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Rádio Observador. Está na hora de atualizar as notícias. Temos o Jornal das Quatro com Miguel Videira e começamos com o acidente em França, que envolveu dois autocarros portugueses. O balanço, ainda provisório, aponta para dois mortos.
E não três, como foi inicialmente avançado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Observador. A diplomacia portuguesa retificou, entretanto, esta informação. Continua-se sem saber qual a nacionalidade das vítimas mortais. Os dois autocarros são das empresas FlixBus e Ovni Tour, sendo que um dos mortos é um passageiro do autocarro da FlixBus. Isso mesmo é confirmado ao Observador pelo gabinete de imprensa da FlixBus. Adianta que o autocarro da Ovni Tour embateu por trás no autocarro da FlixBus, que estava parado e, que por sua vez, foi embater num caminhão que seguia à frente. Seguiu-se um choque em cadeia que envolveu perto de uma centena de veículos. O acidente ocorreu na A63, no sudoeste de França. Segundo a Prefeitura de Landes, há entre 50 a 70 feridos ligeiros, mas há também feridos em estado grave. Entretanto, a Ovni Tour acaba de enviar um comunicado à redação do Observador. Já foi lido pela jornalista Matilde Malva Sabine, que está aqui conosco em estúdio. Matilde, que informações adianta a empresa de transporte de passageiros com sede em Ponte de Lima?
Confirma o envolvimento de uma viatura da empresa, Miguel, no acidente desta manhã, mas não adianta nem o número de feridos, nem a nacionalidade. Afirma que, por respeito às vítimas, não vai divulgar qualquer identidade, nem detalhes clínicos. Confirma que está junto das autoridades francesas a investigar o que é que aconteceu, o que é que levou a este acidente grave, e que ativou procedimentos internos de resposta para este tipo de incidentes. Houve um representante da Ovni Tour que se deslocou para o local para articular com as autoridades locais e foi também constituída uma equipa de gestão de crise para apoiar os passageiros e as famílias, que passa pela implementação de mecanismo de apoio às vítimas. Está também a cooperar totalmente com as autoridades francesas naquela que é a recolha de informação e a preservação de evidências relevantes para esta investigação que está em curso. E no final do comunicado, naturalmente, deixou uma mensagem de condolências às famílias e manifestar total solidariedade com as vítimas afetadas.
Matilde Malva Sabine, aqui com o resumo deste comunicado enviado à redação do Observador há instantes pela Ovni Tour. É uma empresa de caminhonagem, transporte de passageiros, com sede em Ponte de Lima. Um autocarro desta empresa esteve envolvido no acidente, que também envolveu um autocarro da FlixBus, uma empresa com presença em vários países europeus e também em Portugal. Este autocarro tinha matrícula portuguesa, fazia uma viagem entre Bordéus e Madri. Deste choque inicial, houve um choque em cadeia com mais de uma centena de veículos. Como disse no início deste jornal, há dois mortos confirmados, não se sabe a nacionalidade das vítimas mortais.
E Miguel, a OCDE pede ao governo medidas para a crise no setor da habitação e alerta que, apesar de a economia portuguesa estar a ser resiliente, há desafios ao crescimento.
Desafios como o aumento do preço das casas, que está a acontecer a um ritmo muito rápido, nota a OCDE, a escassez de mão de obra, o envelhecimento da população e a necessidade de manter ganhos de produtividade. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico pede reformas estruturais.
E Miguel, quais são as recomendações, em concreto, para este problema da habitação?
A OCDE pede, neste estudo sobre a economia portuguesa, que o IMI seja agravado, limites à tributação de mais-valias com a venda de habitações e ainda mais impostos sobre habitações subutilizadas ou devolutas em zonas de elevada procura. A organização considera que são fracos os incentivos fiscais dados aos proprietários para que coloquem estas casas no mercado e alerta que os arrendamentos informais no país, sem os senhorios passarem recibo, podem atingir os 60%.
E para o mercado de trabalho, que recomendações faz a OCDE?
