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Com o Miguel Vidal. Miguel, começamos este jornal das 14h com o presidente da Câmara Municipal do Porto. Lamenta a carga policial esta madrugada na Praça Dom João I, mas salienta que os agentes da PSP não tiveram alternativa.
Pedro Duarte expressa confiança na atuação da Polícia de Segurança Pública. O autarca responsabiliza os manifestantes pela carga que, segundo a organização do protesto, em defesa de soluções de acesso à habitação, provocou 37 feridos.
Eu lamento profundamente que a polícia se tenha visto forçada a intervir daquela forma. Acho que não há nenhum português que se reveja naquelas imagens ou que goste daquelas imagens. Mas é o que digo, parece-me absolutamente claro que a polícia se viu forçada a fazê-lo. E eu não tenho dúvidas quanto a isso. Eu não vou, obviamente, discutir aquilo que é a operação policial em si, porque não tenho responsabilidade para isso. Eu confio absolutamente nas nossas autoridades policiais.
Foi o que disse Pedro Duarte ao final da manhã sobre este incidente ocorrido esta madrugada. A Polícia de Segurança Pública fez uso da força para permitir que os manifestantes instalados na Praça Dom João I, num acampamento, dali saíssem, dali fossem retirados. Entretanto, o movimento que organizou o acampamento agendou uma nova concentração no mesmo local para o final desta tarde, 19h.
O Livre pediu explicações ao Ministério da Administração Interna sobre a atuação dos agentes da PSP.
É isso que revela nas redes sociais o porta-voz do partido, Jorge Pinto, questiona quais foram os fundamentos legais e operacionais que determinaram a intervenção da PSP. Essa questão dirigida ao governo, particularmente ao Ministério da Administração Interna, é a pergunta que deu entrada na Assembleia da República. O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, também vem expressar solidariedade com os manifestantes. Escreve nas redes sociais a seguinte frase: "A força do bastão, em vez de detetar as rendas, não nos intimidam."
Já a PSP justifica esta carga policial com a resistência à ordem de evacuação.
Sim, a expressão usada pela PSP no comunicado enviado às redações é mesmo essa. A polícia foi forçada a carregar sobre os manifestantes. A PSP dá conta que as forças policiais intervieram por volta das 3h para pedirem aos manifestantes que saíssem da Praça Dom João I, levassem as tendas que ali estavam instaladas, com a indicação de que a manifestação só era permitida até à 00:30. Ora, segundo a Polícia de Segurança Pública, alguns manifestantes resistiram a este pedido para que dali saíssem, e foi essa recusa que levou os agentes da Polícia de Segurança Pública a avançarem com uma carga policial. Trinta e sete feridos, segundo o movimento, é o balanço desta intervenção.
"Não sejam egoístas." É este o pedido feito pelo primeiro-ministro a todos aqueles que pretendem replicar em Portugal os protestos pelo direito à habitação, que têm ocorrido em outros países, por exemplo, em Espanha.
Apelo feito esta manhã em Bruxelas, Luís Montenegro foi confrontado precisamente com esta intervenção da PSP.
Espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas não caiam na tentação de, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não têm, de facto, respaldo na sociedade portuguesa.
É esse o entendimento de Luís Montenegro, que faz este pedido. Pedido feito à entrada para a reunião do Conselho Europeu de dois dias, que arrancou esta manhã em Bruxelas.
Um Conselho Europeu com vários temas em cima da mesa. Desde logo, a resposta dos 27 Estados-membros à subida do preço da energia.
Luís Montenegro sublinhou uma ideia: não é a compra conjunta de energia que vai resolver a atual crise provocada pela guerra no Médio Oriente. Sugere o primeiro-ministro que os 27 Estados-membros devem encontrar uma posição comum que contribua para desbloquear os constrangimentos à navegação no Estreito de Ormuz, na origem da subida do preço do barril de petróleo.
