Governo Regional foi hoje confrontado com a polêmica que envolve o até aqui capitão da seleção e não poupou nos elogios e no apoio.
É o português mais conhecido no mundo. Nunca houve um português tão conhecido em todo o mundo. É conhecido na China, é conhecido em todo o lado. Segundo lugar, o Ronaldo foi um jogador que promoveu e prestigiou Portugal ao longo de uma carreira com mais de 25 anos. Deve ter se chateado, fez muito bem.
Miguel Albuquerque deixou ainda críticas à Federação e ao selecionador.
Daqui a 30 anos, ninguém sabe quem é que foi o selecionador, ninguém sabe quem é que estava à frente da Federação Portuguesa de Futebol, ninguém sabe quem é que comentava o futebol e toda a gente daqui a 30, 40, 50 anos vai saber quem é o Ronaldo. É a diferença entre a grandeza e a mediocridade.
A crítica do presidente do Governo Regional da Madeira à margem da inauguração de um novo edifício residencial em Câmara de Lobos.
Ainda sobre este caso, Luís Montenegro terá falado ao telefone com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, também com o selecionador Jorge Jesus, sobre o caso que envolve Cristiano Ronaldo.
Luís Montenegro está preocupado com os danos reputacionais que decorrem deste episódio. Teme impactos negativos, desde logo para a imagem internacional da equipa, da Federação e, em última instância, para o país. Assim que adianta que o chefe de governo também conversou com Cristiano Ronaldo.
O antigo dirigente do Sporting, Dias Ferreira, acredita que Cristiano Ronaldo ainda pode voltar aos trabalhos da Seleção Nacional.
Dias Ferreira admite que a situação não deixa nem a Seleção Nacional, nem Cristiano Ronaldo num bom plano. Ainda assim, diz que tem esperança de que o jogador ainda possa voltar. Aqui na Rádio Observador, o antigo dirigente do Sporting pede bom senso para que ambas as partes saiam deste imbróglio com dignidade.
Isso por acaso, acho que não.
Acha que há possibilidade de não voltar?
Talvez alguém chegue ao ponto de ter a sensatez que faltou. Eu acho que isso, nessa altura, tem emenda, com possibilidades de sair ambos, todos com dignidade.
A análise de Dias Ferreira na edição especial de Rádio Observador sobre a polêmica em torno da saída de Cristiano Ronaldo do estágio da Seleção Nacional. Antes, o antigo vice-presidente do Futebol Clube do Porto, Guilherme Aguiar, não toma partido, mas questiona o timing da decisão.
Eu não vou dar aqui razão nem ao Cristiano, nem ao Jorge Jesus, nem a ninguém. Só vou dizer é que esta atitude, num dia em que há jogo contra a Dinamarca, num dia em que está em causa uma equipa, num dia em que está em causa um coletivo, num dia em que estão em causa 23 jogadores e, sobretudo, num dia em que está em causa um país todo que parou, quando o que está em causa não é o Ronaldo, o que está em causa é a Seleção Nacional.
Guilherme Aguiar, antigo vice-presidente do Porto, afirma ainda que qualquer mau resultado de Portugal frente à Dinamarca vai ser associado à ausência de Ronaldo. Ponto também defendido pelo especialista em comunicação Bruno Batista, que vai mais longe, diz que este problema foi criado no momento em que a Federação Portuguesa de Futebol escolheu Jorge Jesus para suceder a Roberto Martínez.
Quando Pedro Proença troca Martínez por Jorge Jesus, criou aqui um problema, que são dois galos na mesma capoeira, citando aqui um bocadinho da sabedoria popular. É que são dois egos fortes e duas lideranças que se contestavam. A decisão de Jorge Jesus de colocar Ronaldo no banco e de não entrar no jogo frente à Noruega, é verdade que tinham combinado inicialmente que Ronaldo só jogava, é verdade, porque Jorge Jesus já o disse, mas a leitura de Jorge Jesus, e está correta porque ganhou o jogo, é que Ronaldo não ia acrescentar nada naquela partida que estava difícil e disputada até o final. E o Ronaldo tem que assumir e tem que respeitar esta liderança. E foi isto que não aconteceu.
