Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Miguel, começamos este jornal das 15h com o presidente da associação que representa os diretores das escolas públicas sugere que pode ser necessário adiar o prazo para a divulgação das pautas dos exames nacionais.

Se for essa a solução, diz Filinto Lima, para garantir uma boa avaliação.

Esta pressão que está a ser feita pelos professores tem que garantir a qualidade da classificação, se não garantir, o melhor então é adiar. Mas ele, as palavras que mais usou conosco na segunda-feira é: "Eu quero garantir a qualidade das classificações." Se garantir a qualidade das classificações com as pautas afixadas amanhã, que o faça. Se não garantir, que adie mais algum tempo, não vem nenhum mal ao mundo.

É o que diz Filinto Lima, que estranha a afirmação feita esta manhã pelo Ministro da Educação de que está a ser difícil encontrar mais professores para classificar os exames em falta.

No passado, eram professores daquele local, daquele concelho, daquele distrito. Agora não é assim, agora é coleção digital. Um professor que esteja no Algarve pode corrigir uma prova de um aluno de Viana do Castelo. Estranho, de facto, o que disse o ministro, não será mentira, mas estranho, na verdade, não haver neste momento professores de Português, de Matemática, de Físico-Química, que foram os exames que ele mais enfatizou, que neste momento não estariam disponíveis para corrigir, para classificar os exames.

A estranheza é manifestada pelo presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Filinto Lima, que defendeu, como aqui ouvimos há pouco, que pode ser necessário adiar o prazo para a divulgação das pautas com as classificações de exames nacionais. É precisamente isso também que defende a presidente do Movimento Escola Pública.

Uma forma de retirar pressão aos professores envolvidos na classificação dos exames, tendo em conta os problemas que têm vindo a ser reportados. Cristina Mota sugere mesmo a necessidade de mexer noutros prazos, por exemplo, no calendário de acesso ao ensino superior.

O mais prudente seria adiarmos o prazo da afixação das pautas, adiarmos o prazo da segunda fase e adiarmos, portanto, até mesmo o calendário de acesso ao ensino superior para que esta primeira fase concluísse de forma, não digo tranquila, isso já vai ser impossível, mas de uma forma menos prejudicial a todo o processo.

Sobre a revelação feita pelo ministro da Educação de que há professores que estão a recusar pedidos para classificarem exames, Cristina Mota confirma.

Há professores que estão a recusar, sim.

E porquê?

Porque as condições que lhes estão a ser dadas para a conclusão colocam em causa o rigor e o seu profissionalismo, algo de que não abdicam. Portanto, quando se pede a um classificador para que, no espaço de duas ou três horas, classifique 100 itens, ele não vai conseguir fazer com o rigor e o profissionalismo que caracteriza os professores.

É que explica Cristina Mota, os problemas relatados nos últimos dias com a plataforma que gera a classificação digital dos exames ainda não foram totalmente resolvidos.

Os que conseguem aceder à plataforma deparam-se com itens com os mesmos problemas anteriormente reportados. Temos inclusive um colega que nos diz ter um item com duas folhas em que a caligrafia não corresponde. Continuamos a ter colegas que referem que têm itens com ausência de folhas de continuação. Portanto, são todos elementos que nos levam a entender que não há condições para termos a afixação das pautas amanhã, pelo menos a todas as disciplinas.

Por isso, a Missão Escola Pública defende o adiamento deste prazo.

E a Federação Nacional dos Professores acusa o ministro da Educação de ter perdido o controle da situação nestes exames nacionais.

É isso que revela, diz o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, a admissão por parte do ministro da Educação que as pautas com as classificações podem não ser conhecidas amanhã.

E esta admissão constitui o reconhecimento inequívoco que o ministro perdeu, de facto, o controle da situação. Mais grave ainda, em vez de assumir as responsabilidades que lhe cabem, o ministro voltou a procurar culpabilizar os professores, numa tentativa inaceitável de desviar as atenções do verdadeiro problema e isto é um ataque injusto e indigno, aliás, à semelhança do que já tinha sido feito pelo próprio primeiro-ministro.

A FENPROF reitera que Fernando Alexandre não tem condições para continuar à frente do Ministério da Educação.

O PS quer que o governo apresente um plano de contingência para responder a estes problemas com os exames.

Pedido feito pelo deputado socialista Marcos Perestrello.

Amanhã será um dia decisivo e confrontado novamente com a incapacidade de resolver o problema, o governo terá que, definitivamente, apresentar o plano de contingência para o fazer. Uma coisa é certa: a responsabilidade não é dos professores, a responsabilidade não é das famílias, a responsabilidade não é dos jovens, a responsabilidade reside exclusivamente em decisões políticas do governo de desmantelar o Ministério da Educação.

As críticas de Marcos Perestrello, ainda à esquerda, o Bloco, por Fabian Figueiredo, resume a questão à necessidade de demissão do ministro.

