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As notícias. Jornal das três, com a Laura Figueiredo. E Laura, Cristiano Ronaldo está suspenso e com processo disciplinar instaurado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
Em causa o abandono do estágio da seleção a 30 de setembro, antes do jogo com a Dinamarca. O processo, que visa apurar a eventual relevância disciplinar dos acontecimentos, foi declarado urgente. A federação decidiu também aplicar a Cristiano Ronaldo uma suspensão preventiva não automática. Uma vez que o capitão da seleção assumiu o erro no comunicado que divulgou há uns dias, o quadro de uma sanção entre um e seis meses pode ser reduzido para metade. O editor do desporto do Observador, Bruno Roseiro, explica o que está em causa neste processo.
Por um lado, está confirmada a suspensão preventiva de Cristiano Ronaldo da seleção. Ou seja, confirma que, a partir do momento em que abandonou a seleção, Cristiano Ronaldo passou a estar automaticamente suspenso. Era uma dúvida que existia, agora está dissipada. Atribui caráter de urgência a este processo e envia agora a questão para a Comissão de Instrução Disciplinar da Federação, que vai conduzir toda a instrução. Em termos práticos, o que isto significa? O processo está a andar, o relógio está a contar. Ou seja, nesta altura sobram 25 dias até haver o anúncio da convocatória de Jorge Jesus para os próximos jogos da seleção na Liga das Nações, com a Dinamarca e com a Noruega. E tudo vai depender agora da celeridade desta instrução.
O editor do desporto do Observador, Bruno Roseiro, que explica ainda que Ronaldo pode ter atenuantes e ver o nome já na próxima convocatória.
Confirmando-se que existe uma atenuante para metade da possível sanção, por Cristiano Ronaldo já ter admitido os factos em causa, aquilo que pode acontecer é, num cenário de suspensão mínima dentro desse enquadramento, ter apenas uma suspensão de duas semanas e isso permitiria que ainda integrasse essa convocatória que, a princípio, será conhecida no dia 6 de novembro.
Bruno Roseiro, editor do desporto do Observador, a analisar o processo instaurado pela Federação Portuguesa de Futebol a Cristiano Ronaldo.
Na política, José Luís Carneiro reforça que vai propor a abstenção do PS na votação do Orçamento do Estado, mas admite que convicções mais profundas levariam ao voto contra.
O PS está hoje reunido na Comissão Nacional para analisar a proposta do Governo do Orçamento do Estado para o próximo ano. Apesar de considerar que o Executivo apresentou um mau orçamento, José Luís Carneiro explica que o partido faz oposição ao Governo e não a Portugal e, por isso, pede aos socialistas que se abstenham.
A razão de ser fundamental desta nossa Comissão Nacional, desta vez, tem muito que ver com a proposta que eu tenho para vos apresentar de abstenção em relação à proposta do Orçamento do Estado. Faço-o por razões ponderosas. As nossas convicções mais profundas levar-nos-iam mesmo para essa ideia do voto contra o Orçamento. Nós fazemos oposição ao Governo, mas nós não fazemos oposição a Portugal.
Ainda assim, José Luís Carneiro adianta que vai apresentar propostas para que o orçamento possa dar respostas ao aumento do custo de vida.
Na especialidade, vamos apresentar as nossas propostas. Propostas para que o orçamento possa dar respostas ao aumento com o custo de vida. Manteremos essa linha de coerência. E mais, vamos procurar apresentar propostas para responder ao aumento dos custos com os combustíveis, com o gás, com a eletricidade, com os bens alimentares essenciais. E sejamos claros, e quero ser claro, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas e mantendo a responsabilidade com as futuras gerações.
José Luís Carneiro, na abertura da Comissão Nacional do PS, uma reunião dos socialistas com o objetivo de analisar a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.
O secretário-geral da UGT desafia o primeiro-ministro a negociar o acordo de valorização salarial em concertação social.
Desafio lançado por Mário Mourao hoje, na abertura do 15º congresso da UGT, que decorre na Figueira da Foz.