Uma maior integração dos trabalhadores mais velhos, por exemplo, aumentando os incentivos para uma vida ativa mais longa. É uma forma de combater a falta de mão de obra no país, sobretudo na agricultura, construção e na área da saúde. Há um pedido concreto, também, para facilitar a integração no mercado de trabalho de migrantes e mulheres. E apesar de Portugal ter, nesta altura, taxas de emprego historicamente altas, a OCDE pede também incentivos para desempregados de longa duração e para os mais jovens. Neste estudo, há também uma recomendação para reduzir o número de contratos temporários, que ainda é elevado em Portugal, segundo a OCDE. Se as alterações à lei laboral que o governo quer promover forem avante, 13 mil contratos por ano vão deixar de passar a efetivos, pela estimativa do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais do ISCTE.
Passamos à corrida a Belém. Em Dia de Reis, Gouveia e Melo visita Vila Real com votos de um Feliz Ano Novo e de mudança.
E pelo meio de bancas e vendedores, respondeu a Cavaco Silva sobre as referências a Sá Carneiro. Ainda houve tempo para um ataque em dose dupla aos adversários Marques Mendes e António José Seguro. Gouveia e Melo insiste a Nadine Soares que é o único candidato transparente.
Em Dia de Reis, Gouveia e Melo entra no mercado de Vila Real com votos de um Feliz Ano Novo.
Bom ano 2026. Com força!
Ouvou as preocupações dos comerciantes e promete mudanças se for eleito presidente.
Agora tudo bem. Há de ser melhor, de certeza. Só podemos melhorar, não podemos piorar.
Já na Feira da Lijó, entre bancas e mais bancas, as ruas ficaram apertadas.
Cuidado que é louça.
No final da visita, Gouveia e Melo não hesitou a responder a Cavaco Silva, que lhe deixou uma crítica sobre a utilização de referências a Sá Carneiro na campanha.
Eu não concorro contra o senhor ex-presidente Cavaco Silva Eu concorro para um futuro de Portugal. Este lugar da presidência não é um lugar partidário.
Também não poupa os adversários e atira a Marques Mendes, que diz estar assustado.
O que eu quero é saber do presente e do futuro. Se há um candidato que anda assustado e que anda a trazer tudo e mais alguma coisa para cima da mesa, não sou eu, certamente.
E recua aos tempos da Troika para acusar António José Seguro de ser um candidato inseguro.
Não pode haver candidatos titubeantes, candidatos que não dizem nada, que andam sempre com discursos redondos, incapazes de assumirem posições, como foram incapazes de defender as suas posições no passado. Eu estou a falar de um candidato que é um candidato de uma área, que é a área socialista, que no passado não defendeu a sua própria área.
Os destaques do terceiro dia de campanha de Gouveia e Melo, no distrito de Vila Real.
A jornalista é Natínia Soares, com esta iniciativa de campanha de Gouveia e Melo, com estas iniciativas, duas ações de rua esta manhã em Vila Real, no distrito de Vila Real.
E Luís Marques Mendes desvaloriza as sondagens, mas dramatiza o discurso.
Luís Marques Mendes esteve em Torres Vedras esta manhã e disse que as ruas têm mostrado um resultado diferente das sondagens e a última da Pitagórica coloca Luís Marques Mendes na quinta posição, ou seja, fora da segunda volta destas eleições. Ainda assim, aproveitou, Miguel Vítor Dias, apesar da desvalorização, para carregar no dramatismo no que toca à possibilidade de chegar a essa segunda volta. Perante os números que o colocam fora da segunda volta, Marques Mendes desvaloriza.
Eu não embandeirei em arco com outras sondagens no passado e também não vou perder o entusiasmo com esta sondagem. De resto, o primeiro dado surpreendente da sondagem é que não bate muito certo com a rua, com a realidade do terreno. Como se viu ontem em Espinho, em Coimbra, na Guarda e hoje aqui em Torres Vedras, há uma grande adesão.
Mas dá o passo em frente e carrega na dramatização do discurso.
Que é um apelo a que os eleitores do centro não dispersem votos. Se houver uma grande dispersão de votos, eu posso perder esta eleição. Se houver uma concentração de votos, seguramente que eu posso ganhar esta eleição.
Num dia em que Cavaco Silva veio a jogo criticar quem se apropria da memória de Sá Carneiro, Marques Mendes aproveita a deixa para contra-atacar.
Acho que é uma crítica totalmente legítima. E eu acrescento mesmo: aqueles que nos últimos dias, meus adversários, invocaram Sá Carneiro, não o fazem para homenagear Sá Carneiro. Fazem-no por oportunismo.