Análise de Bruno Batista aqui na antena da rádio, dar conta de um problema de choque de liderança entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus no seio da Seleção Nacional.
Este é um assunto que tem dominado o espaço mediático nas últimas horas. Fomos de microfone em riste para a rua escutar a opinião de alguns ilustres desconhecidos.
Foi com essa missão que o jornalista Martim Madeira se deslocou às imediações aqui da rádio. Estas foram algumas das opiniões que recolheu.
Isto vai melhorar a seleção e vamos ver se estão melhores.
A partir do momento em que se abandona, perde-se a razão. Acho que é mesmo birra de menino mimado. Ele faltou ao respeito ao símbolo da seleção, faltou ao respeito aos adeptos, faltou ao respeito, principalmente, aos colegas. Foi feio da parte dele fazer o que fez. Lá terá os seus motivos, mas nós não gostamos. Como portuguesa, eu não gosto e gosto muito dele.
Acho que devia ter mais respeito, tendo em conta que o Ronaldo é uma lenda do futebol português e mundial. Mas acho que já era tempo do Cristiano aposentar também na seleção. Quarenta e um anos, já fez muito e acho que se calhar está a destruir a carreira dele, o que ele construiu.
Ele devia, para já, pedir desculpas a toda a gente
Pronto, porque não se abandona assim um estágio. O Jorge Jesus tem toda a razão, quem manda é ele.
Merece sair do melhor nível possível e acredito que o JJ possa potencializá-lo, assim como fez com o meu Flamengo em 2019.
Meu grande amigo, volta à seleção, que tu és o maior.
Meu querido, anda lá outra vez para a seleção e deixa de fitas.
As opiniões recolhidas pelo jornalista Martim Madeira sobre este tema que tem dominado a atualidade noticiosa e midiática nas últimas horas.
O diretor nacional da Polícia Judiciária reitera que tem condições para se manter no cargo, apesar de estar a ser investigado por falsidade de testemunho e abuso de poder.
Em causa o inquérito do Ministério Público, tem como alvo Carlos Cabreiro. Está relacionado a este inquérito com as declarações prestadas em tribunal no âmbito do processo Football Leaks. É suspeito de falso testemunho e abuso de poder por, alegadamente, estar envolvido numa escuta ilegal feita sem autorização a um magistrado, facto que negou em sede de julgamento. Ora, esta manhã, o atual diretor nacional da Polícia Judiciária reitera que está em condições para se manter no cargo. Estou em condições de manter no cargo e tenho a firme convicção daquilo que tenho que fazer na Polícia Judiciária.
E sente a confiança por parte da tutela para se manter no cargo?
Claro que sinto. Carlos Cabreiro, diretor nacional da Polícia Judiciária, que esta quinta-feira deu uma aula sobre integridade e prevenção da corrupção numa escola. Carlos Cabreiro diz que está convicto daquilo que tem que fazer na Polícia Judiciária e que reúne as condições para se manter em funções.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
Essa decisão saiu da reunião de Conselho de Ministros desta quinta-feira, que decorreu na cidade da Guarda. O complemento solidário para idosos vai aumentar 50 €. Os 62 professores afastados ontem pelo Ministério da Educação tinham condenações por crimes contra menores, como abuso sexual e pornografia infantil ou violência doméstica. É isso que indica o ministério, tutelado por Fernando Alexandre, numa resposta à Agência Lusa. Na mesma nota, a tutela admite que alguns dos casos podiam já estar abrangidos por penas acessórias, medidas de segurança ou interdições judiciais que impedissem o exercício de funções com crianças. Os 62 docentes foram provisoriamente suspensos na sequência da verificação automática do registo criminal, um mecanismo introduzido este ano letivo.