Assim que este processo de exames acabar, o senhor ministro Fernando Alexandre deve apresentar a demissão e o senhor primeiro-ministro deve aceitá-la imediatamente. O país precisa de um novo ministro. Fernando Alexandre não tem credibilidade para nada.

Afirmação de Fabian Figueiredo, deputado único do Bloco de Esquerda. O Livre exige um pedido de desculpas. Filipa Pinto diz também que os professores devem ser desresponsabilizados pelos problemas com a classificação dos exames nacionais.

Quem não tem condições para trabalhar são os professores. E neste momento, culpar os professores de um problema que tem a ver com a organização de um processo destes não é uma boa política e entendemos que o senhor ministro da Educação deve pedir desculpa às famílias As famílias devem pedir desculpa aos professores e resolver os problemas que criou.

Filipe Pinto, do Partido Livre. O PCP, por fim, diz apenas que os problemas detectados mostram como o debate de urgência pedido pelo partido para amanhã tem toda a razão de ser.

É já daqui a pouco que arranca o debate do Estado da Nação. Foi tema de um explicador especial que juntou aqui na rádio representantes da maioria dos partidos com assento parlamentar.

Com a oposição, Teresa Freire a traçar um retrato em tons de negro da ação do governo.

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, diz que o balanço destes dois anos é negativo.

Se nós olharmos para o país há dois anos, durante os governos António Costa, o país está praticamente igual. A única diferença é que este governo faz muito mais propaganda, diz que faz reformas, mas depois, na prática, isso não se concretiza.

Já António Mendonça Mendes, deputado do Partido Socialista, considera que o governo não se pode queixar do Parlamento.

O governo não teve, na Assembleia da República, nenhum bloqueio a nenhum instrumento importante. A única lei relevante que o governo viu chumbada foi aquilo que apelidou de reforma laboral.

A mesma avaliação faz o Livre, pela voz de Paulo Muacho, que pede que o governo se autorresponsabilize.

Para um governo minoritário, com a atual conjuntura parlamentar, efetivamente não tem razões para se queixar, porque tem contado sempre com o apoio ou do Chega ou do PS. Portanto, se não o está a conseguir fazer, é por pura incompetência. Não pode responsabilizar também os outros por não conseguir fazer aquilo que prometeu que iria fazer.

Já o PCP recorda que a ação do governo tem degradado o país. Alfredo Maia dá como exemplo a educação.

E degrada-se por culpa exclusiva do governo, mas que é o produto, é o resultado do processo de desmantelamento das estruturas do Ministério da Educação, a que o governo gosta de chamar modernização.

Do outro lado da bancada parlamentar, Jorge Miguel Teixeira, da Iniciativa Liberal, critica o governo por dizer que está tudo bem.

Parece-me realmente estranho que, numa circunstância em que o Parlamento está como está, o governo insista em ter um discurso em que diz que já está a fazer tudo e que já é um governo reformista. Pelos vistos, está tudo bem, mas isso não bate com aquilo que está a acontecer no país.

Em defesa do governo, o vice-presidente do PSD, Alexandre Poço, garante que a AD tem transformado o país.

Nós temos tido muita iniciativa política e a vontade de mudança com a qual nos comprometemos está a ser concretizada. E as oposições podem dizer o que quiserem. Criticar é sempre mais fácil. Não se pode acusar este governo de falta de iniciativa e de transformação.

O ensaio de alguns argumentos que daqui a pouco vão ser invocados durante o debate do Estado da Nação, agendado para às 15h30, momento que vamos acompanhar em direto aqui na antena do Observador.

Mas para já, vamos às notícias de âmbito local.

E começamos por Leiria. O posto de turismo tem estado de portas fechadas de forma frequente, falta pessoal. A autarquia admite dificuldades na contratação de funcionários, pretende reforçar o atendimento durante o período de maior procura turística. No Porto, a Polícia Judiciária deteve quatro pessoas por falsificação de receitas médicas para compra de medicamentos comparticipados. O objetivo era depois revender esses medicamentos. Os detidos estão indiciados pela prática dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, pelo menos desde 2024 até ao momento presente. Segundo a PJ, os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação de medidas de coação. O município de Porto de Mós vai oferecer, de forma gratuita, livros a cerca de 2400 alunos no próximo ano letivo. Os encarregados de educação vão receber em agosto uma mensagem na plataforma Siga com código de levantamento dos livros. Segundo a autarquia, a oferta representa um investimento de mais de € 130 mil. Em Oliveira de Azeméis, foi lançado um concurso público para a reabilitação da Casa do Museu Regional. A obra está orçada em perto de € 1 milhão e 400 mil e pretende transformar o espaço no futuro museu de identidade territorial. Loures celebra no domingo o Dia Mundial dos Palácios, programa gratuito no Palácio dos Arcebispos em Santo Antão do Tojal. A iniciativa inclui uma conferência e atividades para famílias, que precisa de inscrição prévia.