É uma intervenção diplomática da União Europeia, uma contribuição para que as partes possam aproximar posições e se possa estabelecer não apenas um cessar das hostilidades, mas de condições de navegabilidade, sobretudo no Estreito de Ormuz, que permitam o restabelecimento e a estabilização do funcionamento dos mercados.
Numa altura em que o barril de Brent, que serve de referência para Portugal e boa parte dos países europeus, continua a ser negociado acima da barreira dos US$ 100.
Entrou hoje em vigor o tarifário fixo dos táxis que saem do Aeroporto de Lisboa, mas os taxistas falam em falta de informação.
O tarifário passa a ser de € 16 ou € 19, consoante a zona de Lisboa para onde se queiram dirigir os passageiros. A medida é adotada depois de sucessivas queixas de passageiros, sobretudo turistas, relacionadas com cobranças excessivas e recusas de destino. Ora, o presidente da Federação Portuguesa de Táxis explica que, numa primeira fase, todos os taxistas podem aceder livremente à praça situada no aeroporto, mas numa segunda fase, que espera que arranque em novembro, só os taxistas que estiverem devidamente credenciados vão poder trabalhar nesta zona da cidade de Lisboa, o aeroporto. Ora, o taxista Ruben Coelho, com quem conversou a jornalista do Observador, Rita Gonçalves, afirma que a informação não está a chegar a todos os trabalhadores.
Supostamente, a informação que nós temos é para fazer as inscrições dos carros e dos motoristas às 11h num formulário, num portal, que é para os carros poderem começar a abrir a cancela, que está ali uma cancela que vai abrir e fechar, lendo a matrícula e provavelmente, se calhar, algum cartão do O motorista e ninguém sabe também. Então isto vai ser tudo novo para nós. Ninguém sabe nada. Era bom que o senhor Carlos Silva, não o senhor Froes, que ainda deve estar internado, nos viesse aqui dizer alguma coisa antes das 11h, porque a gente não sabe como proceder. A realidade é essa.
Uma referência aos presidentes das duas associações representativas deste setor do táxi. Carlos Silva, o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, sugere que os detalhes e toda a informação está disponível nas páginas oficiais, foram também enviadas para as associações, pelo que sugere, os taxistas devem procurar informar-se. Existem mais medidas associadas ao acordo entre a Câmara de Lisboa e a ANA, gestora do aeroporto, entre elas o táxi voucher, que pode ser adquirido no posto de turismo e que permite aos turistas pagar as viagens com este cartão. No entanto, João Silva, trabalhador do posto de turismo do aeroporto, dá conta que o serviço, que já deveria estar a funcionar, ainda não está disponível.
A informação que nós temos, por parte da empresa, porque por parte do Estado ainda não recebemos qualquer informação, é que ainda não estamos a fornecer táxi vouchers porque cremos que ainda foi adiado até novembro.
Foi isso que contou ao Observador. João Silva trabalha no posto de turismo do aeroporto. O táxi voucher, uma das medidas incluída neste acordo entre a Câmara de Lisboa e a ANA, gestora do aeroporto, ainda não está a funcionar.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
Foi arquivado o inquérito à gestão do ex-bacelar e da Ordem dos Médicos Miguel Guimarães, por decisão do Departamento de Investigação e Ação Penal. O Observador deu conta que o mandato de Miguel Guimarães à frente da Ordem dos Médicos entre 2017 e 2023 foi alvo de uma denúncia remetida à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde. Segundo essa denúncia, a que a CNN Portugal teve acesso, estavam em causa alegados custos excessivos e injustificados com alojamento e transporte, particularmente o uso irregular de um veículo institucional e ainda acusações de favorecimento. A IGAS recebeu a denúncia, reencaminhou-a para a Procuradoria-Geral da República e foi investigada pelo DIAP de Lisboa, que decidiu agora arquivar este inquérito por falta de fundamento dos factos denunciados. Diz que não há indícios criminais.