Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador. Jornal das três, na Rádio Observador, com o João Gama a esta hora. Começamos com o governo. Admite que nem tudo correu bem nesse plano de emergência para a saúde, mas promete novas medidas. Uma delas é a criação de novas unidades de saúde familiar modelo C.

Ana Paula Martins diz que só metade das medidas urgentes foram totalmente concluídas, oito das 15 medidas consideradas urgentes pelo governo, cerca de 100 dias depois da apresentação de o plano de emergência, o governo fez esta tarde um primeiro balanço das medidas. Admite, Ana Paula Martins, que nem tudo correu bem, mas garante que o governo não prometeu resolver os problemas em apenas três meses.

Um SNS em que as senhoras grávidas andavam de urgência em urgência, à procura de uma porta aberta para terem os seus bebês. Um SNS em que os utentes com patologias pouco urgentes tinham de esperar horas nas urgências dos hospitais para serem atendidos. Conseguimos mudar tudo em três meses? Não, não conseguimos. Vamos ser sérios. Nunca ninguém prometeu isso.

A ministra anuncia ainda a criação de 20 novas unidades de saúde familiar modelo C, vai ser amanhã aprovada em Conselho de Ministros, a maioria em Lisboa e Vale do Tejo.

Finalmente, ao fim de muitos anos, institui unidades de saúde familiar modelo C. Sempre estiveram previstas, continuam previstas no Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, mas nunca foram implementadas. Vamos abrir 10 em Lisboa, cinco em Leiria e cinco no Algarve. Por que nestas zonas? Porque são as zonas mais carenciadas de médicos de família.

Anúncios que não se ficam por aqui. A ministra Ana Paula Martins admite voltar atrás no recrutamento de médicos de família. A região de Lisboa vai ter urgências de obstetrícia e ginecologia organizadas em urgências metropolitanas. A ministra da Saúde exige uma gestão eficaz dos recursos humanos, diz que as dificuldades deste verão não se podem voltar a repetir.

No último domingo, repito, tivemos 17 urgências de portas fechadas. A grande parte, como sabem, de obstetrícia. E isto não pode acontecer. As unidades locais de saúde têm de garantir a sua missão de serviço público e uma gestão eficaz dos seus recursos humanos. No próximo verão, esta situação não deverá voltar a acontecer.

O governo apresentou ainda como objetivo dar médico de família a mais de 200 mil portugueses.

Ora os partidos já começaram a reagir. O PS acusou o governo de destruir o Serviço Nacional de Saúde.

Na voz da deputada Marina Gonçalves, diz que nem se pode chamar balanço ao que foi feito pela ministra da Saúde, a antiga governante e deputada socialista, diz que as medidas tomadas pelo governo da Aliança Democrática não só não melhoraram nada, como ainda pioraram os problemas que já existiam.

Aquilo que podemos concluir é que os números que temos falado, o agravar de condições face ao ano anterior são verdadeiros, são reais, são números corretos, e por isso, aquilo que o governo não quer assumir é que a estratégia e a prioridade definida de destruir o que estava feito, de criar um novo plano e de criar esta expectativa que resolvia o problema, na verdade, só veio agravar aquele que é um vetor essencial do nosso Estado social, que é o Serviço Nacional de Saúde.

Marina Gonçalves, deputada do Partido Socialista, a reagir ao balanço do programa de emergência de saúde.

Luís Montenegro desmente qualquer negociação secreta com Pedro Nuno Santo, a propósito do orçamento do Estado. O gabinete do primeiro-ministro assegura ainda que a carta enviada pelo líder do Chega a encerrar as negociações ainda não chegou a São Bento.

André Ventura fez saber na segunda-feira que tinha enviado uma missiva ao primeiro-ministro, onde dizia estar fora das negociações para o orçamento do Estado e onde acusava o social-democrata de trair o eleitorado de direita. Fonte do gabinete de Luís Montenegro revela ao Observador que passadas quase 48 horas, ainda não chegou qualquer carta à residência oficial do primeiro-ministro. Nesta mensagem, Ventura denunciava também negociações secretas entre o PS e o PSD para a aprovação do orçamento. A mesma fonte oficial nega qualquer troca de correspondência ou negociação entre o primeiro-ministro e o secretário-geral do PS durante todo o mês de agosto.

Ainda durante esta tarde, o líder do Chega voltou a recusar viabilizar o orçamento e acusou o PS de estar a ser uma muleta do governo.

Assegura que a posição do partido, anunciada na semana passada, não mudou um centímetro.

Não houve atitude nenhuma diferente do governo, o que estou a dizer é certo e irrevogável.

Vai votar contra?

É irrevogável. Eu acho que tem que se perguntar é o governo se o governo está disponível para assumir essas consequências. Porque um governo que diz sistematicamente não, não, não, não e não, não precisamos. Um governo que só fala em moções de censura, um governo que só fala em eleições, é porque o próprio governo quer ir a eleições.

Declarações de André Ventura, esta tarde, em São João da Talha, quanto ao relatório da Inspeção-Geral das Finanças às contas da TAP, o líder do Chega acredita que Miguel Pinto Luz e Maria Luís Albuquerque saem fragilizados. Diz que cabe agora a Luís Montenegro manter ou não a confiança nos governantes.