E por falar em apropriações, atira também aos que usam o nome de Passos Coelho.
Decidir apoiar-me, fico feliz. Se Passos Coelho decidir não tomar posição, eu não fico zangado com ele. É o seu direito natural. Não, essa terceira hipótese acho que não há. E por isso é que acho que é um certo oportunismo invocar Passos Coelho, quando, evidentemente, a única decisão que ele tomou foi não tomar decisão nenhuma.
O candidato apoiado pela AD em Torres Vedras, depois das sondagens mais recentes. Miguel Vítor Dias, com os destaques da iniciativa de campanha de Marques Mendes esta manhã, o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS e, à semelhança dos restantes candidatos a Belém, reservou a tarde para preparar o debate de mais logo na RTP. Vai juntar os 11 candidatos e é a partir das dez da noite.
Falamos agora de António Filipe, que critica o apelo ao voto útil feito por António José Seguro à esquerda.
A uma pergunta do Observador, o candidato presidencial apoiado pelo PCP diz que não há eleitores de primeira e de segunda.
Quando um cidadão ouve dizer que o seu voto não conta, é que deve ficar incomodado, não sou eu. António José Seguro fará a sua campanha, eu farei a minha. Eu respeito todos os adversários políticos, e portanto, não comento isso.
António Filipe, depois de ter estado reunido na Voz do Operário com o antigo líder da CGTP, Carvalho da Silva, que também critica a ideia do voto útil e diz que tal não devia sequer ser tema da primeira volta das presidenciais.
Vamos ao desporto. Na antevisão da meia-final da Taça da Liga entre Benfica e Braga, José Mourinho diz que o confronto de amanhã tem tudo para ser um bom jogo.
Sim, José Mourinho diz também que o Braga não vai entrar em campo a pensar nos pênaltis. É isso que diz o técnico do Benfica à luz do que conhece do técnico do Sporting Clube de Braga.
Conheço bem o Carlos e conheço o seu processo de formação até chegar a treinador do Braga. Também não acredito que o Carlos vá ali pensar: "Vamos aguentar até ao minuto 90, que depois há pênaltis e pênaltis é uma lotaria". Não acredito. Portanto, acho que tem tudo para ser um bom jogo, como o jogo do Braga foi bom. Acho que tem tudo para ser um bom jogo.
É isso que espera José Mourinho. Já Carlos Vinicius, o treinador da equipa minhota, espera um jogo difícil contra um adversário que também quer estar muito na final.
Amanhã temos um jogo contra um rival que nos vai causar dificuldades. Sabemos que também quer muito estar na final. Temos que fazer um jogo muito bom, com uma capacidade especial para respondermos a diferentes situações que o jogo nos apresente. Essa resposta vai ter que ser ótima, porque senão vai ser mais difícil conseguir a vitória, que é o que queremos amanhã.
Carlos Vinicius e José Mourinho, antevisão da partida da meia-final da Taça da Liga entre Benfica e Braga, amanhã, no Estádio Municipal de Leiria, a partir das oito da noite. À mesma hora, mas hoje entram em campo, Sporting e Vitória Sport Clube de Guimarães. É outra meia-final da edição deste ano da Taça da Liga.
Onze minutos para lá das 16h, Miguel Vileira, que outros temas marcam a atualidade?
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, vai ao Parlamento com caráter de urgência explicar as alterações ao regime do subsídio social de mobilidade, um apoio para quem vive nos arquipélagos da Madeira e dos Açores para viajarem para o continente e a introdução de critérios de exclusão por dívidas ao Estado. Os requerimentos apresentados pelo JPP, CHEGA e PS foram aprovados hoje por unanimidade na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação. Donald Trump caracteriza Nicolás Maduro como um homem violento. Numa conferência de imprensa, no âmbito do retiro anual da Câmara dos Representantes Republicanos, o líder norte-americano criticou ainda o Partido Democrata. Donald Trump diz que não percebe como é que ainda não lhe deram os parabéns pelo ótimo trabalho que, segundo Trump, fez com a captura de Nicolás Maduro. Na mesma conferência de imprensa, o presidente norte-americano volta ainda a elogiar os ataques dos Estados Unidos a Caracas, caracteriza como incríveis e brilhantes.
É assim que fechamos este jornal das 16h.