Quero aqui lançar um repto ao senhor primeiro-ministro. A UGT tem como objetivos a melhoria dos salários e do rendimento dos trabalhadores. Senhor primeiro-ministro, sente-se conosco à mesa da concertação social para rever o acordo salários e rendimentos. Faça-se que o salário mínimo chegue aos 1000 € em janeiro e dê mais força à negociação coletiva.
Mário Mourao, que alerta ainda que qualquer alteração à legislação laboral terá de reforçar a contratação coletiva.
Antes, a ministra do Trabalho mostrou-se disponível para voltar a negociar a reforma laboral com patrões e trabalhadores.
A legislação laboral terminou sem acordo na concertação social e a proposta de lei foi depois rejeitada no Parlamento, em junho. Hoje, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o Governo está sempre disponível para negociar e, por isso, afirma que a legislação laboral pode ser um tema a voltar à mesa das negociações.
O Governo é um negociador. Sempre foi um negociador, aliás, não pode deixar de o ser. Negociei com os parceiros sociais, negociei no Parlamento e, portanto, como eu tive a oportunidade de dizer ali, o Governo está obviamente aberto a novos compromissos em todas as questões que sejam relevantes e que estejam em cima da mesa. A legislação laboral, naturalmente, também é uma delas.
Declarações da ministra do Trabalho esta manhã à margem do 15º congresso da UGT na Figueira da Foz.
Na atualidade internacional, Donald Trump admite mágoa por não ser reconhecido pelo Nobel da Paz.
Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirma ter resolvido oito guerras e estar perto de terminar mais duas. Acrescenta que trouxe de volta os reféns israelitas, além de centenas de reféns de todo o mundo. Trump fala ainda da Venezuela e da captura de Maduro e ainda do Irã e das armas nucleares. O presidente norte-americano diz que, no entanto, com tudo isso, nem ele nem os Estados Unidos receberam o Prêmio Nobel da Paz. Ontem, Donald Trump aplicou sanções contra o Tribunal Penal Internacional, depois de uma antiga juíza do órgão ter sido galardoada com o prêmio.
Laura, vamos às notícias de âmbito local.
Em Sintra, o Ministério Público está a investigar denúncias de alegados maus-tratos físicos e psicológicos na Escola Básica número dois de Rio de Mouro. As acusações visam a professora de uma turma do terceiro ano. A primeira participação chegou a 24 de setembro, um dia depois da reportagem do Observador, que denunciava o caso. Em Leiria, 15 pessoas foram retiradas de um prédio hoje de manhã devido a um incêndio num apartamento. Duas pessoas foram assistidas no local, mas não precisaram de transporte para o hospital. O alerta foi dado pouco depois das 08h. Na Trofa, acontece amanhã uma caminhada pelo Caminho de Santiago da região. A iniciativa acontece de uma parceria entre a autarquia e a Trofa Ambiente e pretende envolver os participantes diretamente na preservação do caminho, através da recolha de lixo durante a caminhada. A partida está marcada para as 08h30. A caminhada vai ter 7,5 km. Em Almada, estão expostas até dia 25 deste mês, quase 500 cartas de amor e resistência de almadenses opositores à ditadura de Salazar. Em comunicado, a autarquia explica que a exposição foi construída a partir de arquivos privados e sensíveis. A exposição acontece no Museu da Cidade. Em Santarém, a falta de sangue está a colocar o hospital no limite e podem ser canceladas cirurgias agendadas para os próximos dias. A unidade hospitalar garante que está a fazer uma gestão rigorosa do sangue para assegurar os casos prioritários e urgentes. Esta situação não é pontual. As dádivas a nível nacional têm também diminuído anualmente. Estarreja venceu o Prêmio Folha Verde Europeia, que reconhece o compromisso das cidades mais pequenas com a sustentabilidade ambiental e a transformação ecológica. O prêmio é atribuído pela Comissão Europeia e é partilhado com a cidade espanhola de Benidorm. Este ano, estiveram 27 cidades em competição.