E o primeiro-ministro admite que não pode garantir que vai haver professores para todos os alunos no arranque do ano letivo.

É uma garantia que não se pode dar de um mês para o outro. Luís Montenegro falava na assinatura dos acordos entre governo, ordens profissionais e ensino superior. Uma cerimônia que contou também com a presença do ministro da Educação, a quem o chefe do governo se dirigiu com um alerta.

Nós não vamos, infelizmente, senhor ministro da Educação, Ciência e Inovação, apesar de todos os esforços que estamos a fazer e que o senhor ministro em particular está e vai continuar a fazer nas próximas semanas, nós não estamos em condições de poder dizer, de repente

De um mês para o outro, já vai haver professores em todas as escolas a todas as disciplinas e não vai haver alunos a serem prejudicados por não terem professor, pelo menos a uma, às vezes a mais do que uma disciplina. Não estamos em condições de o fazer.

Luís Montenegro admite ainda que o governo não pode garantir alojamento a preço comportável a todos os alunos do ensino superior à saída. O Ministro da Educação foi questionado sobre o possível descongelamento das propinas. Fernando Alexandre não respondeu. Diz apenas que o ano letivo e o Orçamento do Estado estão, neste momento, a ser preparados.

Vamos à atualidade internacional. Volodymyr Zelensky explica a remodelação que aconteceu no seu governo, diz que Kiev precisa de uma nova energia.

A remodelação inclui como nome mais surpreendente, Dmytro Kuleba, ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros. Numa conferência de imprensa, Zelensky diz que as mudanças no governo são passos para fortalecer o Estado ucraniano em várias áreas. Além de Kuleba, cinco outros ministros apresentaram a carta de demissão. O presidente ucraniano está muito grato aos elementos do governo que têm estado a trabalhar pela Ucrânia e pelos ucranianos.

A Câmara Municipal de Lisboa lança hoje um programa de apoio ao setor dos media. Carlos Moedas fala num investimento de €200 mil e apela a outras autarquias para repetirem este projeto.

Em causa está o compromisso da autarquia com o setor do jornalismo. Carlos Moedas diz que está a atravessar um momento crítico e de grandes dificuldades. Em declarações à Rádio Observador, o presidente da Câmara de Lisboa diz que o projeto vai incluir a entrega de 20 bolsas no valor de €10 mil cada uma, destinadas a trabalhos de jornalismo de investigação.

São €200 mil que aqui vão ser distribuídos em 20 projetos, portanto, €10 mil por projeto, para que possam fazer esse tipo de jornalismo tão importante para a democracia, tão importante para a liberdade, que é o jornalismo de investigação, o jornalismo que vai a fundo naquilo que é o tema. E a Câmara Municipal, através de um júri, totalmente independente do poder político, pode escolher os 20 melhores e termos aqui o nosso contributo como autarquia, esperando que outras organizações, sejam fundações, outras instituições, também possam dar o seu contributo.

Declarações de Carlos Moedas à Rádio Observador. As candidaturas decorrem online até ao meio-dia do dia 31 do próximo mês. Os resultados vão ser anunciados só no próximo ano, sendo que está prevista a distribuição dos prémios para março de 2025.

Como habitualmente, no Jornal das Três, temos notícias de âmbito local.

Almada vai receber as Jornadas Europeias do Património nos próximos dias 20, 21 e 22 de setembro. O evento é uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da União Europeia. Este ano, o tema é Rotas, Redes e Conexões. O programa inclui atividades como a visita guiada às salgas romanas de Cacilhas ou um roteiro histórico dedicado ao tema Almada, Cidade Resistente. Em Sintra, foi detido um suspeito de tentativa de homicídio, procurado pelas autoridades francesas. O caso pode resultar numa pena de 30 anos de prisão em França. Em comunicado, o PJ refere que em causa estão alegadas agressões a um segurança num estabelecimento noturno em 2018, em Paris. No Cadaval, no próximo domingo, há uma caminhada à descoberta dos buracos mineiros. O percurso começa em São Salvador, na freguesia do Cercal, e prossegue pela encosta da serra de Montejunto. O passeio tem uma duração de quatro horas. A autarquia de São João da Madeira comprou três carros elétricos para disponibilizar aos serviços de saúde local. A medida foi concretizada com o financiamento do PRR. O investimento foi de cerca de €87 mil. Para além dos veículos, o município anunciou também que em breve vai começar a requalificação do centro de saúde. Vila Nova de Famalicão vai ter uma nova central fotovoltaica até 2025. O projeto vai permitir abastecer cerca de 14 mil casas com energia verde, o que vai evitar a emissão de 21 mil toneladas de CO₂. Na Batalha, em Leiria, arranca na sexta-feira a primeira edição do Festival Jazz da Batalha. O festival começa com um concerto de Pedro Nobre Quarteto, no centro da Golpilheira. A 3 de setembro, Cláudia Franco e Filipe Duarte atuam neste festival na Batalha.